“Batalha Campal” ou “Criminalizaçom da luita”

“Estamos informados de todo, pero nom nos enteramos de nada” Ezequiel Fernández-Moores, jornalista argentino

Dizia meu tocaio Galeano ao respeito da linguagem nos médios que “agora o Capitalismo luze o nome artístico de Economia de Mercado, o Imperialismo chamam-lhem Globalizaçom; o direito do patrom a despedir umha operária sem indemnizaçom nem explicaçom chama-se-lhe flexibilizaçom do mercado laboral; Os militares mortos nas batalhas som baixas, e as civis que a ligam sem come-la nem bebe-la, som danos colaterais. Em 1995, quando as provas nucleares da França no Pacífico sur, o embaixador francês em Nova Zelanda declarara: “Nom gosto dessa palavra “bomba”, nom som “bombas”, som artefatos que explodem. De seguir hoje vivo meu homónimo e ao fio do publicitado em todos os falsimédios dos sucessos vividos nas ruas de Compostela na noite do sábado 10, tras a manifa contra o despejo do CSOA Escárnio; de certo que Galeano teria incluido algumha outra variaçom da linguagem nos mass merdas e assim bem poderia escrever hoje: á “receber hóstias como pans da polícia antidistúrbios” chamam-lhe “violentos originam outra batalha campal”.
Quem vira qualquer imagem gravada dos feitos, tanto fosse nas televissons geralistas como nos inúmeros vídeos colgados na rede, vai-lhe ser impossível atopar umha só cena na que se veja umha atitude violenta das manifestantes e pola contra atopará múltiples cenas dos centos de polícias despregados pola cidade, tanto uniformados como á paisana, arrastrando polo cham gente submissa, impartindo porraços a mãos-cheias, disparando perigosas balas de borracha e asfixiantes botes de fume ou levándo-se gente detida ou retida a empurrons.

Contam essas crónicas mentireiras que falam de nova Batalla Campal nas ruas compostelãs, que as manifestantes iam armadas de escudos e paus. Um argumento reiterativo que já lhes dera creto entre as desinformadas tras a manifa do dia do depejo. Se bem por entom mesmo ensinaram fotos desses terroríficos escudos que portavam quem iam na faixa cabeçeira (levávam-se para defender-se da atitude habitual das forças antidistúrbios que adoitam dar porraços nas mãos que agarram essas faixas) e além, coma muitas manifestantes iam esse dia encarapuchadas, e como mesmo houvo conatos de intercâmbio de paus, já havia argumentaçom abondo para soster tal mentira; mesmo o feito dos contentores de lijo queimados e o lançamento de objetos por parte dalgumhas das manifestantes contra das forças policiais derom para enchir páginas manipulando e tergiversando os feitos até o paroxismo de quantificar em 6 os polícias feridos nessa batalha e em solicitar umha medalha para todos eles, sofridos cumpridores do estado de direitas.

Mas durante a manifa do sábado 10 ninguém ia encarapuchado e transcorreu sem incidente algum até a chegada as portas do antigo Colégio Peleteiro, tal como mesmo recolhem os mentideiros de papel. Eu nom estivem lá mas nom vim nem sequer um mínimo aceno violento por parte das manifestantes em todas as imagens que mirei –e nom forom poucas- se bem nom posso dizer o mesmo da atitude policial e do seu enorme despregue de médios -com helicóptero incluido- para se enfrontar á cidadania de Compostela (por certo pagado por todas). Até o pseudojornal local, pro-policial por excelência, menta na sua crónica de hoje que “Lo cierto es que se vivieron momentos de gran tensión, que también sufrieron muchos vecinos de la zona: imagenes de niños y mayores llorando se podían observar em las calles próximas al punto caliente del conflicto”; texto que conleva a pensar que quem motivou esses choros foram evidentemente as polícias, dado que as pro-okupas nom usarom violência algumha (entanto as pessoas que estavam no intérior, no pátio do Peleteiro, faziam umha assembleia, as solidárias de afora permaneciam sentadas cos seus braços ao alto e suas mãos girando aos pulsos em atitude 15-M e berrando “estas som nossas armas”).

Na busca deseperada de argumento para criminalizar o protesto pacífico, os falsimédios, no seu intento de justificar a violência policial e equiparar ambas contendentes na sua pretendida “batalha”, falam de que quando se entrou no Peleteiro começaram os distúrbios, se bem deverom ser uns bem estranhos distúrbios; com o que caberia perguntar-se: Em que consitirom esses distúrbios com que pretendem criminalizar ás pro-okupas?? Eu só atopei algo que poidera explicar esse razonamento mediático: o feito de que acompanhar suas crónicas com imagens de gente encarapuchada assomándo-se por riba do portalom da ex-escola (encarapuchadas só para nom ser reconhecidas) ou mesmo dum manifestante tentando ressitir-se a sua brutal detençom por parte de dois polícias. Mais tamém aportam dados que corrabouram o escrito neste texto: nem sequer a polícia denúncia ter feridos entre seus números e mesmo reconhecem que nom se produzirom danos no mobiliário urbano.

Estranha Batalha Campal, nem eu nos meus sádicos jogos de crio fora quem de desenhar umha liorta tal na que os bos, armados até os dentes com escopetas, botes de fume e até helicóptero malharam nos maus que iam carregados de perigossíssimos passa-montanhas. Claro que tampouco nunca imaginei umha batalha na que os maus decidem ocupar um espaço que antes fora quartel geral dos bos e que estes, claro está, conheciam a pês juntilhas.

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