Das estranhas feministas que aplaudem iniciativas capitalistas “só para mulheres”

Hoje flipei ao ver numha das chamadas “rede social virtual” o aplauso entusiasta dalgumhas mulheres ao anúncio de que na Suécia as pessoas que organizam o seu maior festival de música, “Bråvalla”, acordaram celebrar a próxima ediçom em 2018 vetando a entrada dos homes e isso foi acordado tras conhecer-se que, na ediçom deste ano que concluiu o passado sábado 1 de julho, a polícia registrara 4 denúncias por violaçom e 23 por agresons sexuais. E se bem num 1º momento os seus organizadores pensaram em cancela-lo, mudaram de ideia e, no que pretende ser um golpe de efeito e umha medida exemplar, decidirom manter o cartaz só para mulheres e já falam de que vai ser “o primeiro festival sem homes; até que aprendam a comportar-se”.

Eu considero isto um absurdo e umha maneira de fazer quartos sem solucionar nada: umha outra coisa seria que um grupo de mulheres lançara um festival só para mulheres e feito por mulheres; algo para aplaudir e mesmo pulir, e umha outra coisa é fazer dum festival cheio de anunciantes procapitalistas (e nom me estranharia que muitos deles com spots machistas) e nada alternativo, um festival só para pessoas que a simples vistas tenham aspeto de mulher (faram um cacheio integral para ver quem tem atributos colgadeiros na entreperna? evitarám que entrem homes desfraçados como as mulheres barbudas da lapidaçom de “A vida de Braian”?,…).

Além, pergunto: Atuarám só grupos musicais nos que todas suas componhentes sejam mulheres? e as pessoas que levam as questions técnicas, as luzes, sons, os cenários, a coreografia, as vigiantes de seguridade, taquilheiras, as camareiras, quem fai a carga e descarga, montagem,… vam ser elas todas mulheres?

Sim é que sim, calo a boca, mas acho que isto tem mais de montagem para seguir tirando rédito económico dum festival e mesmo incrementar as suas ganhâncias a base de se aproveitar dumha luita justa como o é a luita feminista; que do que umha açom efetiva contra as agressons machistas.

Penso que ao aplaudir toda iniciativa que tenha um certo cheiro feminista (índa que feda de longe a puro capitalismo) sem fazer prévia umha reflexom ao respeito, esta-se a cometer um grave erro que perjudica a mesma razom da luta e esta-se apoiar a que todo seja um simples escaparate. Pois mesmo o anúncio de que vai ser “o primeiro festival sem homes até que aprendam a comportar-se” é só um spot publicista para atrazer ao consumo à clientela feminina e que, por suposto, com esta medida duvido muitíssimo que nenhum violador e/ou agressor sexual vai aprender a comportar-se.

Se fosse assim de doado acabar com o machismo…

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