A Guardia Civil e a organizaçom criminosa e jerarquizada de alunos do insti de A Estrada

As forças de ordem espanholas andiveram estes dias pola Galiza de caça de terroristas ás que aplicar as suas mais “dura lex” . Mas depois de duas detençons frustradas de okupas e de indepes (umhas e outras só estiveram umhas horas retidas) semelha que ficaram fastidiados de nom atopar nada que poidera server para encirrar, sem ser julgadas, okupas e indepes num talego e aplicar-lhes de imediato a lei antiterrorista. Para elo mesmo servírom-se dos falsimédios e utilizarom técnicas göbbelianas (umha mentira repetida mil vezes convírte-se em verdade) e nom duvidarom em enlaçar as notícias destas detençons coas de supostos jihadistas para criar similitudes nessas mentes passivas que seguem olhando para o televisor como se seguira a ser umha fonte de informaçom viável e crível (meu avô materno mandava calar quando nos estertores do franquismo iam ponher o “parte” na tve e meu pai durante anos tirou do típico bordom assertivo para revocar opinions contrárias ás suas: “que saberás tu, se até o digerom na tele”). Pero por muito que o tentaram nenhuma das detidas nesses dias vissitou mais cela que as das comissarias e enquartelamentos e, índa que ficam pendentes de ser julgadas, todas ficarom em liberdade.

Semelha que a nenhuma das detidas nestas operaçons repressivas poderom aplicar-lhe as leis antiterroristas pese que insistem em vincula-las a supostos grupos criminais organizados. Poida que fosse por isso, ou por algumha outra razom que escapa aos meus entendimentos, que deviam estar ávidos de obter algumha vitória ás suas ânsias prisioneiras.

E por fim se atoparom com o que desejavam: Numha escola de A Estrada (“La Carretera” para aqueles falsimédios que seguem gostando de castelanizar nossos topónimos) levavam meses investigando umha trama que estava a pôr em perigo a toda a humanidade conhecida e por conhecer e nos aquertelamentos da Guarda Civil andavam á espera de que se lhes permitira umha rápida e eficaz intervençom que poidera solucionar os graves problemas aos que se veria abocado o mundo de nom faze-la com toda precauçom e seguridade.

E o momento esperado chegou ontem.

Cinco perigossíssimos alunos do IES Manuel Barros de A Estrada, dois deles com o agravante de ser minores de idade, forom detidos polas forças especiais por constituir um grupo “perfeitamente organizado e jerarquizado e com as suas missons moi bem distribuidas” para afazer-se com os exames do maior número possível de assinaturas.

A equipa de Polícia Judicial da Guardia Civil de Lalim, no marco da ‘Operaçom Captador’ atribue-lhes a comissom dum Delito de pertença a Grupo Criminal. Dez pessoas mais estám a ser investigadas e nom se descartam novas detençons.

A magnífica atuaçom do Instituto Armado no Instituto de Ensino permitiu-lhes aos guardas comprovar que, nas equipas informáticas de 1º e 2º de Bacharelato, 4º de ESO e mesmo até nas aulas informáticas, os adolescentes terroristas “tinham instalado um software ilegal que se encargava de registrar as pulsaçons do tegrado que permitia memorizar as chaves de acesso dos correios electrónicos de, quanto menos, 27 membros do profissorado desse Centro”, segundo concreta a Benemérita. Além suas pesquisas permitiu-lhes considerar aos dois minores detidos como “os principais responsáveis da organizaçom e os encarregados de recompilar os contrasinais, aceder aos correios e subtraer os exames”.

Fazendo memória, este assunto retrotraeu-me a um conto que se divulgava como certo nos meus anos de Insti. Corriam os anos que se derom em chamar como de Transiçom Democrática, se bem pode que a 1ª vez que escutara a história ainda vivia O ditador Franco; mas sem dúvida era umha época na que nom existiam telemóveis (nem se imaginavam) e aínda nos entusiasmavamos se alguém nos agasalhava num aniversário com uns “WalkieTalkie” de curto alcance (que bem poidera ter seu apelo de curto alcance tanto pola pouca distância a que deveriam por-se ambos falantes como polos moi poucos ejemplares desses trebelhos que se passavam entre nossas mãos adolescentes).

Mas vou ao conto que me contaram e que é moi provável que gente da minha geraçom lembre. O caso é que num exame de tecnologia o profissor pilhou a um aluno copiando. O aluno fazia demasiados estranhos trejeitos na sua cadeira e achegando-se até ele descobreu que susurrava a umha espécie de mini “walkie-talkie” que ocultava na sua ropagem junto a um micro e tudo elo ia conetado a um pequeno audífono na sua orelha. Um engenho da sua invençom e fatura que o aluno ideara para conhecer o resultado das perguntas ao estar em contato permanente com um compinche ubicado no exterior da aula que, com um aparato similar, era o encarregado de atopar as respostas corretas no livro de texto e ditar-lhas.

O profissor fazéndo-se dono do aparato retirou-lhe o exame ao aluno e foisse cara sua mesa para investigar sobre o trebelho capturado. Ao rato o profissor interrogou ao aluno sobre quem figera tal e este admitiu sua culpa e única responsabilidade no assunto. Ato seguido o profe dijo ao aluno que podia abandonar a aula e ante o esturpor geral dijo-lhe que ia ponher-lhe um sobresainte com matricula de honra no seu exame. Cicais seja o momento de lembrar que a matéria a examen era “tecnologia” e o profissor demonstrou com esta sua atitude que o saber nom é coisa de plasmar num fólio todos os conhecementos que fus-te quem de chapar (e muitas vezes sem compreender) dumha assinatura e que o aluno ao idear e fazer este trebelho demonstrara que o que aprendera durante o curso nessa assinatura valira-lhe para algo mais que memorizar conceitos e nomes raros e que por isso merescia um “cum laudem”.

Aos moços detidos ontem, se se seguira o metodo daquele mestre, quanto menos deveriam valorar-lhe estar ao dia. A quantidade de casos de escutas ilegais e de corrupçom que se cometem nos partidos políticos que nos governam ou governarom é tal que, de filiar-se a algum destes, teriam assegurado no futuro um posto de representante nalgumha cámara instituiçonal e mesmo, ao cabo dum rato, poderiam chegar a Ministro de Economia ou a Presidente do FMI.

Mas agora, nesta época da Mordaça, a Guardia Civil atribúe-lhes a suposta comissom dum delito de pertença a grupo criminal, revelaçom de segredos e contra a intimidade e dous delitos de estafa. Estes últimos devido a que, segundo concreta a Guarda Civil, púido-se demonstrar que realizarom duas compras a través de Internet por valor duns 400 euros usando um cartom bancário que obtiverom no correio dum dos profissores afetados. Igual por isso forom detidos, por roubar só 400 €, está claro que nom estám á altura dos grandes ladrões da nossa política!


———————

pdt1.- Como curiosidade dizer que a Junta de Pessoal Docente da província da Ponte-Vedra (formada polos sindicatos ANPE, CCOO, CIG, FETE-UGT e STEG) do passado 15 de junho aprovaram por unanimidade de todas as organizaçons sindicais a seguinte resoluçom colabouraçonista coa criminalizaçom do estudantado (índa há classes!!):

“A Junta de Pessoal Docente de Ponte-Vedra quere monstrar o absoluto apoio ao claustro do IES Manuel García Barros, ante o apoderamento das contrasinais de acesso aos seus correios privados e da aplicaçom XADE; e exige á Conselharia que dea apoio legal e se pessoe como acusaçom no caso denunciado, para proteçom dos datos de todo o alunado e profissorado, ademais de dar instruiçons claras ao resto dos centros sobre medidas de autoproteçom para evitar novos ataques ás suas redes e equipas informáticas.”

pdt2.- Um comentarista dum falsimédio que assina como “Kosden Polocu desde Mongolia” aclara termos: “O software que instalarom há centos deles e simplesmente o descargas gratis de internet ( http://informaticucho.blogspot.com.es/2011/09/golden-eye-programa-espia.html) e instalas como quém instala o whatsapp no telemóvel. Que nom os ponham como hackers. Só o entende assim quem nom tem nem ideia do que fala.

pdt3.- Eu de tudo quanto lim fico com este comentário que assina umha profissora numha rede social (nom ponho seu nome nom vaia ser que a acusem de colaboracionista com banda armada): “Que mataos!. Eu deixo o correio do trabalho aberto em tudo quanto dispositivo uso, incluidos os da sala de profes e a biblioteca. Pensar que poidera haver um aluno tam parvo para molestar-se em hackea-lo para ver as notificaçons de jefatura de estudos, os novelons do departamento de orientaçom e as caralhadas das nais da minha tutoria fai-me sentir mágoa porque nom estejam tirados nalgum parque, á sombra dumha árvore, dándo-se ás drogas brandas e meténdo-se mão, que é o que lhes toca!”

Anúncios

Uma ideia sobre “A Guardia Civil e a organizaçom criminosa e jerarquizada de alunos do insti de A Estrada

  1. Pingback: Artículo escrito por el compa del blog O Gajeiro na Gavea | ONG AFRICANDO SOLIDARIDAD CON AFRICA

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s