Altsasu a vila onde umha liorta de bar é terrorismo

A fiscalia política do reino borbónico espanhol, a Audiencia Nacional (AN) substituta legítima e fidelíssima da antérior fiscalia política da ditadura franquista, o Tribunal de Orden Público (TOP), pede penas escándalosas para as 8 pessoas que tiveram umha liorta num bar a altas horas da noite durante as festas de Altsasu contra outras 4, das que 2 eram gardas civis. Suponho que esta petiçom fiscal vem motivada polo feito de que a liorta tivo lugar numha vila na que a Guarda Civil nom é bem mirada (se bem, pergunto-me eu: haverá algumha vila em tudo o estado espanhol na que sim se lhe tenha apreço verdadeiro?) e numha localizaçom onde, tudo quanto se passe contra dalgum elemento das forças armadas espanholas leva apostado um halo da ETA, pese que esta segue inativa desde seu anúncio de «cese da sua atividad armada» em 2011.

Como aporte em defessa dos moços e moças, além do já publicado nesta minha bitácora tempo há, tamém quero sumar este atinado comentário que recolhim da rede, que traduzo e colo: (o texto que recolhe a seguinte imagem está recolhido da rede e decidim eliminar o alcume da assinante polo que lhe poidera passar neste estado de criminalizaçom de toda oposiçom a sua “democracia a la española”):

Altsasu

A atualidade e a disputa em festas (ás cinco da manhã) num bar da vila nom se sostém e, seica, poderia entender-se como umha provocaçom etílica dos números e suas parelhas, quanto mais se eram conhecedores de que sua presença nom era festiva nem compartilhada.

As contradiçons que concorrem no relato deste desgraciado assunto só podem entender-se desde a provocaçom premeditada. Já a Juíza de Iruñea estabelecera sua valoraçom quitándo-lhe carga delituosa ao assunto. O Jefe de posto da GC em Altsasu (Nafarroa) assomara-se aos médios de comunicaçom e encomiara a convivência e as boas relaçons do “corpo” na zona, restándo-lhe importância ao “afaire” ocorrido num bar de copas. Com tudo, e por ordem de altas instâncias “antiterroristas” de Madrid, aproveitou-se a circusntância para amanhar um outro relato que serva, umha vez mais para a vingança e a imposiçom.

O resultado está á vista: os médios de comunicaçom do páramo magnificam (sem conhecer Altsasu nem suas circunstâncias) o relato sobre a “açom terrorista” e comunicam umha e outra vez o maus que som os vascos e o boa que é a GC. Os políticos unionistas subem-se ao carro da repressom e justificam a esquizofrenia de juízes e fiscais á hora de converter a água em vinho, á hora de pedir condenas monstruosas onde nom existe outra cousa que um enfrontamento nocturno entre duas quadrilhas divergentes.

Nom é assumível que se pretenda condenar a estes moços e moças a nenhum tipo de pena, sobre tudo a estas cifras de anos desorbitadas, incluindo o tempo de cárcere preventivo que já levam parte dos acusados (*), pois isso demonstra que o ódio e a vingança provém dos invasores, de quem humilha a Altsasu e Sakana cos seus controis cotiáns co objetivo de castigar o seu orgulho de sentir-se vascas e desejar ser livres.

Com estas petiçons de condenas só conseguirám mais ódio e desprezo.

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(*) Oihan Arnanz Ciordia, Jokin Unamuno Goicoetxea e Adur Ramírez de Alda Pozueta, detidos em 14 de novembro de 2016 e desde entom presos e dispersos nos cárceres do estado espanhol. Na semana passada o pai e os avós de Adur, preso em Aranjuez, sofrerom um acidente na estrada de Burgos quando iam vissita-lo. Por sorte, desta volta ninguém sofreu danos personais.

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