“A liberdade nom tem tratos coa justiça, que nom te confundam” – Contributo na coluna “Vento de Través” do Boletín Abordaxe de abril de 2017

Como já vem sendo habitual fago público agora, nesta minha bitácora, o meu contributo na coluna “Vento de Través” do mensuário de papel “Boletín Abordaxe” umha vez que já saiu do prelo e anda em circulaçom por centros sociais e outros locais (e tamém publicado no seu blogue em formato eletrónico para facilitar sua impresom e distribuiçom [descárregar pdf AQUÍ]). Além, umha vez mais, as minhas compas piratas recolhem, neste seu “Boletín” nº 18 de abril de 2017, até 3 artigos da minha autoria que já publicara neste meu blogue: O da capa principal “Resposta do CSO A Insumisa ao ataque orquestrado em “La Coz””, ainda que neste caso eu limitei-me a recolher as opinions da gente do CSO A Insumisa e fazer um breve introdutório; o artigo de opiniom “Tinha que dize-lo!!” a respeito do mal chamado “Bosque de Galicia” desenhado por umha paisagista que estám a construir nas ladeiras do “Mausoleu de Fraga” no monte Gaias: e o 3º “Realidade ou ficçom: O elenco da obra do Mago de Oz em busca e captura por humilhar ás vítimas do terrorismo” onde fago um ejércicio fantasioso em referência a perseguiçom do T.O.P. (digo da A.N.) das pessoas que nom dignificamos a morte de assassinos fascistas.

E sem mais colo acá o meu contributo, que em certo modo encadea com o anterior, onde escrevo minhas reflexons ao respeito da teima reformista em reclamar, da (in-)justiça capitalista, o mesmo trato condenatório para com qualquer pessoa, só polo que pensa e/ou escreve, e com independência da sua ideologia:

“A liberdade nom tem tratos coa justiça, que nom te confundam”

“Pedir equidade na justiça capitalista é tam estúpido como pretender mudar a sociedade desde as instituiçons”

Depois das últimas sentências condenatórias contra usuárias das redes estou a lêr multitude de demandas de justiça por parte de gente que sinte que nom é de recebo que só um tipo de pessoas sejam julgadas e condenadas entanto outras goçam de plena liberdade de opiniom. Semelha que o que lhes intranquiliza nom é o feito de que haja pessoas judicializadas polo que pensam e escrevem, senom que só sejam julgadas por isso algumhas. As suas mentes reformistas demandam da justiça que deixe atrás sua dupla vara de medir e mesmo reclamam que, ao igual que se julga e condena a quem ataca ao sistema desde a esquerda, se passe o mesminho com quem o ataca desde a direita ou extrema direita. Viva! Viva!!

Poderiamos chamar sistemitas a aquelas pessoas que ainda seguem a confiar em que desde as instituiçons poidam modificar algo esta situaçom, tamém poderiamos otorgar-lhes outros adjetivos mais acaidos como «ilusas, sonhadoras ou iluidas». Em tudo caso pedir equidade na justiça capitalista é tam ilusório como pretender mudar a sociedad desde as instituiçons ou pensar que vivemos em democracia.

Segundo palavras do jurista Manuel Atienza, recém nomeado membro de honor da Real Academia de Jurisprudencia: «Temos um Código Penal que nom é duro: é duríssimo. Muito mais duro que o franquista. Os juristas que tenham certa idade lembrarám que houvo umha época na que os encausados podiam escolher entre o derradeiro Código Penal franquista e o primeiro da transiçom. Todos escolhiam o franquista». Além disso e desde entom, as modificaçons das leis que poderiamos englobar como Direito Penal do Inimigo só tinham um motivo: endurece-las. Partindo da mesma lei da amnistia de 1977, a chamada lei do ponto e final, que só valeu para que nunca fossem julgadas «as torturas, as desapariçons forçadas, e os crimes de genocídio e lesa humanidade» cometidos durante a sublevaçom e a ditadura franquista.

E seguindo com que durante a “Transaçom” nunca se chegou a produzir um corte com a Ditadura nem se depurarom os aparatos do Estado franquista. E isso tórna-se sintomático quado observamos que, no processo de adaptaçom aos novos tempos, tanto polícias como militares e como nom, tamém os juízes, continuaram sendo os mesminhos que quando Franco. E assim como os mandos do Ejército franquista incorporarom novas estrelas a suas bocamangas, os implacáveis juízes do Tribunal de Orden Público (TOP) que condenaram a morte por garrote vil aos luitadores antifranquistas, proseguiram seus ascensos nos novos tribunais de excepçom da Audiência Nacional.

E desde entom e até agora «tudo fica atado e bem atado»

 

 

 

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