Retificar: É de sábios ou de ingênuos? Ao respeito da minha crítica á cenificaçom da Marea Atlántica nos julgados

A raiz de dar pulo na rede a minha entrada de antontem E a Marea Atlántica tirou da sua tralha em nome da Liberdade de Expressom; houvo um bo amigo que me retrucou ao respeito da presência maciça de apoiadores e aplaudidoras e me convino a recapacitar sobre o feito de que esta 2ª feira passada -dia no que o concelheiro de cultura corunhês foi chamado a declarar na fase de intruiçom- era feirado em algumhas comunidades (na Galiza nom) e mesmo para algumhas profissionais, como mestras e mestres (dúvido se afetou a algumha profissom mais, mas penso que nom, nom sendo que se tenha como tal as vividoras da política partidária).

Cachisnamar!! Agora vai ser que nossas representantes podemitas em Madrid estavam lá porque na capital das Espanhastodas era feirado… Ah! pois nom, depois de fazer umha busca resulta que o passado luns de Pascua só foi feirado em Baleares, Catalunya, Comunitat Valenciana, La Rioja, Nafarroa e Euskal Herria (nestes dois últimos casos o do festivo é de traca e ressaca, pois mesmo as criminalizadas indepes abertzales celebram o domingo de Pascua católico como seu Dia da Pátria: o Aberri Eguna). Poidera ser que houvera entre a multitude mareante algumha residente nesses distantes lugares, poidera, mas isso nom justifica a inaudita maciça assistência de defessores da liberdade de expressom num dia laborável em A Corunha.

Assim que minha única conclussom possível é que a maioria das pontoais manifestantes pola liberdade de expressom (que eu sego a considerar rechamante nom te-las visto em nenhuma outra ocasiom) fossem mestras e mestres defessoras do Sistema de Ensinança do Capitalismo Democrático espanhol e que como tais estavam de feira e de festa. Gentes que, de nom for feriado a 2ª passada, nom estariam lá porque teriam que solicitar o dia sem soldo e já se sabe que “a vaquinha polo que vale” ou gastar um dos seus “moscosos” (dias de folgar pagos e escolhidos ao jeito polas trabalhadoras públicas) e tampouco era para tanto a coisa.

Dáva-se pois a situaçom perfeita para montar a que montarom diante de toda a imprensa e nom era questom de desperdiciar a ocasiom brindada pola eficaz juíza do julgado de Instruiçom nº 3 de A Corunha tras ter aceitado e tramitado a denúncia de Aurora Carro, a idosa presidenta da Asociación de Viudas de Lugo, e 6 pessoas mais (todas a título persoal) contra o concelho de A Corunha pola ediçom e difusom do famoso cartaz do Entroido que já deu a volta ao mundo graças a dita denúncia (sem dúvida Guitián nunca teria esperado tanto éxito por um cartaz)

Sego sem conhecer que foi o que moveu a esta juíza a dar tal passo, por momentos crim que o faria a semelhança dalgum dos seus correligionários que sabem tirar partido persoal e económico da sua instruçom em juízos mediáticos que lhe poideram dar sona, mas por mais que busquei, nom atopei em nenhum falsimédio sua filiaçom; assim que só se me occorem tres motivaçons possíveis: 1) que sua senhoria seja umha esquisita cumpridora dos preceitos da sua profissom e considerou com objetividade que havia lugar a investigar; 2) que sua senhoria tenha os mesmos extravagantes e intolerantes sentimentos de fe que as 7 denunciantes; ou 3) que sua senhoria forme parte da Marea Atlántica ou simpatice cos seus jeitos de governar e que viu a ocasiom perfeita para fazer a montagem de desagrávio carnavelerio e por isso fixou a data da declaraçom na 2ª feira, luns de pascua, a sabiendas da circunstância de que nom havia aulas nas escolas e universidades.

As mareantes considerarám esta última opçom absurda e de ai que suas carnavaleiras alaudadoras asseguraram num seu Comunicado de imprensa: “nom entender como se pode admitir a trámite umha denúncia feita por umha associaçom de viuvas de Lugo, seguindo diretrizes das autoridades eclesiásticas correspondentes” e “que um julgado o assumira e tramitara nos parece um anacronismo casposo de outras épocas, felizmente superadas”.

Aclarar-lhes se tal que se enterem bem, 1º porque a denúncia nom te sei se a figeram seguindo diretrizes de ninguém (nom crio que precisaram de tal), pero que quem denunciarom forom 7 pessoas a título individual e o feito de que umha delas seja a presidenta dumha associaçom nom lhe dá mais valor a sua denúncia; e 2º e o que mais me importa sinalar é que se umha juíz dum julgado pode dar pê a que dita denuncia sega um processo judicial completo na sua fase de instruiçom nom é porque seja um anacronismo casposo, senom porque a legislaçom espanhola nom mudou nadinha (e se o fijo foi a pior) com respeito a essas épocas que nunca forom superadas, nem feliz nem tristemente. De feito na juricatura nunca houvo transiçom algumha; e 3º que o feito de que no seu Comunicado afirmem que essas “épocas estám felizmente superadas” e que a denúncia é um “anacronismo casposo” leva-me de volta ao que apontava na minha anterior entrada: a maioria da gente que participou da concentraçom acha que vivemos numha democracia estável e justa e que o deste juízo é anedótico quando está a haver um sinfim de denúncias tramitadas por razons mais estúpidas e absurdas, e muitas rematam em condenas com multas desorbitadas e penas de cárcere, torturas,…

Pero, em que mundo feliz vivem estes e estas mareantes?? quitáde-vos de umha vez as vossas máscaras e sair a defender a capa e espada o vosso féliz Capitalismo democrático, pero assumide desde já que tem estes pequenos inconvintes, pecata minuta para quem tem vossas aspiraçons de governo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s