Ardora (s)ediçons anarquistas – Nova editorial galega – Apresentaçom do nº1 da sua revista em papel

Ardora é essa fosforescência do mar que encandila e fascina a quantas a observam. Eu tivem a sorte de presencia-la várias vezes e esse nome trae-me evocaçons muito agradáveis que vivim e gocei com diferentes pessoas importantes da minha vida; desde jogos submarinos e mergulhos noturnos com aleivosia até mesmo duvidosos avistamentos triposos de golfinhos luminescentes.

As compas envolvidas neste novo projeto optam por esta palavra marinheira que vem a sumar-se a este prolífico mar informativo do anarquismo galego nom organizado. Entre as páginas deste seu 1º número, suas editoras ofertaram-me publicar o meu texto (já feito público acá) “Nom som Bosques que som Cultivos. As plantaçons de Eucaliptos e Pinheiros som um perigoso combustível”, ao que acedim e além tamém ofertárom-me publicar nos seguintes números da sua revista, polo que aproveito esta entrada na minha bitácora para agradecer-lhes tal convite.

Vos colo acá a sua Editorial e convído-vos a vissitar sua, recém aberta, página web onde tendes mais e milhor informaçom

Quiçá a alguns lhes soe pretencioso começar um projeto editorial agora que os ecráns mediam toda forma de comunicaçom. A outros porém parecera-lhes básico. Para nós é imprescindível articular um espaço de comunicaçom, ver os resultados e esforços de umha publicaçom em papel, dar importáncia aos livros e a sua potencialidade subversiva.

Sentimo-nos motivados por esse espírito de luita que outrora abondava e em que a produçom editorial tinha um papel fundamental.

Quando pensamos em livros subversivos inspiram-nos exemplos como o de Severino Di Giovanni, capturado o 29 de janeiro de 1931 à saída de umha oficina de linotipia onde fora em relaçom com as matrizes de um livro de Reclus. Arriscando a sua liberdade e a sua vida para obter as matrizes que necessitava. Sabendo que as imprentas estavam no ponto de mira e que permaneciam vigiadas, mais valia a pena arriscar-se mais umha vez para um novo livro.

Também pensamos em Jean-Marc Rouillan, Oriol Solé e outros companheiros quem a princípios da década de 70 assaltavam bancos e expropriavam máquinas de imprenta para fazer-se com todo o necessário para poder imprimir livros em Toulouse e passá-los clandestinamente a Barcelona e outras regions do Estado espanhol.

Ou quiçá num exemplo em grau sumo inspirador, o dos moços anarquistas da cidade de Bialystok, quem adicavam grande parte da sua energia e os seus meios à traduçom, impressom e transporte de material escrito. Em 1905 expropriárom 330 quilogramas de tipografias para montar Anarjiya, a primeira imprenta anarquista da Rússia. Com o tempo muitos anarquistas russos imitariam o gesto, vários deles jogando-se ir a prisom, serem desterrados, serem condenados a trabalhos forçados ou a morrer.

Som só alguns exemplos inspiradores nom só porque os livros —muitos dos quais eram considerados perigosos ou simplesmente estavam proibidos— imprimiam-se e difundiam de maneira clandestina, saltando-se todas as proibiçons e afastando-se de qualquer relaçom com a lógica de consumo da que hoje parece nom haver escapatória. Senom por todo o relacionado com o desenvolvimento destes projetos editoriais, a maneira em que se punham em marcha, assim como a ilusom e o espírito de luita. Tentando nom entrar em —mas também tentando dinamitar— todo processo de produçom/consumo, a lógica do lucro, as relaçons comerciais e laborais, buscamos devolver esse espírito subversivo, já que umha mensagem radical deve estar contida numha forma de difusom à sua altura.

As condiçons em que imaginar, pensar, e practicar a confrontaçom revolucionária, estám hoje longe de serem favoráveis. Mas pensamos que «Ardora», como projeto de comunicaçom, pode ajudar a vincular e confrontar diferentes ideias, debates, perspetivas e propostas.

Animamos a colaborar já seja com a distribuçom ou enviando artigos e propostas. Para todo isto, um contacto: ardora@riseup.net

Através da nossa web, ardoraeditora.info, podedes atopar infomaçom sobre as nossas ediçons assim como os pontos de distribuiçom.
………………………………………….

Ardora nº1

DISPONÍVEL

Preço: 3€

Com este primeiro número começamos cum novo projeto editorial anarquista. Para conseguir algum ejemplar ou para distribuiçom contactar a través de: ardora@bastardi.net

Índice de conteúdos:

· Editorial
· A estratexia do caracol
· Reflexons sobre a cidade
· Por que tanta hostia?
· Contra o círculo vicioso do jihadismo e a dereita
· Nom som Bosques que som Cultivos
· O caso dos assaltos em Aachen
· Mulheres como botim de guerra
· Epifanías Libertarias Vol. 2: Galifornia, Apátrida Galega 2017
· Nengum reconhecimento
· Breves
· Chora et labora
· O esforço

Também podedes subscrever a revista e recebê-la na casa: subcriçom básica: 18€ (6 números) + 6 € de gastos de envio. A intençom das subscriçons é dar estabilidade ao projeto, também som bem-vindas aportaçons solidárias.

 

Uma ideia sobre “Ardora (s)ediçons anarquistas – Nova editorial galega – Apresentaçom do nº1 da sua revista em papel

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