Arquivo mensal: abril 2017

Prórrogam 18 meses a instruçom da causa contra as anarquistas da Operaçom Pinhata. Ano e meio mais de castigo preventivo e control jurídico-policial

“Nos debemos adaptar a los nuevos tiempos para prevenir y combatir los nuevos delitos, los ciber delitos. Ahora estamos empezando a ganar a los malos la batalla”. El Oy Vel Asco (janeiro 2016)

Recolho e traduzo do blogue Colze a Colze (côvado com côbado), o seguinte comunicado das pessoas envolvidas nesta caça de anarquistas por obra e graça do mesmo juiz de conhecida ideológia ultradireitista (*) que está a levar agora o caso mediático da família pepera dos González:

A passada semana, foi-nos notificada ás imputadas na Operaçom Pinhata a aprovaçom por parte do juiz Eloy Velasco dumha nova prórroga de 18 meses na sua fase de instruiçom, a atual prórroga finalizaria no próximo mes de junho, tendo teoricamente até o 15 de maio para tomar postura as diferentes partes.

18 meses mais que, no que a nós respeita, suponhem o alongamento dum castigo preventivo e dum control sobre as nossas vidas em forma de medidas cautelares, retiradas de passaportes, obriga de ir assinar, e em definitiva, umha forma dumha chantagem sobre a nossa liberdade.

18 meses, de continuaçom e ampliaçom de investigaçons, acosso policial e guerra psicológica.
Continuar lendo

Colze a Colze (côvado com côbado).- Blogue da Campanha para afrontar juntas a repressom

Iniciativa que parte dos Paissos Cataláns co galho de ofertar ferramentas que servam para afrontar juntas a repressom e com a mesma mostrar solidariedade com as pessoas processadas há mais de dois anos nas operaçons jurídicas-policiais-mediáticas com nomes tam curiosos como Columna, Pandora (e sua sequela 2), Piñata e outras operaçons similares que, com a desculpa do antiterrorismo, se desenvolveram contra o movimento libertário nos límites do estado espanhol.

Recolho (e traduzo) a sua Apresentaçom e vos convino a olhar os demais textos publicados no seu blogue (disponível em catalám e castelám) e dou pulo ao vídeo da campanha; tamém dizer que para esta vindoura sexta (venres) 28 de abril as 19:30′ estám argalhando umha açom chantagem no Arc de Triomf de Barna na que “abrirám a caixa” e aunciam que, já umha vez perdido o medo, agora toca perde-la vergonha! e disponibilizam um outro vídeo com umha coreografia ex professo (ver ao final desta entrada).

Côvado com côvado, afrontando juntas a repressom que pretende dissuadir-nos, imobilizar-nos, desanimar-nos. Juntas, nom isoladas, apoiando-nos. Com a força que procuramos entender as diferenças e aprender a encontrar-nos nas cumplicidades.

Côvado com côvado, assim é como denominamos esta campanha, este berro de resistência, este novo desafio ao poder. Umha tentativa mais de rachar com o silêncio, de visibilizar o conflito social cada vez mais patente em consequência da agudizaçom da crise estrutural do sistema capitalista.
Continuar lendo

“Debandadas, tumultos e conspiraçons secretas em situaçom de êxtase religioso” x Acratosaurio Rex

Queria ter escrito algo sobre as procissons da Semana Santa católica e as cenas de pánico que se vivirom, umha vez mais, nas ruas de Sevilha. Notícia amplamente defundida polos grandes falsimédios que pugeram todas suas ferramentas manipuladoras em riste co galho de procurar converter umhas cenas de histerismo misturadas com fervor religioso, em um ataque terrorista organizado contra da liberdade de credo católico. E assim foi durante dias onde polícias, políticos, diretivos religiosos e tertulianos do “tudo-sabem” lançaram sua campanha orquestrada contra um suposto clã do crime organizado que estaria formado por ateus, islamistas e rapazada de festa dispersa polas ruas de Sevilla e com ánimo de amolar, e assim seguiriam in infinitum até que a merda tuda que lançaram deveu reverteu-lhes dalgum jeito e sem mais, os mentideiros todos ficaram calados e tras dar com o nariz na porta e ficar sem poder luzir o palmito do trunfo da fe contra a maldade, deram fim ás silandeiras, a sua campanha em prol do direito a sair ás ruas os nazarenos e seus tremendos tronos de imagens barrocas que foram criados no seu dia co galho de dar medo á gente; numhas cenas que retrotraem reminiscências dos tempos da “Inquisición a la Española”.

Quando me pugem a escrever caim na conta de que o texto ía-se-me fazer moi extenso como para fazer umha entrada neste meu blogue e esperar a que a gente o dera lido na íntegra (nestes “maus tempos para a escrita” nos que só quatro linhas escritas já parecem umha barbaridade de texto); assim que acordei comigo mesmo deixa-lo tema para mais adiante e mesmo fazer um programa de rádio ao respeito. Assim se me passou o tempo até que hoje, navigando pola rede, se manifestou diante dos meus olhos o seguinte artigo autoria de Acratosaurio Rex na web A las Barricadas e tras rir a cachom e mesmo aplaudir coas orelhas sua excelência, nom puidem mais que recolhe-lo, traduzi-lo ao mei jeito (para as esquisitas lingüistas com conhecemnto de idiomas recomendo-lhes a leitura original em castelám) e dar-lhe pulo:

Debandadas, tumultos e conspiraçons secretas em situaçom de êxtase religioso
Continuar lendo

25 de abril; Sempre?? – O papel da rádio na revolta dos cravos portuguesa

Co galho desta data histórica do pais vizinho, figera lá polo ano 2006 este meu programa na Rádio Kalimera (a rádio livre de Compostela). Nele tratei de abordar umha vissom particular do papel jogado pola rádio como médio de apoio à revolta do nosso pais irmão. Umha revolta que, de início, tras o derrocamento do Ditador, prometia muitíssimo, mas que ao final ficaria em caseque nada coa volta ao poder dos representantes mais recalcitrantes do Capitalismo excluinte e com seus impulsores mais aguerridos e rupturistas no cárcere.

25-de-abril-de-1974-12-728 Hoje, onze anos depois da sua primeira emissom no meu programa Comochoconto, volto a colgar neste meu blogue o aúdio para quem queira escuta-lo:

e/ou descarrega-lo (em dois formatos, clica aqui em Continuar lendo

A abstençom ganha as eleiçons na França – Matemáticas para anticapitalistas (3)

Pese a que mesmo algum falsimédio espanhol num artigo que leva por cabeçalho “Cuatro datos para entender las elecciones francesas” sinala como 3º dado: “La abstención es el tercer partido”; isto nom resulta ser mais que MENTIRA.

Nom sei quem ensinaria matemáticas aos redatores das notícias eleitorais ou igual deveria perguntar-me quem lhes ensina a manipular os dados da participaçom e a abstençom, porque o que está claro é que fam do seu um pandeiro em quanto ao mal uso e/ou abuso dos tanto por cento. Se é por falha de conhecementos, grave, mas se é para manipular e desvirtuar a importância da abstençom como opçom, muito pior.

O assinante de tam fantástico artigo, Jaime Rubio Hancock, recolhe a imagem da agência francesa AFP segundo fonte do ministério do intérior francês e que poidera ter-lhe incitado ao erro ou engano e poida que de ai jurdíra-lhe o encabeçamento escrito sem pensar ou adrede.
Mas
Continuar lendo

Compostela Nom Se Vende!! Concentraçom 27 abril, 5ª feira-joves, as 16:00′ no Obradoiro

A gente envolvida nesta luta pola recuperaçom dos espaços públicos e sua utilizaçom pela cidadania compostelá leva tempo fazendo assembelias abertas no entorno do parque de Galeras para cordinar-se e fazer propostas a toda a cidadania. Assim, na semana passada, tirarom esta convocatória pública que recolho e dou pulo:

Convocamos unha concentración que terá lugar o xoves 27 de abril, ás 16:00, na praza do Obradoiro, durante o pleno municipal no que rematará de orientarse a venda do Hospital Vello, exercicio especulativo que pretende roubarnos á veciñanza de Compostela un anaco histórico da cidade, alterando a vida das xentes de Galeras, transformando o barrio, masificándoo e ocasionado un tráfico moito maior.
Continuar lendo

“O entroido nom é coisa de governantes, mesmo que vaiam de guais”

“Quando governas formas parte de Poder, nom da Rua”

Dada a polémica criada estes dias ao respeito da denúncia contra o concelheiro de Cultura de a Corunha por um dos cartazes de Antroido que o governo corunhês editou e colou pola cidade; recupero esta minha reflexom que já publicara no meu aporte ao Boletín Abordaxe nº 17 de março passado: “Aqueles que, desde suas poltronas que dim “alternativas”, organizam como publicitar e viver esse tempo de escárnio, estám a atacar á essência dessa festa popular. (…) Eu nom quero alcaides e concelheiros que tirem de cartazes e que organicem a ruta de desfiles de espidos cariocas baixo a chuva polas ruas das cidades e vilas, nem sequer que engalanem as mesmas com luzes, bandeirolas e outros colgarejos festivos. Eles som tamém parte do problema e polo tanto, objetivo das mofas do povo; nom é a sua tarefa promover nada para festejar nem como fáze-lo nem por onde podem circular. Que nom me venham com andromenas!!. Esta reflexom nom me veu dada por nenhuma musa nem por nenhuma mania coa Marea Atlántica nem por simples antolho; senom que parte da minha experiência vital e passo a contar-vos:

Aos 2 anos de chegar a viver em Compostela, nos meus anos moços de estudante, já andava eu metido de cheio no ativismo social desta cidade que, na altura, estava presidida por Xerardo Estévez do PSOE que chegara a alcaldia por 1ª vez com verdadeiras ânsias de mudança. Umha das iniciativas da sua equipa foi tratar de recuperar a festa do Entroido e para elo figera umha reuniom com todos os coletivos sociais que existiam na cidade e acordára-se que ia ficar nas mãos destes coletivos a organizaçom dum desfile polas ruas e co tal motivo o concelho ia limitar-se a dar uns quartinhos para a confeçom dos trajes e carroças; pois se bem num princípio querriam controla-lo tudo, ficou claro pola nossa parte que nom iamos a deixar que o governo fosse quem organizara e controlara umhas festas nas que, umha das razons da sua existência e permanência no tempo, é o seu carater anti-governativo e fazer mofa e escárnio dos diferentes poderes.
Continuar lendo