Arquivo mensal: setembro 2017

De capitáns e de peixes mortos, marés nacionalistas na Catalunya.- Sobre a atitude anarquista em frente ao “Procés”

Vote quem vote, ganhe quem ganhe, a verdadeira triunfadora neste conflito som as instituiçons e a Democracia em geral.

De todas quantas coisas cairam nestes dias nas minhas mãos ao respeito do teminha “top ten” ou “trending topic” dos informativos e dos desinformativos, crio que esta é a que mais me tem feito pensar e mesmo pôr em questom até a minha própria vissom do suposto conflito catalám (que me construira sem ter nunca pisado tal território). É umha opiniom um tanto longa, mas moi doada de lêr e que recolhe aspetos que nom soem ser tratados nem nos médios favoráveis ao direito á autodeterminaçom dos povos nem nos favoráveis a que todas segamos vivendo baixo o jugo da España Una, Católica, Apostólica e Romana. Colhim-no do Indymédia Barcelona (traduzi-no) e nom tem assinatura, se bem remata com um “Saúde anárquica e nihilismo revolucionário”. Aconselho encarecido sua leitura pausada:

De capitáns e de peixes mortos, marés nacionalistas na Catalunya

Sobre a atitude anarquista em frente ao “Procés”

Quiçá muitas vimos este processo como um grande circo que fracassaria à volta do canto, quiçá subestimamos o efeito que produziria na sociedade e nom lhe demos relevância, já que faz uns meses para muitas anarquistas estava claro que a democracia, tenha a bandeira que tenha, é só um muro mais para desmantelar no caminho da autogestom das nossas vidas, no sujo e contraditório caminho que nos levaria à liberdade, e portanto, ao confronto com os falsos críticos e as forças que defendem a ordem.
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Peleja no Congresso entre PP e Podemos por ver quem quere mais á Garda Civil

Ontem deu-me por olhar um telejornal dumha cadena espanhola privativa (nom lembro qual porque para mim som todas iguais por moi diversas que queiram pinta-las) e isso pese á fartança que a dia de hoje sinto polo teminha do referendum catalám.

Fago um inciso no que aproveito para apontar que nom compartilho esses cartazes nas redes sociais que avissam de que entretanto todos os focos informativos miram para Catalunya e só se fala disso se estám passando coisas das que nom se fala como a continuidade dos casos de corrupçom e o curioso resgate da banca; quando a realidade do dia a dia demonstra que a informaçom sobre esses temas nas televisons geralistas e nos jornais diários sempre é sesgada e manipulada e nunca houvo falsimédio algum que tratara com um mínimo de rigor ético e de clara denúncia esses casos. E fecho o inciso.

No telejornal em questom assistim a um cruce de palavros encarnizado entre o ministro de interior espanhol, Juan Ignacio Zoido e mais o picolo deputado de Podemos, Juan Antonio Delgado (sindicalista em excedência da AUGC, Asociación Unificada de Guardias Civiles).
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5ª feira, joves, 5.- PALESTRA de Gabriel Pombo no CSA do Sar: “A Loita Anarquista Dentro e Fora das Prisións”

Por fim imos contar coa presência de Gabriel Pombo da Silva em Compostela e no CSA do SAR. Depois do falhido intento de traze-lo junto a sua compa Elisa di Bernardo numha Jornada Antiautoritária polo Guerra Social que ia ter lugar em sábado 10 de junho (quando fazia um ano da sua saida de prisom) e que tivo que ser suspensa porque a gente envolvida no despejo do CSOA Escárnio e Maldizer, sem ter para nada em conta dita moi interesante convocatória, nom tiveram milhor ocorrência que convocar para esse mesmo dia e horas (quando já estava convocada dita Jornada e como se no almanaque e no relojo nom houvera outros dias e horas) a sua fatal convocatória de manifa com destino final em comissaria ou nos julgados (bom o protesto rematou coa falhida toma do Peleteiro) e um bo feixe de multas.

E assim, no vindouro joves 5 de Outubro ás 20.00 horas, Gabriel Pombo da Silva estará com nós no CSA do SAR para falar sobre a nova ediçom ampliada (inclue umha série de escritos selecionados especialmente polo própio Gabriel) do seu livro “Diario e Ideario de un delincuente… y otros textos” numha palestra organizada de maneira conjunta por Mërda Distro & Castrexo Punx e o CSA do Sar.

Colo acá o publicado na rede sobre esta convocatória e animo desde acá a assistir á palestra deste compa anarquista que sofreu a repressom mais dura nas suas carnes durante várias décadas nos cárceres do Estado espanhol e da Alemanha:
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A Por Ellos, Oe !!

Espanha toda em alerta 4 antiterrorista!! Tras o terrível atentado nas Ramblas de Barcelona todas as precauçons para que nom volte ocorrer som poucas. Todas as administraçons, locais, provincias, autonómicas e estatais pedem e demandam mais presência policial na ruas das suas competências para tentar intimidar a possíveis terroristas de cometer outra barbárie.

Mas essa urgência por exiger mais forças de seguridade nas ruas de todaespaña e mesmo esse dispôr de obstáculos em ruas, praças e avenidas para evitar a proliferaçom de terroristas kamikazes ao manejo de camions e furgonas, desapeceu como fume de palhas quando apareceu á vista um problema de muitíssima maior quantia para a seguridade nazional que veu motivar a deslocaçom da maioria das forças especiais de antidistúrbios até só umha parte da pel de touro e deixando nos mínimos ao resto.

As intençons separatistas por mor dum perigoso referendum das avessas catalanas merecem toda a atençom de nossa forças do bem e coa mesma é preciso deslocalizar lá quantas poidam ir, mesmo que seja preciso deixar baleiras de seguridade ao resto dasespañastodas. A olhos de qualquer pessoa com dous dedos de frente esta atitude decidida e valente dos nossos governantes merece nosso aplauso índa que sinifique deixar-nos em bolas ao resto das subditas da real realeza española em quanto a como enfrontar um perigo jihadista.
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Ardora (s)ediçons anarquistas – Nova editorial galega – Apresentaçom do nº1 da sua revista em papel

Ardora é essa fosforescência do mar que encandila e fascina a quantas a observam. Eu tivem a sorte de presencia-la várias vezes e esse nome trae-me evocaçons muito agradáveis que vivim e gocei com diferentes pessoas importantes da minha vida; desde jogos submarinos e mergulhos noturnos com aleivosia até mesmo duvidosos avistamentos triposos de golfinhos luminescentes.

As compas envolvidas neste novo projeto optam por esta palavra marinheira que vem a sumar-se a este prolífico mar informativo do anarquismo galego nom organizado. Entre as páginas deste seu 1º número, suas editoras ofertaram-me publicar o meu texto (já feito público acá) “Nom som Bosques que som Cultivos. As plantaçons de Eucaliptos e Pinheiros som um perigoso combustível”, ao que acedim e além tamém ofertárom-me publicar nos seguintes números da sua revista, polo que aproveito esta entrada na minha bitácora para agradecer-lhes tal convite.

Vos colo acá a sua Editorial e convído-vos a vissitar sua, recém aberta, página web onde tendes mais e milhor informaçom
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Matemáticas anticapitalistas: “Maioria Silenciosa”.- um termo ao serviço da manipulaçom dos “mass merdas”

Á vista da alta participaçom nos protestos que se estam vivendo nestes dias nas ruas de toda Catalunya a prol do referendum que lhe permita decidir sobre seu futuro; estám a sair a cotio nos falsimédios um feixe de opinadores que às toas repitem como papagaios a insistente litaina de que a maioria silenciosa é a que nom está nas ruas, querendo dar a entender com elo que quem se manifesta som umha minoria pouco menos que recalcitrante quando nom antidemócrata ou mesmo, se me apuras, filoterrorista.

Ou seja que, se em Barcelona na Diada nom houvo nem 1 milhom de manifestantes, é porque o resto das catalás, umhas 6 milhons e meio, a maioria silenciosa, está em contra. Assim de simples é o analise feito estes dias nos mass merdas e por opinadores vários sem se cortar nada á hora de dize-lo.
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De violencias e violencias x C.R. (Irmandade da Costa)

Depois de publicar minha entrada antérior dim com esta opinióm do meu compa e colega C.R. na web “A Irmandade da Costa” na que fai umha analise moi acertada ao respeito do tratamento nos falsimédios da violência nos protestos das ruas segundo contra que governos sejam. Assim destaca que a violência dos protestos em Venezuela é considerada como “terrível repressom da polícia contra pacíficos manifestantes” e manifesta que gostaria de que se aplicara esse mesmo raseiro para toda violência revolucionária, mesmo que “no sucessivo se passem a elogiar a resistência das okupas fronte aos despejos, encomiem as heroicas açons do Black Block rebentando as cimeiras do G20 ou considerando a malheira que receberam os antidisturbios nas Marchas da Dignidade como saudável e edificante resistência civil”. Mas milhor vos colo seu artigo:

Non serei eu, anarquista convencido, quen loe a estas alturas o goberno de Nicolás Maduro, o impresentable autocrático ao que se lle aparece Chavez en forma de paxariño. Por non simpatizar, non me simpatizaba tampouco o seu predecesor (nin sequera cando aínda tiña forma humana, antes das súas epifanías ornitolóxicas) remiso como son aos militares, aos caudillos e aos dirixentes de todo tipo, especialmente cando falan sempre coma se estivesen desde unha tribuna, aleccionando ao respetable con voz mesiánica e dedo levantado.

Pero a pouca simpatía que me espertan os caudillos suramericanos, por moi de esquerdas que se pretendan, non me impide ver a bochornosa campaña mediática que os medios de comunicación europeos levantan na súa contra. Deste xeito, é curioso ver como un sen fin de ditadores infinitamente máis cruentos e deleznables son supinamente ignorados polos nosos medios informativos occidentais, cando non os presentan coma civilizados aliados do noso cacarexado “mundo libre” (como podería ser o caso de Guinea Ecuatorial ou Arabia Saudí, por poñer uns dos exemplos mais descarnados, pero tamén, porqué non, de Marrocos, o amigo, socio e aliado do flamante reino español). De feito é curioso ver como México, un narco-estado onde o cómputo electoral cambia xusto despois de oportunos apagóns eléctricos e onde a tasa de mortalidade dos periodistas semella a de Beirut nos seus mellores tempos, é ensalzado coma exemplo democrático latinoamericano pola prensa canalla occidental; mentres falan de outros paises da rexión, máis esquerdistas e menos sumisos aos nosos intereses, coma de execrables dictaduras bananeiras. Xa non falaremos de Honduras, Guatemala, Colombia ou El Salvador, onde, pese as súas non tan lonxanas represións salvaxes da insurxencia, as súas guerrillas paramilitares ligadas ao poder e os seus vínculos institucionis co crime organizado, non parecen incomodar o máis mínimo cos seus gobernos neoliberais a nosa benpensante prensa occidental. Pero ah! Venezuela, despótico lugar. Que saian a relucir as lupas democráticas buscando o que noutros sitios ocultan e ignoran os nosos adalides da liberdade.
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