Colze a Colze (côvado com côbado).- Blogue da Campanha para afrontar juntas a repressom

Iniciativa que parte dos Paissos Cataláns co galho de ofertar ferramentas que servam para afrontar juntas a repressom e com a mesma mostrar solidariedade com as pessoas processadas há mais de dois anos nas operaçons jurídicas-policiais-mediáticas com nomes tam curiosos como Columna, Pandora (e sua sequela 2), Piñata e outras operaçons similares que, com a desculpa do antiterrorismo, se desenvolveram contra o movimento libertário nos límites do estado espanhol.

Recolho (e traduzo) a sua Apresentaçom e vos convino a olhar os demais textos publicados no seu blogue (disponível em catalám e castelám) e dou pulo ao vídeo da campanha; tamém dizer que para esta vindoura sexta (venres) 28 de abril as 19:30′ estám argalhando umha açom chantagem no Arc de Triomf de Barna na que “abrirám a caixa” e aunciam que, já umha vez perdido o medo, agora toca perde-la vergonha! e disponibilizam um outro vídeo com umha coreografia ex professo (ver ao final desta entrada).

Côvado com côvado, afrontando juntas a repressom que pretende dissuadir-nos, imobilizar-nos, desanimar-nos. Juntas, nom isoladas, apoiando-nos. Com a força que procuramos entender as diferenças e aprender a encontrar-nos nas cumplicidades.

Côvado com côvado, assim é como denominamos esta campanha, este berro de resistência, este novo desafio ao poder. Umha tentativa mais de rachar com o silêncio, de visibilizar o conflito social cada vez mais patente em consequência da agudizaçom da crise estrutural do sistema capitalista.

Remontamos aos antecedentes imediatos. Umha batida à base de operaçons antiterroristas desde 2013 percorre a península. Registros, portas arrebentadas, incursons a altas horas em domicílios de companheiras, centros sociais e ateneus, detençons e encarceramentos com as devidas consequências. Tudo isto decorado com um alerta midiático pintado de escândalo, palavras como “terrorismo anarquista” ressoam como um mantra ridículo mas incisivo. Operaçom Columna, Operaçom Pandora, Operaçom Piñata, Operaçom Pandora II, detençons do 13 de abril (atualmente 2 companheiras encarceradas na Alemanha). Dezenas de pessoas acusadas de pertencer a organizaçom criminosa com fins terroristas, medidas cautelares, asfixia econômica, entornos políticos golpeados e assinalados.

Entendemos que nos encontramos em um novo cenário repressivo no qual as operaçons mencionadas evidenciam esta deriva do conceito de “terrorismo” e as intençons políticas que esconde. Intençons que moldam seu significado para desenhar um quórum de opiniom favorável à perseguiçom da dissidência, de todas aquelas que levantem a voz e se atrevam a questionar com suas práticas umha paz social imposta em defesa dos privilégios de certos setores da populaçom. Ampliando o raio de atuaçom do dispositivo antiterrorista até limites muito difusos e inimagináveis até o momento.

O dedo acusador, nestas atuaçons judiciais e policiais, concretamente, tem recaído na carne de anarquistas e antiautoritárias, mas a ameaça vai muito mais além destes âmbitos políticos. A advertência permanece latente e à espera de materializar-se sobre aquelas que ousem rebelar-se. Assim o demonstra também a detençom dos dois companheiros titereteiros e o posterior escândalo suscitado, as dezenas de pessoas acusadas de enaltecimento do terrorismo por comentários nas redes sociais ou os rappers levados ante a Audiência Nacional. Tudo isso imerso em um contexto de endurecimento do Código Penal, “lei mordaça” e demais políticas repressivas encaminhadas ao controle social, ao castigo e isolamento daquelas que, seja por condiçons estruturais ou por de cisom política, o Estado considere irrecuperáveis ou prejudiciais para o correto funcionamento do sistema imperante.

Esta campanha tem como objetivo fazer frente à repressom política, romper e desequilibrar o muro intransitável com o qual nos querem fazer crer que lidamos. Mas por sua vez pretende ser continuaçom das estimáveis mostras de solidariedade desencadeadas estes últimos anos. Porque tal como nos recorda o mito da caixa de Pandora, no fundo, sempre fica a esperança. Assim nos demostraram as lutadoras que nos precedem e assim nós pretendemos demostrá-lo também.

Nom recuamos.

Temos muito que perder porque temos muito pelo que lutar.

Côvado com côvado, afrontemos a repressom!

Já perdemos o medo, agora toca perde-la vergonha!!

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