Arquivo mensal: julho 2017

Na Grécia podemita como na Espanha pepera: Presas por ser anarquistas ou por amizade com elas

Tasos Theofilou declarado inocente tras 5 anos preso entanto Irianna B.L é condenada a 13 anos de cárcere sem provas

Haverá quem, ao lêr este cabeçalho, que se diga que som um demagogo dado que a Syriza (o Podemos grego) nom estava no governo há 5 anos quando Tasos Theofilou fora detido e acusado de roubo a mão armada, assassinato e pertenência ao suposto grupo terrorista Conspiraçom das Células de Fogo (C.C.F.) graças a um material genético detetado num sombreiro que supostamente caira da cabeça dum dos ladrões entanto fugiam tras cometer um roubo com resultado de morte na ilha de Paros em 08/10/2012; e tampouco quando, julgado em 1º instância a finais de 2014, fora condenado a 25 anos de prissom sob cargos de cumplicidade por homicídio e roubo (já era só cúmplice e nom autor) e absolto de pertencer a C.C.F. O que o proprio Tasos considerou umha “soluçom temporal Solomónica” até o juízo na corte de apelaçom.

Sim governava Syriza quando tiverom lugar, este mesmo ano, as vistas da apelaçom ás que se referia Tasos e das que, como consequência, saiu agora absolto de todos os cargos quando já levava 5 anos preso por decissom política e com o aplauso entusiasta dos falsimédios que transmitiram sua detençom durante umha semana apresentando a Tasos como um assassino despiadado e suas fotos se volveram virais na rede. Estas suas palavras amosam seu estado de cabreio coa justiça e o regime: “Crio que o feito do meu arresto, a manipulaçom por parte dos médios de comunicaçom, minha detençom e minha conviçom inicial pugerom em perspectiva certos temas que nom tenhem a ver comigo persoalmente, senom que tenhem umha maior importância social e política, dado que é umha manifestaçom de como um estado policial despiadado intenta solidificar as dotrinas mais extremistas da repressom judicial: da natureza medieval do meu castigo público e do intento de reduzir os estereotipos criminais pre-modernos a um perfil fabricado, á criminalizaçom da amizade, do companherismo ou das relaçons sociais, assim como o uso de evidências sobrenaturais ou pseudocientíficas como o notório ADN num sombreiro, que constitue a base desta história, polo demais trágica”.
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21-23 Julho – “Corme Folki 2017” – Um foco de Cultura do povo

Outro ano mais, coa mesma energiaa dos anos anteriores na Noite de Encantos da Furna. A boa música achegára-se a Corme da mão do CORME FOLKI para seguir demostrando que somos donas da nossa cultura e da nossa festa, que nas nossas mãos está criar umha alternativa real á cultura oficial das grandes orquestras e dos grandes grupos com cachê.

Continuamos a crer que a cultura nom é un negocio, que a nossa música nom precisa de miles de euros para expressar-se.

Um pouco de história

Difícil falar em poucas linhas do que entre todas criamos nestas case duas décadas de projetos autogeridos e sem ánimo de lucro na vila de Corme.

Isto começou no século passado, ano 1999, quando as primeiras notas amplificadas soaram na Furna do Osmo. E agora 18 anos depois nom soarám notas amplificadas na Furna, mais a festa, os Encantos e a música tradicional estarám presentes nela na noite do venres 21 de julho com um espetáculo de foliada, percussom e dança. Na Furna nasceu tudo e ainda que os concertos da noite do sábado 22 vaiam ser na Praça da Ribeira, na noite do 21 desfrutaremos de boa música regada dumha queimada.

E como nom o Sábado 22 de julho a Praça da Ribeira será o lugar de encontro da boa música, circo, títeres, foliada… Cum programa de atividades desde o meio-dia até bem entrada a noite.
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“Llega la Caballería para salvar al monte de los incendios” – “Cubrirá toda Galicia”

Com este cabeçalho escrito na sua língua habitual, ECG, o jornal das risas compostelã, titula o artigo redatado por Elena Piñón e publicado na versom em papel deste diário. Nele, a entusiasta jornalista, pom fim a todos nossos medos em quanto á mais que presumível vaga de lumes que nos vai asolar Galiza no vrão.

E para aplacar as incrédulas, começa assim sua entusiasta e tranquilizante crónica: Galicia tiene todos los medios humanos y materiales para salvar a sus montes de las llamas en un verano que se presenta amenazador por la sequía y la previsión de altas temperaturas. Brigadas, helicópteros, motobombas… solo faltaba la Caballería. Y ya está aquí” (sic).

Para quem coma mim, ainda nom as temos todas conmigo ou consigo, Elena parte seu apelido pola Unidad de Caballería del Cuerpo Nacional (CNP) vinda desde Castela para fazer fronte á Operaçom Lumes 2017 (aviso para despistadas: nom se trata de outra operaçom repressiva orquestrada contra anarquistas ou indepes) e além, para ocupar-se da seguridade no caminho de Santiago. Dita unidade vai ter sua base em Compostela e Ponte-Vedra e desde lá cobrirám as quatro provincias galegas.
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Homenagem a Iosu Expósito – Eskorbuto – no seu 25 cabodano. Amor fraterno

Um dos meus irmãos, Jesús, é o autor deste magnífica e magna homenagem a Iosu, guitarra e segundo cantante do grupo punk vasco Eskorbuto. “Ya No Quedan Mas Cojones Eskorbuto A las Elecciones”. “El rock no tiene patria, ni siquiera la vasca”

Assim apresenta na rede seu trabalho recolhido num surpreendente vídeo-criaçom, autoria de Violet Vox (que é quem sae no vídeo de quando em vez): “Em 31 de Maio cumpriu-se o 25 aniversário do passamento de Iosu Eskorbuto. Nunca saberemos o ke nos poderia ter deixado se nom se tivera ido tam pronto. Só sabemos o ke nos deixou: o punk mais lúcido, honesto e raivoso de todos os currunchos deste puto planeta. Agora e sempre Eskorbuto presente! Com todo o amor e respeito para sua família, em especial Unai e Jose”.
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Altsasu a vila onde umha liorta de bar é terrorismo

A fiscalia política do reino borbónico espanhol, a Audiencia Nacional (AN) substituta legítima e fidelíssima da antérior fiscalia política da ditadura franquista, o Tribunal de Orden Público (TOP), pede penas escándalosas para as 8 pessoas que tiveram umha liorta num bar a altas horas da noite durante as festas de Altsasu contra outras 4, das que 2 eram gardas civis. Suponho que esta petiçom fiscal vem motivada polo feito de que a liorta tivo lugar numha vila na que a Guarda Civil nom é bem mirada (se bem, pergunto-me eu: haverá algumha vila em tudo o estado espanhol na que sim se lhe tenha apreço verdadeiro?) e numha localizaçom onde, tudo quanto se passe contra dalgum elemento das forças armadas espanholas leva apostado um halo da ETA, pese que esta segue inativa desde seu anúncio de «cese da sua atividad armada» em 2011.

Como aporte em defessa dos moços e moças, além do já publicado nesta minha bitácora tempo há, tamém quero sumar este atinado comentário que recolhim da rede, que traduzo e colo: (o texto que recolhe a seguinte imagem está recolhido da rede e decidim eliminar o alcume da assinante polo que lhe poidera passar neste estado de criminalizaçom de toda oposiçom a sua “democracia a la española”):
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Ciclistas, a DGT e as forças de ordem.

Recém acedim a umha notícia na que um home denúncia que dois polícias nacionais espanhois, Rodolfo Álvarez Gago ao volante e Carlos José García Cuesta de copiloto, atropelaram mortalmente a sua mulher, umha cicloturista alemã de 65 años, na ilha de Mallorca, quando ambos estavam fora de serviço e iam circulando num coche oficial camuflado a grande velocidade. Tras embestir e matar á cicloturista, “desentenderam-se e abandoaram imediatamente o lugar sabedores que a vítima sofrera graves feridas”. Minutos depois do assassinato o copiloto pugera-se ao volante.

O home da mulher assassinada queixa-se de que um “POLÍCIA” atropelara sua dona matándo-a no ato e nom sae no spot da DGT; em referência ao polémico anúncio na que umha mulher de nome Anna denúncia que “um camioneiro atropelou ao meu home matándo-lo no ato”. Ao seu entender, que eu compartilho: “neste caso existem duas similitudes com o caso do aberrante anúncio da DGT, no qual fai referência e pom sobre a palestra, e incita ao ódio a todo um seitor do transporte: Um ciclista morto por um camioneiro, e outra ciclista morta por um polícia. A diferência está em que o falecido polo camioneiro foi num acidente fortuito sem intençom, e o da ciclista falecida foi provocado por um polícia fora de serviço, ébrio, circulava a grande velocidade, sorteando temerariamente ciclistas e adiantando em zonas proibidas manejando um coche oficial camuflado.
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OXALÁ PUDÉSSEMOS EXPULSAR A EUROPA DO CONTINENTE EUROPEU.- Apologia da Deserçom x Pedro García Olivo

Sabes? Depois da Deserçom, transcorreu um tempo
em que se prestava tam pouca atençom a si mesmo
que as suas ideias pasávam-lhe case desapercebidas;
e tinha que apresa-las cada noite ante o papel
para nom equivocar-se de pensamento polas manhãs
e lembrar aproximadamente
quem era esse que acordava no seu corpo…?
De “El irresponsable”

Di o meu Documento Nacional de Identidade que eu som espanhol, súbdito dum Estado que forma parte da Uniom Europeia.

Nom som tal! Nom quero ter nada que ver co que fai Europa contra boa parte do resto do mundo: massacres, genocídios, etnocídios!

Eu nom pecho as portas da minha morada ás gentes doutras terras; eu nom temo ás emigrantes, porque sego emigrando dentro de mim e nom figem umha outra cousa mais que migrar ao longo de toda minha vida.

Eu nom crio na parvoíce de votar cada x anos, para mudar de tiranos, de déspotas ás vezes remoçados, de aspirantes a amos que Si Podem.

Eu nom admito mais naçom que o caminho; e atorménta-me que hoje os caminhos ofértem-se só como espirituais, quando nom como espirituosos, pois já se pecharom as sendas para as nómades de verdade.
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Abordaxe! o blogue de comunicaçom anarquista galego fai umha pausa estival

Recolho (mantendo sua normativa) e dou pulo á notícia que publicarom este domingo passado minhas compas de Abordaxe!:

DEICA OUTRA! UNHA NOTA SOBRE O PARÓN EN ABORDAXE!

Ola a todes, querides compañeires de travesía!

Tras varias xuntanzas e despois de meditar e debater seriamente sobre a situación actual do noso colectivo, pensamos que tras case 9 anos de actividade ininterrompida chegou o momento de facer un parón temporal. Isto non é un adeus, non desaparecemos, simplemente sentimos a necesidade de reformular este proxecto e pensamos que levamos demasiado tempo sen pararnos a facer unha reflexión en profundidade sobre os seus horizontes e sobre as pretensións e traxectorias individuais que nos levaron a confluír dentro do mesmo. Por iso, para continuar coñecéndonos, compartir momentos alén do ámbito estrictamente militante e para pensar ben cara onde queremos dirixir o noso barco, facemos unha pausa estival coa intención de regresar con máis forzas e aires renovados dentro duns meses, para seguir conspirando contra o monopolio ideolóxico da autoridade.
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A RTVG minte ao respeito das equipas de extinçom de lumes e outras lérias de bombeiros

Ontem estivem olhando o informativo do mediodia da RTVG, nele intitulavam umha notícia referente aos lumes com este cabeçalho: “As brigadas e as equipas de extinçom, a pleno rendemento na etapa de maior risco de lumes” e falam de que “nesta primeira fim de semana de julho começou a etapa de maior risco de incêndios forestais. As brigadas e as equipas de extinçom estám já a pleno rendemento em toda a comunidade. E apontam que “por norma, de outubro a finais de junho cernam, clarejam e, sobre tudo, roçam e limpam o monte para evitar que a maleza lhes dea ás aos lumes que arrasam o monte no verão”

Aos poucos minutos recebo umha vissita dum meu bo amigo que trabalha de temporário nas brigadas de lume; surpreende-me sua vissita dado que já pensei que estava mobilizado e perguntei-lhe por elo dada a notícia que acabava de vissionar pola TVG. Sua resposta foi que ainda nom os chamaram e que supunha que o fariam em breves mas que, de momento, nom sabia nada quando ia incorporar-se. Ontem era dia 2 de julho.
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Descobertos os intereses obscuros do PP no despejo do CSOA Escárnio

Estas fotos estám rulando pola rede; de feito eu recolhi-nas do FB do Escárnio. Lá ficam subtituladas sob as vozes de ordem: “ESCÁRNIO REOKUPADO! O ESPAZO RESISTE!”
Mas eu som mais da opiniom de que é a demonstraçom de porque o PP estava tam interesado no despejo!! Querem-no para que suas novas geraçons fagam seu ninho.
Chamaram-lhe “El niño de la gaviota”?
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