ALARMA!! Compostela está a ser invadida por Carcundas Coloridas perigosas!!

Hoje saim da minha casa caminho do curro numha manhã chuviosa quando ainda os relojos nom deram as 8 e aos poucos vim, a vários metros por diante de mim, um ser estranho que levava umha vestimenta dumha cor moi viva e rechamante que lhe cobria enteirinho desde a cabeça até os seus quadris; e pese a esse recobrimento exterior via-se, mesmo de longe como eu estava, um enorme vulto que sobressaia nas suas costas a jeito de corcova ou carcunda.

À primeira vista desde a distância prudente que nos separava dava a sensaçom de ser um ser inofensivo e seu andar vagarinho e deambulante se me asemelhava ao dum zumbi que andivera canso e com fortes maniotas, assim que aos poucos fum reduzindo a distância e achegándo-me o suficinte como para observar que seus pés iam calçados com algo similar ao que por acá chamamos sandálias e suas penras (duas coma nós) cobertas com umha espécie de meias até os geonlhos.

Mas assim que ia reduzindo metros observei que entre os curiosos objetos que portava, levava numha das suas mãos o que sem dúvida tinha que ser um arma mortífera e moi perigosa, pois era de apariência moi similar ao que já nossas Forças Democráticas da Ordem e da Repressom da Dissidência Terrorista (FODEORREDITE nas suas siglas) descreveram numerosas vezes como armas de destruiçom e mesmo já fora proibido seu uso em protestos de rua pola sua alta perigosidade: Um pau grosso!! E nom só, porque a medida que minha vista me permitia observar milhor ao indivíduo e suas possessons e roupagem, vim que dita fatal arma rematava numha ponta afiada dum material similar ao nosso aceiro, o que, sem dúvida, convertia esta arma numha mortífera ferramenta. Isso foi o que me tirou para atrás no meu caminhar na sua direçom e foi entom que começei a sentir um tanto de medo e colhim um outro caminho para evitar ao estranho indivíduo, mas… foi umha decissom moi desafortunada…

Aos poucos passos do meu desvio e apenas a dez metros de distância vim vir cara mim a quatro seres similares ao que me forçara a nom seguir o meu caminho rutinário. As cores das suas vestimentas que mesmo cobriam suas cabeças eram diversas mas todas moi rechamantes e nas suas costas adivinhavam-se tamém grandes corcovas e nas suas mãos portavam as terríveis armas proibidas, algumha mesmo portava um par.

As quatro iam falando entre elas emitindo sons para mim totalmente desconhecidos entanto observavam uns papeis que, desde onde eu estava, semelhavam planos misteriosos e faziam acenos que me levaram a pensar que discutiam entre elas por que caminho seguir; momento em que aproveitei para sair por pés tomando umha caleja justo quando percebim que um deles, o mais grande, fazia ademám de achegar-se até mim.

O medo atenazava tudo meu corpo e via-me por momentos arrodeado desses multicoloridos seres vindos de fora. Minha peculiar paranoia nom tinha nada que ver com este assunto; estava clarinho que esses seres armados de paus rematados em ponta e vindos de outros lugares nom podiam trazer nenhuma coisa boa. Entanto analisava que ruta seguir para poder chegar ao meu curro sem atopar-me com mais inimigos vim chegar cara mim umha velha amiga que ia ás presas e trazia um moi mau semblante e quem apenas pôde balbuciar-me umhas palavras: “estám por todas partes!!, venhem por todos os caminhos possíveis!!” e marchou bisbando “polos quatro pontos cardinais, ou polos oito…”

Fugim à toa e quando mirei por onde andava vim que chegara á rua Nova e que estava no meio meio de seres idênticos aos que fugira. Já me sentia home morto quando de pronto a chuva arreceu e começou a cair a chuços. E como coisa de encantamento esses seres multicoloridos arremeterom entre eles na busca desesperada de abrigo, umhas optaram por acovilhar-se baixo os soportais e outras entrarom em cafetarias e bares, deixando as ruas e calçadas case valeiras, só ocupadas por residentes habituais que a sazom estamos mais que afeitas as chuvas, sejam miudas ou intensas.

E assim, cavilando em se as estranhas vissitantes lhes sucederia como aos “Gremlis” de Spielberg que se se molham começam a se multiplicar, saindo bolas das suas corcovadas costas, e mesmo se essas suas enormes corcovas nom seriam em realidade almacéns de ovos a piques de eclodir, cheguei ao meu curro sem cruzar-me com ningum outro ser luminoso e sem que deixara de chover.

Agora entanto se me passam as horas escrevo isto por se fossem minhas derradeiras palavras. A chuva cesou e nom sei se me atreverei a voltar á casa. Se alguém lê este texto e sabe como zafar do perigo, porfa vinde buscar-me.

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