Arquivo mensal: maio 2017

“Consumir e Matar: Dous verbos irmanados” x Pedro García Olivo

Recolho e traduzo este reflexivo artigo escrito polo meu amigo Pedro no seu muro dumha rede, que espero faga pensar a aquelas gentes que nom olham para outro lado quando vem alguém “tirada” na rua e nom me estou a referir a essa maioria que fuge de mirar cara elas nem a quem olha com acenos de desgosto e desagrado, caseque de nojo, nem muito menos a quem se adica nos falsimédios a criminalizar sua presência nas ruas e mesmo a pedir que sejam encirradas para que nom se vejam; senom a todas aquelas pessoas que, índa sem sabe-lo e sem pretende-lo, consentimos na sua situaçom e sustentámo-la:

Consumir e Matar: Dous verbos irmanados

Polícias, profissorado, juizes,… E, sustentándo-lo todo, consumistas

Que é o que mais lhe doe ao Capitalismo?

Nom é que loitemos contra a “brutalidade policial”, porque entom colócam-nos polícias nom-brutais, amigáveis, simpáticos, “cidadanistas”, e a Polícia sobrevive milhor. E nós, gentes reprimidas e no fundo repressoras, regalámos-lhes flores ás canalhas dessa condiçom, porque já nom lhe temos medo. Pero som mais que temíveis.
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Sábado 27 em Compostela “Dupla Jornada de Hip-Hop: FURNIER & LA ISLA DEL TESORO APRESENTAM…”

Meu bo amigo Adri, “Furnier”, nom para de argalhar atividades diversas co galho de dar a conhecer o verdadeiro mundo do Hip-Hop, esse que nasceu nas ruas como movemento rebelde e que como tal tem que seguir por muito que alguns interesados no dinheiro pretendam fazer delo um simple negócio e desvirtuem sua história e sua essência.

Assim no Sábado 27, tal como me fijo chegar num seu correio, “Furnier” junto a “La Isla del Tesoro”, convidam a umha jornada de projeçons e música ao vivo coa seguinte programaçom e lugares de desfrute:

-Ás 20:00h no local “EL TESORO SHOP” (rua Poza de Bar nº3) Apresentaçom do videoclip “HAROLD SMITH” de FURNIER e da entrevista com LA ISLA DEL TESORO, ambas realizadas por SHIR-KHAN FILMS.

-ÁS 22:30h na Taberna “O’ POZO” (Ruela das Ánimas nº1) Atuaçons de:
FURNIER & LAROCK (showcase)
DJ LA ISLA DEL TESORO
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Há vida mais lá do telemóvel – Animaçom

Um outro corto documentário que adico a quem gosta de visionar maravilhas da animaçom, depois de colar a primeiros de mês o vídeo de Steve Cutts, agora colo estoutro que atopei pola rede e do que nom fum quem de saber a autoria, índa que tudo aponta a que vem do Japom, e que agora colo acá coa esperança de que faga reflexionar as pessoas que vissitem esta bitácora e coa vaga ilsusom de que algumha tire bem longe de si e para sempre seu aparato, esses “engenhos tecnológicos do Capital” aos que eu prefiro denominar “engendros tecnológicos” que venhem a ser os telefones móveis, telemóveis, celulares, smartphones ou como queirades chamar-lhe a esses aparelhos dos que já tanta gente tem forte dependência aditiva; e mesmo, em muitos casos, com efeitos similares aos que provocam as drogas mais duras nas gentes que nom sabem controla-las. ALTAMENTE RECOMENDÁVEL (dura menos de 3 minutos):

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Conversa verídica numha livraria de velho apenas 11 horas denantes do Dia das Letras Galegas

Andava eu polos andeis na busca dalgum livro ou banda desenhada que mercar nesse templo do saber que constituem as livrarias, quando entrarom pola porta um par de estudantes (um moço e mais umha moça) co galho de mercar um livro para umha amiga dele e falando entre si em castelám com acento da Terra.

Nesses espaços é habitual que a gente adoite um silêncio tranquilizador como nas bibliotecas; no entanto esse silêncio cautivador soe ver-se interrumpido quando entram juntas várias pessoas, mesmo com só duas já se provoca tal rotura.

Já no umbral da livraria escoitou-se a ela perguntar ao agasalhadeiro: – “Y a ella, ¿qué le gusta?”. E el resposta: – “Le encanta el gallego, hasta te lo habla siempre. Por eso quería comprarle un libro en gallego”

Já nom quigem escuitar mais, além de que ia com certa presa, paguei minha escolha e lisquei pensando no que acabava de viver a escasos metros do campus universitário, nos que notroura o raro era escuitar alguém falando castelám.
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Sábado 20 no parque de Belvis.- Jogos de Primavera dos Centros Sociais de Compostela

Os centros sociais autogeridos reunidos de Compostela compracem-se em apresentar-nos os primeiros JOGOS DE PRIMAVERA! Umha jornada para curtir e para o esparcemento para todas as pessoas que queiran achegar-se a passar o día.

Haverá brinquedos tradicionais com a Asociación do Xogo Popular de Compostela (desde as 11h30) depois um jantar (se non podes trazer o teu, levamos nós), depois jogos variados para pequenas e nom tam pequenas (ferramenta Itaqueira), âs 19h00 un roteiro surrealista (CS do Sar) que promete ser o que nom e, para rematar com imposivel missom (21h00) que nos proponherám as compas do CSOA Escarnio e Maldizer.

Animai-vos a participar!

O Gajeiro agora em JoinDiaspora, a rede livre e sem ánimo de lucro

Foi graças á iniciativa dumha boa amiga que soubem desta rede. Ela foi quem me remitiu um seu correio dándo-me conta da sua conta nesta rede alternativa e do seu abandono definitivo da rede do Capital, conhecida por estes lares na vulgaridade politicamente incorreta como o “Puto Feisbuk” (PFB).

“Diaspora”, o mesmo nome que as pessoas que argalháramos a brochura “Arredismo e Anarquia” déramos á nossa editora, tem como objetivo colocar as pessoas no controle de suas próprias informaçons, á contra do que fai o PFB, ao que mesmo poderiamos de chamar o “PFBI” (“Puto FBI”) dado que vende (e/ou que agasalha) a governos, polícias e juízes, toda quanta informaçom deitamos nela, além de censurar o que quiger e convérter-nos em claro objetivo das suas leis “mordaças, das suas abultadas multas por pensar diferente e mesmo dos seus cárceres. É por tudo isso que considero que há razons abondo para dar este passo e sumar-me a participar desta rede criada em 2010 co galho de ser a antítese ao PFB e mesmo promover entre minhas amizades o abandono desta aranheira trapaceira e o seu passo á livre “Diaspora” que em setembro de 2011 manifestavam: “[…] nosso desenho distribuido sinifica que nenhuma grande corporaçom controlará jamais a Diaspora. Diaspora nunca venderá tua vida social aos anunciantes e nunca terás que ajustar-te ás regras arbitrárias de ninguém”.

Esta é a ligaçom a minha atividade e acá vos deito a ligaçom para que vos unades a ela e estoutra para que conhezades de que vai em profundidade
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Novo blogue do CSO “A Insumisa” -Dum recinto militar abandoado a um espaço de açom polo comum-

As compas envolvidas neste projeto feito realidade no coraçom da vizinha “A Corunha”, venhem de fazer público este seu novo blogue onde dim que “está tudo mais ordenadinho para quem quere estar ó tanto do que acontece no C.S.O. A Insumisa”. Eu alédo-me de tal iniciativa onde podes conhecer as atividades que se estám a realizar e mais as vindouras, como formar parte do projeto e amosam os espaços definidos; eu engado este blogue a minha listagem de Ligaçons e vos convido a vissita-la. Além vos colo acá a sua Bem-vinda á vizinhança: Continuar lendo

Convocatórias na Defessa da nossa Língua!!: Sábado 13 “Festa do dezassete” e Quarta 17 “Rancho Folclórico na Mani-festa-ação”

Co galho da celebraçom desta Jornada reivindicativa, vos colo acá as atividades previstas em Compostela (cos seus respetivos cartazes) que eu considero de interés e as acompanho com este “parassimpático meme”, presumível ganhador do concurso da Gentalha e autoria dum meu bo amigo, quem se apresentou com o alcume “Doutor Ghoffmän”:

  • Já está aqui a afamada “Festa do 17… que se fai o 13!”.
    Sob a legenda “O único monocultivo, a língua” a festa que organizam na “Gentalha do Pichel” deste ano gira arredor dumha analogia que pom em relaçom a situaçom do nosso País a nível ambiental e a que experimenta a nível linguístico. 5 dias de actividades diversas e para todos os gostos que já começaram e da que tendes toda a informaçom na sua web. Tamém ao final desta entrada tendes o cartaz que tirarom.

A Corunha: O “concelho do câmbio” multa sistemáticamente ás malabaristas da rua

Recolho da web das minhas parceiras corunhesas de “A Irmandade da Costa”:

Segundo puidemos saber por testemunhas direitas das afeitados, a polícia local da Corunha, que se atopa ás ordes da Marea Atlántica e a sua “nova forma de fazer política”, multa de jeito sistemático ás malabaristas da rua que se buscam a vida nos semáforos da cidade. E nom estamos a falar dum feito ilhado, dado que temos conhecemento de quanto menos tres pessoas sançonadas a este respeito com multas de 100 e 150 €. Duas destas pessoas, ademais, foram sançonadas até em tres ocasions. A escusa esgrimida polos polícias para multar ás malabaristas é a de que incorrem em falhas contra a seguridade viária por achegar-se as portas dos veículos mentres o semáforo permanece pechado.

E nom criades que isto é um sucesso á margem da Marea Atlántica e a sua política do “bo rolhinho” geralizado, posto que quanto menos um destes malabaristas achegou-se ao concelho e falou co alcaide, Xulio Ferreiro, até em duas ocasions. Respondeu-lhe com bonitas palavras e baleiras promesas que só cristalizarom em novas sançons quando volveu buscar-se a vida na rua como boamente sabe. Pero claro, a quém lhe importa um malabarista? se de certo que nem sequera vota. O “bo rolhinho” é estupendo, pero claro, muito milhor quando sae nos jornais. Senom de que?
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“Cruzar o Rubicone” x Ruymán Rodríguez

Colo acá (traduzido) este artigo de opiniom que recolho da web de “La Soli” catalá, autoria de Ruymán Rodríguez (*): Desde meu particular ponto de vista considero que deveria ser de leitura obrigada para toda pessoa que, quanto menos por estes lares, se sinifique como anarquista, índe que tamém aconselho sua leitura a aquelas que se dim antisistema e profissam outros ideais. É um artigo escrito desde o pessoal e que transcende a qualquer; que fala da soidade das ativistas comprometidas e da carência, nos coletivos libertários, de rudimentos para socorrer ás suas militantes e de protocolos de atuaçom para quando algumha delas cae nas gadoupas do poder. Além questona-se as exigências das que pouca fam para coas mais comprometidas; quando deveriam ser recetivas da maior sensibilidade e tenrura.

Cruzar o Rubicone x Ruymán Rodríguez

Nota preliminar: Reconheço que duvidei se publicar este artigo. Os ambientes estentóreos, masculinistas, militaristas, marcarom demasiadas vezes a militância do resto. “Ao ativismo vem-se chorado de casa”, oim algumha vez. É o discurso próprio de círculos onde se rende culto á força bruta desde a débil postura do espetador. Expressar os próprios fracasos, límites, vulnerabilidades, contradiçons, é algo que incomoda a um seitor do movemento libertário que, fincado voluntariamente na derrota, tem a necessidade de vender propaganda triunfalista. Depois de consultar a várias companheiras alheias ao meu círculo mais próximo, decidim-me finalmente a publica-lo. Crio que pode servir para reflexionar e para arroupar a todas aquelas náufragas que se sentem sozinhas no océano da militância.

Na antiga Roma o rio Rubicone marcava a fronteira que nenhuma legiom podia cruzar sem autorizaçom do Senado. No ano 49 a.C., Júlio César inhorou tal proibiçom e cruzou o rio co seu exército, sabendo que suponhia de fato umha declaraçom de guerra. Cruzar o Rubicone sinifica, desde entom, tomar umha resoluçom que se sabe irreversível a pesar das consequências.

O ativismo social obriga muitas vezes ás suas militantes para cruzar o Rubicone. Eu vadeei essa beira, meditei os riscos e atravessei-na sabendo que nom haveria marcha atrás. Dá vertigem porque, quanto menos no meu caso, deixei muitas coisas ás minhas costas: trabalho, casa, família, vida. Botando a vista atrás nom podo afirmar que figera o correto, só que na altura eu cria que sim.
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