Compostela Nom Se Vende!! O Hospital Velho de Galeras ao Serviço de Todas!! Manifesto

Venho de saber que as gentes organizadas na Plataforma de luita vizinhal contra a especulaçom do velho hospital de Galeras vem de colar, na sua página dumha das chamadas redes sociais virtuais, um seu Manifesto-Comunicado no que fai um chamado a toda a cidadania compostelá a participar da mesma para, juntas, plantar-lhe cara aos intereses especulativos e privados no nosso património, para defendermos umha Compostela ao serviço de todas.

Mas denantes de dar-lhe pulo quiger fazer umha reflexom persoal ao respeito dumha das pessoas que, segundo contou-me umha boa amiga bem informada, está metida a tope em dita Plataforma e nom é outra que Encarna Otero Cépeda, diretora geral de Obras Públicas e da Calidade da Vivenda da Junta quando o bipartito (PSOE-BNG) e vicealcaide e concelheira do BNG nos tempos em que Bugallo (PSOE) foi alcaide de Compos. Pois bem, na altura em que dita persoeira estivera nos “co-mandos” do concelho tivera entre suas atribuçons ser a delegada da rehabilitaçom do casco histórico de Compostela, e baixo seu mandato tivera lugar o despeje e destruiçom posterior da Casa Encantada, umha das primeiras okupas da Galiza, ubicada na rua Castrom D’ouro, e pese a que esta vivenda estava catalogada como histórica, Encarna e sua equipa decidiram nom considera-la como tal e a derrubaram justo quando a Casa Encantada estava em pleno furor de luita a raiz do afundimento do Prestige. Encarna Otero se passou assim a ser a arqui-inimiga da luita vizinhal por manter este espaço. Muito coidadinho com ela!! Ficades avissadas!!

[MANIFESTO]

O 20 de janeiro, confirmáva-se umha venda muitas vezes premonizada, ansiada e codiciada por parte do empresariado dos seitores hostaleiros e residenciais. O Hospital de Galeras foi adquirido por Asteriscos Real Estate SL, apéndice especulativo de Invernob Coruña SL (financiada anteriormente pola Conselharia de Economia, Emprego e Indústria para poder fazer fronte ao projeto privado), coa aprovaçom e co beneplácito da USC (Universidade de Santiago de Compostela) e do Concelho. Dous meses depois, no pleno do consistório do vindoiro 20 de abril, rematará de orientar-se este exercício especulativo que pretende roubarnos á vizinhança de Compostela um anaco histórico da cidade, exercício que altera a vida das gentes de Galeras, transformando o bairro, masificando-lo e ocasionando um tráfico muito maior. Ademais, continúa-se a desmantelar o património da USC para pagar a escura déveda dumha Universidade cada vez mais mercantilizada, menos transparente e menos participativa, e cada vez mais longe dos intereses do estudantado das classes populares.

O Hospital de Galeras abria suas portas na metade do século passado como serviço público sanitário para todas as vizinhas de Compostela até 1999, quando é abandonado, polo que, em 2003, anúncia-se o seu peche definitivo. Fai oito anos, a USC comunica ao Concelho sua preocupaçom polas condiçons nas que se atopava o edifício; tres anos depois, o Governo municipal do PP (Partido Popular) cede os terreos á Universidade coa condiçom de que estes nom tenham um uso comercial e de que a metade do espaço seja reservado para usos comunitários. Em 2015, no meio dum conflito entre a USC e o Concelho, permite-se o uso do Hospital Velho com fins comerciais. Neste momento, aceléra-se o processo de privatizaçom do edifício, de transformaçom do que é de todas e de uso público em algo orientado aos intereses privados duns poucos.

Atopámo-nos no meio dumha batalha contra o público, numha batalha polo modelo de cidade de Compostela, diante da possibilidade de que Santiago e Galeras se convertam num parque temático para o turismo, perdendo a identidade real de bairro. Nom há muito, a Junta financiou com mais dum milhom e meio de euros a reforma do asilo de Carretas, orientado ao serviço ás peregrinas, regentado pola Igreja católica e com um uso privado á vizinhança. Mentres, deixa morrer por inaniçom espaços históricos da nossa cidade e do nosso bairro.

A plataforma aberta e unitária Compostela Nom Se Vende nasce para defender os direitos coletivos fronte aos intereses das empresas que buscam especular co património da nossa Universidade, dos nossos bairros e da nossa cidade. Nascemos com duas ideias moi claras neste longo caminho contra a gentrificaçom e na defensa dumha Compostela que respeite os bairros e a cidadania.

O primeiro, o que nos pujo em comum a diferentes coletivos de estudantes, vizinhas do bairro de Galeras, tecido associativo de Compostela e ativistas antidesafiuzamentos, é a necessidade de unir sinergias, ideias e esforços para paralisar a venda do Hospital Velho. Queremos um uso social e público do espaço, queremos que as instituiçons implicadas, desde a USC ao Concelho, passando pola Junta, assumam os seus erros e, ante a açom da sociedade civil compostelá, retifiquem este delirante exercício especulativo. Comprometemo-nos a empregar todos os cauces ao nosso alcance para defender o público.

O segundo, oferecer um espaço á sociedade civil onde, desde a base, pensar, construir e defender o modelo de cidade que lhe interesa á cidadania compostelá. Porque o ataque especulativo contra o Hospital Velho nom é só um problema da USC ou do bairro de Galeras, é um problema da cidade e precisamos ferramentas para artelhar respostas contra a gentrificaçom e contra os intereses privados que buscam saquear o património da Universidade e dos bairros de Santiago, ameaçando a persistência dumha Compostela pensada para a vizinhança.

Animámos-te a participar da plataforma para, juntas, plantar-lhe cara aos intereses especulativos e privados no nosso património, para defendermos umha Compostela ao serviço de todas.

Compostela nom se vende!

……………..

Mais informaçom no seguinte pdf, que inclue, entroutras, o Prego de condiçons de venda do imóvel de titulariedade da USC denominado “Antiguo Hospital Provincial”; o Anúncio no BOP de A Corunha da modificaçom do PGOU para a criaçom da ordenança especial OE-5 (Galeras-Universidade); Informe sobre o estado das condiçons estruturais do edífico com data de março de 2014; a Taxaçom da parcela em setembro de 2014; e o Protocolo de modificaçom da ordenança OE-5 em fevereiro de 2015.

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