Arquivo mensal: setembro 2017

Compas tugas opinam ao respeito da diferências entre anarquistas e as esquerdas.

Colo de ContraInfo.pt este panfleto assinado por Anarquistas do nosso pais vizinho, opiniom que, se bem nom compartilho na sua totalidade, sim considero necessário reflexionar ao respeito disto, nom só polo do das guerrilhas curdas senom tamém polo Process catalám:

A propósito das guerrilhas no Curdistám e da sua propaganda assim como em relaçom aos apelos dumha luita antifascista em comum entre esquerdistas e anarquistas, é necessário ter clara a distinçom entre as anarquistas e as esquerdas:

Nós somos libertárias, elas autoritárias;
Nós somos anti-estatais, elas a favor do Estado (evidentemente, o delas);
Nós luitamos pola liberdade, elas pola ditadura (do proletariado, dizem para disfarçar isso, mas ditadura, no fundo).
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Syriza (“Podemitas mareantes da Grécia”) cada dia mais escorados á ultradireita.

Duas notícias de impacto acontecidas em Atenas lévam-me a escrever este cabeçalho que tem como protagonistas a essas plataformas eleitoraleiras que se montarom na Grécia ou nas “Espanhas todas” para que segam governando os mesmos capitalistas pero agora “ponhéndo-se morados”:

1ª) Polícia protege a sede de Aurora Dourada no 4º cabodano do seu assassinato do rapper antifascista Palos Fyssase a mãos de membros deste partido neonazi.

2º) Felipe González, mr X dos GAL, recebe o Prémio á Democracia da Cidade

Da 2ª nada mais vou engadir mas que deixar patente o bem que se lo montam alcaides e presidentes “democráticos” á hora de repartir-se prémios e loubanças entre eles.

Da 1ª recolho o publicado pola ANA e colo o vídeo:
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Animais ou mascotas?

De sempre nom tivem moi clara qual é foi razom primitiva que levou a estes animais a fiar-se dos homes (e das mulheres) e converter-se no que muitas gostam de chamar aos cans “o seu milhor amigo” ou “a sua milhor amiga” ás cadelas.

Quando hoje vim este fantástico desenho de Mincinho na rede, solicitei-lhe permiso para dar-lhe pulo no meu blogue porque considero que é do milhorinho que tenho vista na minha vida ao respeito dessas, para mim, estranhas relaçons entre humanos e animais.
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Ser ou Nom Ser Anarquista x Acratosaurio Rex

Recolho (e traduzo) de AlasBarricadas:

Há umha coisa das anarquistas que me chama profundamente a atençom: as vontades que têm de definir, que é ser anarquista e que é nom se-lo. E os amargos lamentos que lançam quando alguém incumpre os mandamentos, e empenha-se em seguir sendo anarquista.

A questom é a seguinte: anarquistas de nome organizado somos muito poucas, pouquíssimas. E como em cima há gente empenhada em botar fora do estreito círculo a quanto mais pecadoras melhor, pois agora mesmo há três anarquistas que se acabam de ir aburridas de escutar reproches.

Felizmente, estám as anarquistas que nom sabem que o som. Som milhons de pessoas que nom querem mandar, e que nom querem obedecer, e que ao longo do terrível século XX, mudaram as propostas reacionárias em torno da questons de género, etnia e direitos sociais. Esse anarquismo sociológico, infecta todas e a cada umha das instituiçons existentes. Contra ele som impotentes estados, religions, dinheiros, costumes e naçons (as cinco grandes pestes).
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MediaMarkt nom é tonta! Instála-se em Compostela tras mudar a tempo parcial todos seus contratos

MEDIAMARKT ABRE O DIA 21 E CRIA 70 POSTOS DE TRABALHO!!!

Com este espectacular cabeçalho ou similares, os médios locais e outros falsários dam-lhe a calorosa bem-vinda a este empório do consumo de aparatos inecessários que estám feitos com material de rápida obsolência e de imposível reparaçom (ou que tem um coste maior que se compras um novo) e que soem ser mercados por gente com poucos recursos e menos conhecemento dessas trampas técnicas que acodem como moscas á merda atraidos pola exitosa campanha mediática da cantilena “Yo no soy Tonto”

E nom só!! Pois já nom é que seus fanáticos compradores compulsivos nom saibam nada da péssima qualidade de ditos produtos senom que, já é casualidade!!, tamém desconhecerám que justo em pleno vrão e tal como contam as compas de Verba-Volant, a empresa MediaMarkt anunciou aos seus escravos assalariados as novas medidas laborais que consistem em mudar seus contratos de trabalho individuais a tempo completo por contratos a tempo parcial; de tal jeito que quem trabalhavam oito horas por dia, cinco dias por semana (e mais alguns sem cobrar…) agora trabalharám seis horas por dia, cinco dias por semana, com horário seguido, ou oito horas por dia, três dias por semana, com uma agenda dividida e coa consequente reduçom dos salários ainda mais. Em outras palavras, se até agora cobravam as migalhas do salário mínimo, a partir de agora aqueles que assinam o novo contrato vam dar umha prorroga à sua breve aniquilaçom como pessoa, esperando pateticamente por sua morte lenta; e se alguém nom concorda em assinar o novo contrato, será demitido. A maioria deles continuarám subjugados aos patrons, com cabeças arqueadas e dignidade no chão, seguirám a dizer: “bom é que temos trabalho” e continuarám a lutar, nom por seus direitos laborais ou para derrubar o regime de escravitude salarial, senom para alcançar o título de “empregado do mês”.
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Compostela Aberta colocará cámaras de vigilância no entorno de S. Francisco

Segundo a informaçom recolhida do mentideiro compostelá: A decisom de fazer peonil o tramo da avenida Joam XXIII na sua parte próxima a S. Francisco e co galho de evitar o caos circulatório produzido tras a volta ao cole (lembramos que a escola pública “López Ferreiro”, além da biblioteca tamém pública “Anxel Casal” e as Faculdades de Educaçom e Enfermaria, ficam nesse entorno), nossos regidores podemitas, confluentes, mareantes e supostos anovadores, só se lhes ocorreu optar pola velha via da repressom recaudativa e coa mesma colocar cámaras de vigilância para controlar quanto tempo se passam os veículos em dita avenida e mesmo saber se fam algumha parada e coa mesma… Zasca!! tirar do talonário e multa ao canto!!

Nada novo aporta Anova e confluentes á hora de buscar outras alternativas para ofertar-lhe ás usuárias desses centros públicos, e assim atuando “mutatis mutanti” ás agachadas e aproveitando o periodo estival de inatividade ou de baixa assistência a esses centros públicos, figerom peonil esse tramo para favorecer assim o tránsito de pelegrins e turistas que se achegam a Compostela em autobuses privativos com aparcadoiros reservados na Dársena de Joam XXIII. Como já digera noutra entrada falando disto, é claro que o único que lhes preocupa a Compostela Aberta som a gente que vêm de afora e a quem vivemos aqui todo o ano que nos segam dando…
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“Anarquismo de bairro. Umha tese que supera” x Ruymán Rodríguez

O anarquismo de bairro nom pactua com partidos nem quer saber nada das instituiçons. Som o inimigo e estám aí para ser fiscalizados e combatidos, para arrebatar-lhes quanto possamos. Nom para lhes presentear sorrisos, fotos e titulares.

Recolho e traduço de AlasBarricadas esta proposta anarquista que pranteja o canário Ruymán Rodríguez e que, segundo ele, poderia acabar com a falsa disjuntiva entre anarquistas sociais e insurretas (e de ambas com as autónomas); além de criticar a quem claudicou do anarquismo e agora pede rebaixar a crítica cara determinadas instituiçons ocupadas por determinados partidos; soa-vos de algo?:

Já tenho comentado em alguma ocasiom que para mim a polaridade entre anarquismo social e insurreccionalismo é artificial. Tenho concluído que só há anarquismo contemplativo (exclusivamente teórico) e combativo (principalmente prático). No entanto, reconheço que há a quem isto lhe possa resultar insuficiente.
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Comunicado de reformulación do colectivo Abordaxe!

Recebim no meu correio e dou pulo:

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“(…) Que é unha opinión? É unha idea alisada, unha idea que foi uniformizada de modo a tornarse aceptable para o maior número de persoas. As opinións son ideas masificadas. É importante para o Poder que estas opinións se manteñan, pois é a través da opinión e do seu control como consegue determinados resultados (…) Que significa entón opoñerse á fabricación de opinións? Significa adquirir máis información? Opoñer contra-información a información? Non, iso non é posible, pois non interesa como ollamos para ela. Non é posible opoñerte á enorme cantidade de información coa cal somos bombardeadas diariamente con contra-información capaz de desmascarar, a través dun proceso de investigación de causas escondidas, a realidade que foi coberta por todo aquel palabreado informativo. Non, nós non podemos operar nesa dirección. Cando tentamos facelo, decatámonos de que iso non ten sentido, de que nós non queremos nin somos capazes de convencer ás persoas. (…) Ese non é o tipo de traballo que precisamos facer, e en calquera caso non contén elementos de contra-información, ou se os contén é puramente accidental. Este traballo ten esencialmente o obxectivo, ou deberia ter, de construír unha idea ou un certo número de ideas-chave, un certo número de ideas fortes.”
A.M. BONANNO
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No ano 2008 un feixe de individualidades anarquistas de distintos puntos da Galiza, xa ligadas por anteriores proxectos, relacións de afinidade e por unha coordinación informal, sentimos a necesidade de dotarnos de órganos de expresión e tamén de xerar un espazo de referencia para a comunicación no que as distintas sensibilidades antiautoritarias puidesen construír, desenvolver o seu discurso e confrontar ideas, ademais de facilitar a súa coordinación mediante un labor informativo e visibilizar a nivel internacional tanto as loitas antagonistas que se desenvolven na Galiza, como dar a coñecer nestas latitudes distintas realidades e contextos de loita contra a dominación noutros territorios do mundo. Deste modo levamos a cabo a creación dunha revista en papel, complementada por un blogue de carácter máis dinámico e periódico que axudasen a encher ese baleiro. A estas ferramentas sumamos no ano 2015 un boletín mensual en formato impreso co que plasmar de forma máis eficiente nas rúas a nosa actividade, distribuído en distintos centros de estudo e traballo e porsuposto tamén nos distintos espazos libertarios do terruño. Este boletín publicaría a súa última edición en maio de 2017, tras 19 números.
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ALGO MAIS QUE TIRAR TUDO POLA BORDA x Pedro García Olivo

Recolho do seu muro dumha rede da internet e traduzo este relato breve, esta genialidade reflexiva de Pedro García Olivo (a quem o conto entre meus maestros) falando de quem subtitula como:

Deixar o dado sem se deixar a um: Antonio, o insubmisso estranho dum lugar chamado “Libros”.

Deixá-lo todo tem-se feito. Tirar pola borda propriedades, empregos, poupanças, famílias inteiras, pátrias, ideologias… tem-se feito. Tirar-se um pola borda de si mesmo, podendo eleger entre as diversas vias da autodestruiçom, tem-se feito. Todo isso já se tem feito, fai-sez e seguirá a fazer-se. Apenas interessa.

Mas Antonio, esse home com o que me cruzava polos arredores de Ademuz, fez algo mais, que tem ficado em meu cérebro e no meu coraçom.

Como Gauguin, deixou sua opulenta vida burguesa, sua instalaçom capitalista, “esse sujo desfrute, esse lamentável bem-estar” a que se referia Nietzsche. Desembaraçou-se da casa, a esposa, os filhos, sua cátedra na Universidade, suas viagens por todo mundo, seus jantares em restaurantes, suas compras… Desembaraçou-se, afinal de contas, da “venda” de sua vida, da venda do seu ser.
Mas todo isso já se tem feito…

E foi-se á aldeia na que seus pais tinham umha casa boa e grande. Mas foi-se para nom usa-la, para nom viver nela.
E isto já nom se fez tanto.

Decidiu nom ter nenhuma moradia, viver à intempérie como os animais, procurando abrigos de circunstâncias, segundo as estaçons e segundo o rumo de seus passos.
Isto apenas fai-se…
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