Portugal: O Povo é quem mais ordena!! Diante passividade dos governos, Ferraria de São João arrinca eucaliptos e planta árvores contra fogos

Graças a minhas compas piratas de Abordaxe, que colarom no seu blogue a notícia publicada no Jornal de Leiria, foi que tivem conhecemento desta iniciativa da Associação de Moradores da Ferraria de S. João, umha das 27 “Aldeias do Xisto” constituídas em rede e distribuídas pelo interior da Regiom Centro de Portugal, e que se definem como “a porta de entrada para um território maravilhoso com umha variada oferta de turismo e lazer em íntimo contacto com a Natureza e com as tradiçons culturais da regiom” (sic). A Ferraria de S. João salvou-se da queima graças umha faixa de sobreiros e outras árvores folhosas autóctones que nom permitiram o avanço do lume até esta aldeia do concelho de Penela pese a que estava rodeada de um deserto verde de Eucaliptos globulus. Algo similar ao que recolheu a foto publicada nas redes sociais tras o pavoroso incêndio que se levou a vida de 62 pessoas e que se “virou” famosa (“viral” dim-lhe agora). Foto á que eu já lhe dera publicidade no meu artigo “Eucalyptus globulus” ou “Gasoline Tree” causa do “ecocídio” galego-português e que volto a colar acá:

Em domingo 25, 50 habitantes e proprietárias de terrenos de Ferraria de São João, aprovaram fazer tudo o possível para evitar um novo cerco pelas chamas, e por acordo unânime decidirom criar umha zona de proteçom com pelo menos cem metros à volta da aldeia, onde não haverá mais “árvores-gasolina” pois serám arrancados os eucaliptos e raízes e plantadas árvores como sobreiros e outras folhosas. O seu próximo passo é proceder ao cadastro dos terrenos, identificando as parcelas nas próximas semanas, com as moradoras mais “ambiciosas” a preverem que a zona de proteçom sem eucaliptos poderá ir até aos 500 metros.

Umha iniciativa que pode ter continuidade noutra “Aldeia do Xisto”, pois as moradoras de Casal de São Simão, no concelho de Figueiró dos Vinhos, vam-se reunir no dia 23 de julho para discutirem a plantaçom de nogueiras, carvalhos, castanheiros e outras folhosas, além de manterem as terras livres para uso comunitários, sem a presença dos eucaliptos e acácias que rodeavam a aldeia tamém ameaçada pelo fogo de 18 de junho.
Como aponta Lusa Pedro Pedrosa da Associação de Moradores da Ferraria de S. João: “À volta da aldeia o pouco verde que se vê vem das folhas dos sobreiros. Foi a demonstraçom a quem nom queria acreditar. Provou a todas as pessoas que nom acreditavam”.

Um ejemplo a seguir

Agora esperemos que a iniciativa cruce a raia e que as Comunidades de Montes galegas segam o ejemplo de atuar passando da administraçom. Entanto nosso presidentinho bombeiro de sapatos de charom e mangueira do Corte Inglés, segue coa teima de responsabilizar as proprietárias do monte na prevençom de lumes entanto ele, como única medida preventiva, adica-se a mandar cartas de apercebimento por nom cumprir com o estabelecido nas suas normas de limpeça de fincas e de franjas de proteçom e em fazer um chamado á cidadania galega para que “denúncie aos incendiários como «criminais» que som” (sic). O que nom contam os vozeiros do governinho é que quando chegara Feijóo em 2009 “eliminou os 45 Uxfor (unidades de gestom forestal) e reduziu as distâncias de seguridade em torno a vivendas e infraestruturas”, tal como aponta Manuel Da Cal da Fruga (Federaçom Rural Galega) no Sermos; além de que nestes tempos o PP no governo estatal tamém mudou a lei de montes ao levantar a proibiçom de requalificaçom para terreos queimados polos incêndios forestais, tal como lembra Fins Eirexas (Adega) no mesmo artigo, além de sinalar que “na Galiza o PP negou-se a aprovar umha moratória na plantaçom de eucaliptos (a semelhança da aprovada em Portugal pouco antes do devastador lume) e segue incentivando o “monocultivo de pinheiros e eucalipto, com quilómetros e quilómetros de massas de árvores pirófitas” que ao entender de Alberte Blanco, ex-direitor geral de Montes com o bipartito, “supom um cenário de mudança climática no que cada vez vam ser mais habituais as altas temperaturas e polo tanto de mais lumes.

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