Criminaliza que algo fica!! Reflexom sobre a manipulaçom mediática do despeje do CSOA Escárnio

Terça feria, martes, 29 de junho, 8 menos 10 da manhã.- Caminho do meu curro passam-me, ao ritmo de luzes e sons, duas furgonas da polícia nacional, por momentos lembro que hoje estava previsto um protesto de taxistas e continuo meu rutinário caminhar. Ao chegar á altura da Algália de riba observo na distância qual era o destino das furgonas policiais; a minha primeira reaçom foi de estranheça diante da evidência, mesmo pensei, iluso de mim, que os polícias que estavam despregándo-se polo tramo da rua onde está ubicado o CSOA Escárnio e Maldizer estavam a umha outra coisa; havia um motivo que me levara a crêr isso, eu escuitara mais de umha vez que havia um pacto verbal coa imobiliária no que as okupas comprometerám-se a facilitar o acesso para ser vissitado por possíveis compradores (feito que chegou acontecer, se bem nom sei em quantas ocasons) e em troques a imobiliária comprometia-se a avissar de antemão quando iam a despejar. Um acordo bem raro e para mim insólito e que saiba inédito na história da okupaçom pero que, sem dúvida, resultava cómodo; mas que agora, á vista dos acontecementos, só pode qualificar-se como um burdo engano por parte da imobiliária que deixa ás terroríficas okupas da kaleborroka mediática mas bem como ingênuas ovelhas caminho do matadoiro (e nom me estou a referir ao Centro Social de Compostela Aberta)

Entanto rematava de percorrer a Algália, mirando pa’trás vim que já estavam formados dois cordons policiais para trancar o trânsito peonil e no meio um fotografo coa sua objetiva apontando ao objetivo jurídico-policial. Marchei apurando o passo porque já ia com retrasso e quando cheguei ao curro mirei na rede que já estavam concorrendo gentes solidárias a protestar por tal abuso de autoridade e menosprezo ás formas de convivência. Por certo, nem rastro da polícia local, o feito de que a alcaldia nom fosse avissada impediu sua presência para facilitar a tarefa de cortar o trânsito como seria sua obriga legal.

O que se passou depois já é conhecido por todas; mas o que lá houvo durante os mais de 3 anos em que permaneceu aberta está a ser posta em questom polos médios de cobertura local, e mesmo de fóra, baseándo-se em falsidades que demonstram que nunca pissaram esse espaço, nem viram o que lá se fazia, e só co galho de criminalizar a autogestom e o assemblearismo.

Nom suportavam que cada dia houvera mais gente participando das atividades. Estavam sendo perigosas. Lá tinham umha biblioteca de livros!!

O primeirinho que chamou a minha atençom do seguimento mediático na busca da criminalizaçom das okupas foi comprovar o que lhes custou atopar umha vizinha que digera algo mau delas, mesmo nom é anedótico que múltiples comércios da Algália luzam vissíveis desde já há dias o cartaz solidário “Eu Também Som Escárnio e Maldizer”; agora só falha que algum jornalisto publique que foram forçados a elo baixo ameaças; ao igual que já houvo quem inventou que as vizinhas tinham-lhe medo ás okupas e nom se atreviam a dizer-lhes que faziam muito ruido… Umha falácia como um mundo pois mesmo – para contrariedade de jornalistas- todas as vizinhas que derom a cara amossaram seu anojo co aparotoso despeje e o feche da rua durante toda essa manhã –«nem que foram umha célula jihadista!!» mentou umha vizinha ao tempo que reconhecia nom gostar-lhe as pintas das okupas- e mesmo houvo quem adicaram entusiastas elógios do seu comportamento ejemplar como vizinhas e como clientes. Dim que há um ruge-ruge que conta que havia jornalistas nos arredores do Escárnio á caça desesperada dalgumha vizinha que falara mal das okupas e que marcharam todas com o rabo entre as pernas. Eu só olhei umhas vizinhas queixar-se de que algumha vez caiam-lhe cascotes no seu pátio colindante; que nom perdam coidado que agora nom há ninguém para evitar mais caidas, eu até aconselharia-lhes, pola sua seguirdade, que deixaram de sair ao pátio ou buscaram algum apanho para parar as chuvaradas pétreas que se lhe avizinham.
Assim as coisas havia que focalizar a teleobjetiva em quanto se atoparam dentro do Centro Social e como se fossem criançinhas que receberam um agasalho inesperado, jornalistas e jornalistos pugerom-se as mãos para cobrir tais provaveis descobertas criminalizadoras.

O primeiro artigo a analisar é um no que se sinala as okupas como «muy democratas» porque as comidas eram só veganas. Eu nom sei se a cronista Alexandra Cordero terá conhecidas com doenças celiácas que lhe convidem a comer nas suas casas; suponho que se é assim nom será tam irrespetuosa como para exiger-lhes comida com glúten; dou por feito que comerá o que cozinharam para todas e nom pensará que a pessoa com doença celiaca seja umha autoritária antidemócrata: No Escárnio, ao igual que na maioria dos Centros Sociais espalhados pola orbe (okupados ou nom), era-se de tal jeito respeitosa com gente que tem suas razons para nom comer nenhum alimento de origem animal e pode-se dizer que moi rara vez sobrava algo. O resto do seu artigo nom meresce nem umhas letras.

Depois veu o economicista que assina X.M. valorando o Escárnio como «un simple negocio del que se lucraban algunos». Além de tomar-nos como simples consumidoras ás pessoas que por lá nos passamos alguma vez durante esses mais de 3 anos, ve-se que X.M. nom tomou aulas de autogestom e desconhece o termo solidariedade. Esses jornalistas que enchem páginas de louvanças a supostos benfeitores de nobre linhagem ou de grande fortuna magnificando sua virtuosidade, nom entendem que todo o recaudado no Escárnio ia íntegro para diversos projetos solidários -além de para seguir invirtindo nas reparaçons das desfeitas atopadas no prédio (por efeito do seu total abandono durante os 3 anos no que estivo baleiro) quando se entrara lá nos tempos em que a alcaldia índa estava em mãos do PP- só teria que ter vissitado sua página web e lá atoparia toda essa informaçom. Como ejemplo, muitos desses quartos forom parar a pessoas presas encirradas moi longe da sua gente (contravindo várias decisons do Tribunal Europeu de Direitos Humanos) e entregados ás suas achegadas e familiares para poder costear-se as longas viagens e vissita-los escasos minutos. Suponho que se X.M. é religioso entenderá que esta é umha açom digna de ser cabeçalho nos seus artigos, pero nom vai ser, verdade X.M.? se nom há quartos por meio nom crio que seja do teu interés escrever algo sobre elo.

Além o de que havia «máquinas de futbolíns eléctricos» demonstra que X.M. nom deu um só passo dentro do Escárnio, o único futebolim estava nada mais entrar á esquerda e desprovisto do mecanismo que fai indispensável a introduçom dumha moeda para que saiam as bolas, de tal jeito as desputadas partidas eram debalde e estou certo de que Alexandre Fisterra, combatente antifascista, estaria contente de tal modificaçom. Tamém havia um ropeiro do que qualquer podia colher o que precisara totalmente debalde e amais como já digem havia livros!! umha blibioteca que foi-se enchindo com aportaçons particulares e que, por suposto, era gratuita. Tamém a imensa maioria das atividades eram debalde e se algo se cobrava era para gastos de material. Dizer que era um negócio para algumas é tomar por parvas a todas aquelas pessoas que, altruistamente e sem deixar constância do seu nome -como fam outros para alardear de generosidade- despendiam de quanto quisessem ou pudessem. Em quanto as condiçons sanitárias para tatuar, eu nunca vira tal despregue de criatividade para deixar ilhada e asséptica umha sala; além pensar que as tatuadoras nom tomam as medidas necessárias para assegurar um trabalho limpo e que as tatuadas iam-se pôr na pel de deixar-se fazer sem garantias de higiene é de novo toma-las por parvas.O da toma eléctrica do alumeado público nom sei bem que dizer pero caúsa-me estranheça que quem demandam estrago de luzes meses antes das festas comerciais de inverno se queixem disso, isso por nom falar do roubo com que as Elétricas cravam-nos em cada fatura a câmbio de desfazer nossos rios, nossos montes e bosques e nossas rias e mares para seu privativo e moi lucrátivo negócio.

X.M. se quere fazer reportagens economicistas poderia botar umha olhada ás estranhas relaçons entre ex-alcaides de Compostela e imobiliárias durante o “boom especulativo” da zona nova da cidade e da clara gerintrificaçom atual da cidade velha; ou milhor ainda dada sua raivosa atualidade, fazer umha reportagem sobre quem se está a fazer de ouro coa compra do Banco Popular por só 1 € e inquirir ás famílias que perdem todos seus aforros com esta genial jogada totalmente legal na democracia capitalista na que vivemos; ou mesmo poderia indagar quem estám entre as mais de 31.000 pessoas beneficiadas da amnistia fiscal de Montoro que vem de ser anulada polo Tribunal Constitucional, se bem, para evidenciar o absurdo deste Sistema, nom terám que reponher os milhons que defraudaram pois assim é como se legisla para benefício dos ricos e castigo das pobres (senom de que iam a estar cheinhas os cárceres?). Pero pedir-lhe tal a X.M. é como pedir-lhe a um cam que morda a mão que lhe da de comer.

Disparates aparte que só crêm quem nunca se passou por lá e quem estám sempre dispostas a crêr ditas litanias, a arma com mais capacidade mortífera lançada polos falsimédios foi a mensagem orquestrada ao respeito da violência empregada polas okupas.

O feito de criminalizar a existência dum manual, repartido durante a manifa de protesto polo despeje, no que estavam escritas as indicaçons de como atuar em caso de detençom policial é tam estúpido como denunciar que na faculdade de Direito se impartam aulas de Códigos penais. Supom-se que umha sociedade bem informada é o ideal, e mesmo que todas conheçamos nossos direitos e obrigas deveria ser tema a elogiar; além a possibilidade de que houvera detençons durante os protestos era real dada a virulenta atuaçom despregada essa mesma manhã polas forças armadas contra o povo; mas nom, o que interesa é manipular e criminalizar a quem protestamos quando nos arrebatam nossos espaços e nossos sonhos e assim todos os falsimédios fam-se eco das fontes policiais para destacar o feito de que o pretendido Manual é similar aos que distribuia o entorno da ETA entre suas militantes, e como se nom tiveram feito já o dano que buscavam fazer engadiam depois o apontamento diferenciador: índa que estes últimos (os da ETA) eram ainda mais concretos nos seus planejamentos. Por ejemplo diante qualquer detençom umha das regras era sempre denunciar maus tratos e torturas policiais.

Mas já está o foco repressivo apontándo-nos; feita a comparativa coa ETA agora tudo vale para atentar contra as centos de pessoas, por nom dizer miles, que nos passamos alguma vez polo CSOA Escárnio e Maldizer.

E dim que nom estavam preparados!!

Além, como nom era bastante a merda, havia que tratar de enganar a quem nom viu o que se passou nessa jornada e dar-lhe a volta á percepçom que, todas quanto estavamos lá, tivemos dos feitos que desencadearom no que os falsimédios gostam de chamar Batalha Campal. Agora vai resultar que ir preparadas para defender-se de porraços e das temíveis balas de goma é andar à grenha entanto levar e disparar armas que já causaram 9 pessoas mortas em manifestaçons da sua Democracia é nom ir preparados. Ao mesmo tempo, sofrer umhas feridas tam pequenas que nem se percebem nas imagens que a mesma polícia difundiu, é magnificado nos médios até o paroxismo; em tanto calam ante o feito de que a única pessoa detida fora levada presa estando inconscente. Qualquer com um mínimo ponto de vissom objetivo ao ver as imagens nom manipuladas dos vídeos que circularom pola rede, verá moi bem quem foram quem começaram a cargar com violência e sem miramentos, tanto tem quem se lhes pugera por diante, assim fossem minores de idade como gente de idade.

Nestes últimos dias os falsimédios estám já alarmando á cidadania ao respeito da vindoura manifa convocada para este vindeiro sábado 10, meter-lhes o medo no corpo é sua principal tarefa nessa campanha orquestrada. Já há quem prediz que as manifestantes vam arrasar ás pacíficas turistas sentadas nos terraços de fronte da Alameda, como se fosse coisa das manifestantes andar as debandadas por prazer e nom por fugir da extrema violência policial. Ao runrum desta cantilena mesmo há quem falam da urgente necessidade que haxa umha unidade de polícias antidistúrbios permanente nesta cidade diante da perigosidade e as ameaças de jihadistas e pro-okupas. E assim, de novo juntando ambos termos para assimilar-los na consciência das crédulas, seguem na sua campanha de desprestígio.

Criminaliza que algo fica!!

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