Posicionamento da “Federació Anarquista de Catalunya” sobre o referendum do 1-O

Desde a Federaçom Anarquista de Catalunya manifestamos nosso apoio ao referendo do 1 de outubro

Se ontem colei a opiniom de anarquistas portugueses ao respeito da diferências entre anarquistas e as esquerdas e dizia que pese a nom compartilhar íntegro, sim considerei necessário reflexionar ao respeito do Process catalám. E seguindo nesta onda pero com umha atitude diferente da das compas tugas, hoje colgo este Comunicado da Federaçom Anarquista de Catalunya, com o que, se bem tampouco concordo na sua totalidade, sim me sinto mais identificado:

Nós queremos um “procés” destituinte do poder vigente e um processo de participaçom coletiva que se encaminhe à participaçom total do povo nas decisons óptimas para estabelecer formas de organizaçom social e laboral que blindem órganos horizontais e assembleários de decisom.

Entendemos que é difícil entender umha organizaçom social que nom esteja blindada por um “Estado republicano”, pero é um reto que teremos que afrontar juntas se queremos ser totalmente livres e independientes.

Os mecanismos para participar nas decisons coletivas deste sistema político impedem um posicionamento decisivo das individualidades. A delegaçom das decisons em representantes empurrou-nos á frustraçom atual de ver-nos limitadas a realizar posicionamientos simbólicos. Os órganos da gram maioria de administraçons públicas e empresas privadas decidem de jeito unilateral e inhoram, ou mesmo proibem, o posicionamiento ou as consultas populares. Podemos mudar estes mecanismos de decisom. Podemos organizar-nos de forma horizontal e decidir cada dia coisas que nos implicam a todas. Necessitamos um interés unánime para decidir a maneira em que nos temos que organizar social, laboral e políticamente. Nossa implicaçom em decisons ou luitas laborais, sociais, políticas, ecologistas, etc. convirte-nos em responsáveis das nossas vidas. Som, pois, processos, experiências, transmisons,… o que convirte ás indivíduas em capaces de entender a sua responsabilidade para decidir sobre como seria a forma óptima de organizar-nos.

Os referendos som umha forma de fazer efetiva a decisom direita de muitas pessoas sobre aspectos concretos. Os movimentos sociais têm organizado referendos populares que as administraçons nunca têm dado como válidos. A convocatória agora dum referendo para decidir a continuaçom ou independência do território administrativo de Catalunya ao Estado espanhol está a provocar um conflito entre administraçons. Ademais, está a converter-se numha estratégia que certos partidos políticos utilizam para converter-se em mártires dumha nobre causa e agochar ou desculpar a corrupçom ou todas as medidas impopulares. O descontento coa Constituiçom do 78, o percurso repressivo à cultura catalã e a luita dos movimentos que defendem a autodeterminaçom é a evidência do conflito que a nós nos interessa.

Desde a Federaçom Anarquista de Catalunya manifestamos nosso apoio ao referendo do 1 de outubro, já que a autodeterminaçom dos povos faz parte da autogestom e a auto-organizaçom. Ainda que esteja organizado pola administraçom de Catalunya entendemos que responde a umha necessidade real do interesse de muitas pessoas, além de possibilitar um processo destituinte e organizativo nom continuista.

Criticamos as margens impostas na participaçom deste referendo. Opomos-nos aos límites administrativos de Catalunya; há aspectos em comum com outras regions próximas por motivos de acidentes geográficos ou por relaçons quotidianas. Também ficam excluídas as pessoas menores de 18 anos e as que nom têm os papéis regulados.

Em relaçom à pergunta proposta, achamos que a independência (social, laboral ou nacional) nom é depender dum “Estado”, nem das entidades financeiras, nem de nenhuma empresa privada, senom que é a toma de decisons desde baixo, à margem das instituiçons administrativas, dos partidos políticos ou dos sindicatos amarelos, por tal de conseguir a geston de nosso trabalho e de nossa vida. Recusamos a criaçon dum Estado catalám, já que criticamos a ineficácia democrática na organizaçom dentro dum “Estado”, já seja pola divisom do território sem ter em conta as realidades locais, como polo centralismo, seja de Barcelona ou de Madrid. Também recusamos a criaçom dumha república, apesar das vantagens em relaçom com a situaçom actual. Entendemos que a república será continuista no sistema económico. Se o que se procura com a criaçom dum novo “Estado republicano” é maior justiça e igualdade, o modelo neoliberal que defende umha parte importante do movimento independentista aboca em Catalunya a umha situaçom económica similar à actual. Nom queremos isto. Nós queremos um processo destituinte do poder vigente e um processo de participaçom coletiva que se encaminhe à participaçom total do povo nas decisons óptimas para estabelecer formas de organizaçom social e laboral que blindem órgãos horizontais e assembleários de decisom.

Compreendemos que é difícil entender umha organizaçom social que nom esteja blindada por um “Estado republicano”, mas é um repto que teremos que enfrentar juntas se queremos ser totalmente livres e independentes. Na atualidade atopamos exemplos deste tipo de organizaçom, como o municipalismo libertário, as comunas livres ou o confederalismo democrático. Também na história de Catalunya encontramos exemplos dumha organizaçom social emancipadora, como foi o comunismo libertário durante a revoluçom social do 36.

Federaçom Anarquista de Catalunya
Setembro de 2017

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