Nom som Bosques que som Cultivos. As plantaçons de Eucaliptos e Pinheiros som um perigoso combustível

Nestes dias, abrumado pola seca que padecemos por toda Galiza, seguim lendo tudo quanto caia nas minhas mãos ao respeito das causas que originam os grandes lumes que em cada época estival (e nom só pois até o mês de abril já arderam neste ano 2017 case 3.000 hectáreas na Galiza) arrasam nossa terra. Dos porquês esta Terra tam húmida é vítima ano tras ano destas desfeitas que som, na sua imensa maioria e sem dúvida algumha, autoria da mão humana quando nom da sua egoista mente planificadora.

O gram incêndio de Pedrogrão no nosso pais vizinho está a ser considerado como ínedito, nom quanto às dimensons senom em quanto ao comportamento de fogo e o tipo de propagaçom, denominada polos expertos como “convectiva dominante”.

Isso está a dar pê a que saiam á luz certos aspeitos deste lume que venhem ponhendo o olho do furacám na política forestal (Portugal ao igual que Galiza som vítimas de políticas forestais pensadas só em termos de rendimento económico para empresas madereiras e pasteiras).

Emanuel Oliveira, bombeiro português, autor do blogue ‘Fogos Florestais’ aclara que a classificaçom dos incêndios de acordo com o fator que domina a propagaçom do fogo, divide-se em três grandes tipos: os do tipo ‘vento’, quando é o vento que conduz e domina a propagaçom; do tipo ‘topográfico’, quando a propagaçom é dominada pelas características físicas do terreno; e por último os incêndios do tipo ‘convectivo’ ou também denominados de incêndios de combustível, quando o fator dominante da propagaçom som os combustíveis, pela sua carga e disponibilidade, pelo tipo/modelo de combustível (herbáceas, matos, povoamentos e resíduos florestais), pela sua distribuiçom espacial e pelo seu estado fenológico (o estado das fase de vida da planta).

Além Oliveira desbota que o problema radique nos eucaliptos ou noutras árvores (“deitar a culpa ao eucalipto é muito fácil, da mesma forma que é mais fácil dizer que foi um incendiário do que um relâmpago” e engade: “no incêndio de Doñana era pinheiro manso e ardeu tudo”.) mas indica e sinala a verdadeira causa: O problema tem a ver com as plantaçons de árvores a eito que dam lugar a grandes massas de território onde estas árvores com a mesma idade, acadam a mesma altura, o mesmo tamanho, densidade, carga e disponibilidade e onde o fogo encontrará um combustível todo muito igual e isso faz com que, este tipo de incêndios, sejam os mais complexos e exigentes no controlo e extinçom pois a elevada quantidade de combustível disponível para arder pode produzir a libertaçom de umha imensa quantidade energia e calor com propagaçom por projeçons (as pinhas e a cáscara do eucalipto quando ardem som perfeitos projectis de lume) e novos focos secundários em várias direçons, ventos erráticos e intensos, remoinhmos de fogo, radiaçom muito elevada, ou seja, incêndios que consumirám elevadas áreas florestais devido a períodos de seca e a episódios meteorológicos extremos.

Tamém o biólogo compostelão Javier Guitián denúncia num seu artigo de imprensa que “tratarom de colar-nos que as plantaçons de eucaliptos som bosques e nom cultivos, e boa mostra delo é que a chamada política forestal, correspondente ou pertencente aos bosques, centrou-se case exclusivamente nas plantaçons e nom nos verdadeiros bosques”. E engade que “as plantaçons nada tenhem a ver com os bosques, som cultivos de espécies lenhosas e assim devem ser tratados”.

Ultimamente estám aparecendo concelhos na Galiza (Verim, Pantom, Folgoso,…) que nunca tiverom plantaçons de eucaliptos (suponho que nom tenhem um chão ajeitado para que Ence tirara bos benefícios delo), mesmo governados polo PP (de feito o Governinho quere impulsar que toda a província de Ourense esteja livre de eucaliptos de jeito oficial) e PSOE que, aproveitando a vaga de lumes, tiram e aprovam acordos nos que se comprometem a nom plantar eucaliptos nos terrenos do seu concelho.

Bom, nom é que estejam mal estas iniciativas em concelhos nos que nom há eucaliptos; mas a mim cháma-me a atençom que só falem de eucaliptos; e que se passa com os pinheiros (tamém aloctónes e pirófitos)? ou as invasivas mimosas? Semelha que quigeram dar a imagem de que estiveram a fazer um grande esforço para luitar contra a lacra dos incêndios, quando os problemas do lume em Verim, Pantom ou Sober (algum dos concelhos onde aprovarom iniciativas destas) nom tenhem nada com os eucaliptos e sim e muito com as plantacións de pinheiros, como o lume que tivo lugar em Sober neste mesmo ano lá polo mês de abril.

Outra coisa som acordos como o do concelho de O’ Grove (cheinho de eucaliptos e onde a Associaçom vizinhal e cultural “Figheira do Meco” e o Coletivo Ecologista do Salnés levam anos luitando pola regeneraçom da flora e fauna autótones e mesmo contra da instalaçom dum campo de golf) ou de Ames (onde aprovarom um projeto piloto de luita contra os lumes que inclue a plantaçom de 1000 castinheiros, abeleiras, nogueiras e cerdeiras em 37 leiras do concelho como protetoras para evitar a propagaçom dos lumes e além contratram umha brigada anti-incêndios e maquinária para realizar labouras preventivas durante todo o ano).

Para finalizar dizer que a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) sinalou a política forestal como a submissom dos “interesses económicos ao bem público”, nomeadamente com a “contínua permissom da erradicaçom da floresta mediterrânica beneficiando o sucessivo aumento da área de eucalipto”.

E Emanuel Oliveira sentência: “o que implica que o país se prepare pois estes lumes vieram para ficar”. E eu remato com este dito popular galego-português que acho que vêm propício: “Quando vires as barbas do vizinho a arder, põe as tuas de molho”

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pdt.- Ah, se alguém vai algum día ao que os falsimédios gostam em chamar o “Bosque de Galicia” nas ladeiras do Monte Gaias (onde ubicarom o “Mausoleo de Fraga”) que faga ver a qauntos se paseam por lá, que isso “NOM É UM BOSQUE” senom que é um “CULTIVO ARBÓREO”) e assim como remata seu artigo Javier Guitián dizendo que “nom me imagino a Fernández Flórez escrevendo O bosque animado numha plantaçom de eucaliptos” eu digo que tampouco o imagino escrevendo tal numha plantaçom de árvores ao chou por moi autoctones que sejam e por muito que pretendam vender-nos que essa variedade de espécies cultivadas venham favorecer a biodiversidade da zona. A tais efeitos recomendo a leitura do artigo “Diez respuestas a diez mentiras sobre las Plantaciones Forestales” publicado no EcoPortal

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