Que drogas lhes derom?? Ao respeito da violência policial ontem em Catalunya

É sabido por qualquer pessoa com algo de curiosidade histórica que a palavra “assassino” provèm do vocábulo árabe ḥaššāšīn que sinifica “fumadores de haxixe”. Um termo despectivo que empregavam seus inimigos para se referir aos guerreiros (uns poucos, mas moi fiéis e bem adestrados) do exército de Hasan I Sabbah, alcumado Alauddin ou O Velho da Montanha, jefe militar e religioso dumha seita minoritária do chiismo ubicada no norte do Irám quem, lá por finais do século XI e primeiros do XII, enviava seus homes em missons suícidas a destronar quantos se opuseram a ele, tanto fossem emires, governantes de cidades, comandantes de fortalezas ou religiosos notórios que, quando se negavam a seguir suas indicaçons, recebiam umha ameaça de morte.

Contam as lendas (trazidas a Europa por Marco Polo) que seus soldados estavam baixo os efeitos do haxixe quando cometiam estes seus esquisitos assassinatos. Quando O Velho da Montanha ordenava umha ejecuçom a um seu ḥaššāšīn, este partia tam só com um seu punhal e mais umha saca de haxixe para a viagem. Eram guerreiros sigilosos, minuciosos e pacientes de tal magnitude que nom era raro que se passaram vários anos até que cumpriam sua missom. Como os milhores depredadores animais achegavam-se a modinho sua vítima, estudiavam seu comportamento e até convertiam-se em seus servos para poder sacar-lhes informaçom vital denantes mata-los.

Outras lendas de mais ao norte do mundo, falam de que as “tropas de choque” das cortes reais e da nobreza vikinga, os Berserkers, adoradores de Ódin, comiam setas alucinógenas e em estado de transe infundiam medo entre quem se cruzavam com eles. Eram quem de fazer coisas que os humanos normais nom podiam e cónta-se que atacavam feitos umha fúria que começava com calafrios, rechinar de dentes e umha cor púrpura nos seus rostros e culminava com umha grande raiva incontrolábel que acompanhavam de grunhidos e ouveios denantes de se lançar á batalha, ferindo, mutilando e matando indiscriminadamente todo quanto estava ao seu passo.

Segundo contam as lendas, eram indestrutíveis e nenhuma arma podia sacar-lhe do transe. O historiador e poeta islandés Snorri Sturluson (1179-1241) conta que “atacavam sem armadura, eram tam tolos como cans ou lobos, mordiam seus escudos e eram fortes como ursos ou bois selvagens, matavam gente dum golpe, e nom lhes podia vencer nem o lume nem o ferro”.

Mais recém, o historiador polaco Lukasz Kamienski, autor do livro “Shooting Up: A History of Drugs in Warfare” (Disparando: A História das drogas nas guerras), descreve como os militares dos EUA dobraram sua velocidade com esteróides e analgésicos para “ajudá-los a lidar com o combate prolongado” durante a Guerra do Vietnám e demonstra que desde que existem as guerras, homes e mulheres valérom-se de distintas drogas para potenciar suas capacidades de combate. Guerreros incas mascando folhas de coca, soldados da Guerra de Secessom dos USA, aditos á morfina, ou a Wehrmacht hitleriana, que iam bem postos de speed.

Em todas as guerras usarom-se e usam-se drogas para converter aos soldados em máquinas de matar. Kamienski opina que “as provas antropológicas demonstram que humanos nom somos de naturaleza bélica e engade que “é moi difícil cruzar essa linha que nos impide matar a outras pessoas. A questom é converter um civil num soldado que seja quem de assassinar sem sofrer consequências psicológicas notáveis”.

Dito tudo isto e depois de visionar ontem as imagens da brutalidade policial contra pacíficas participantes do referendum catalám, entra-me a dúvida de saber que tipo de droga “meterom-lhe no cola-cao” a picolos e maderos. É quanto podo dizer tras ver como enraivados tratavam de superar como fosse um valo metálico e caiam cabeça abaixo:

ou como vários lançavam ao ar a manifestantes qual Asterix fai cos legionários romanos tras tomar um grolo da poçom mágica (sém dúvida umha outra droga): Claro está que receberom ordens de atuar com sanha e sem piedade contra pacíficas votantes que nom davam creto a tamanhas expressons de violência policial. Houvo quem declarou que o que mais medo lhe dera das polícias foram suas miradas. Além e dado que muitas das vítimas portavam seus telemóveis (todas queriam levar-se a foto do momento da sua votaçom) as imagens de tais atos violentos de alienados uniformados carregando sem miramentos contra anciás e minores, iam sendo recolhidas e espalhadas ao momento polas redes telemáticas com o que a maioria das participantes em tam singular plebiscito já tinham o medo metido no corpo mesmo denantes de ver assomar-se a um lindo gatito. Em poucos lugares a gente respostou com valentia a tamanhas demonstraçons de violência policial e nesses contados casos que lhes figerom fugir, provocou-lhes um efeito tolémia nos fugidos que disparavam encolerizados balas de borracha aos corpos das manifestantes.

Nada de particular tem esta atuaçom das forças repressoras espanholas para quem, coma mim, já sofreu nas suas carnes esses arrebatos em várias ocasions ao longo da minha vida. Se bem merece um trato peculiar que, em troques do que vem sendo habitual, os objetivos a bater nom fumos anarquistas nem outras esquerdistas antisistema susceptíveis de ser tratadas como terroristas a olhos do povo democrático e bempensante; senom que, na sua maioria, foi esse povo -que aplaude como bobo um sistema que amplia as diferências económicas e que ámpara e vê bem a existência desses corpos repressivos como reguladores das nossas vidas- quem sofreu desta volta os golpes e a violência policial polo simples feito de ir depositar umha papeleta numha urna eleitoral. Nom davam creto!! Igual a partir de agora quando o objetivo da repressom voltemos a ser as de sempre, poida que algumha demócrata que já sofreu nas suas próprias carnes tal brutalidade policial nom diga tam á ligera: Algo fariam!!; Mas acho que nom vai cair tal breva. A culpa foi toda da Espanha; em troques, nossa polícia, nossos mossos e mossas, molam maço.

Já como remate gostaria de saber porque ontem nom lhe deram sua raçom de droga aos Mossos, com o que gostam nesta polícia de malhar na gente de jeito indiscriminado!! De feito desde que existem como tai (antes eram polícias nacionais espanhois na Catalunya) acumulam numerosas sentências condenatórias por torturas, lesons graves, detençons ilegais, violaçons de domicílios, contra a integridade moral e maus tratos, além de várias mortes por violência; casos denunciados polo Conselho de Europa, organismo que tacha de “lamentável” que tra-las suas vissitas ás comissarias dos Mossos, índa segam recibindo “constantes denúncias de maus tratos ás detidas”. Ontem passaram á história como valedores do povo, mesmo como humanos que som quem de chorar na defessa dos seus.

Agora já está todo o peixe vendido e cada um dos agentes implicados já está a contar a feira tal qual foi-lhe ne-la.

A mim surpreendeu-me essa dualidade policial, na que as forças espanholas ficaram como más, malíssimas e as catalás como santinhos do ceu independetista. A resposta a esta minha dúvida poida que esteja soprando no vento como canta Bob Dylan ou mais bem no refraneiro popular que di que ninguém “morde a mão que lhe dá de comer” (segundo contam nos “mentideiros”, os Mossos cobram 700€ mais ao mês do que as polícias do Estado).

A resposta á minha interrogante do cabeçalho haverá que seguir esperando a que, ao igual que fam com as desportistas competitivas, a polícia tenha que passar seu controis antidoping prévio, se bem alguém di que alguém viu o iate de Marcial Dorado atracado no porto junto ao barco do Piolín; ou igual fum eu que o sonhei depois de fumar-me minha dose de haxixe.


(*) A última imagem é recolhido do jornal francês “Le Soir” autoria de Pierre Kroll. A traduçom do que di é a seguinte: Um Domingo na Catalunya” – Denantes eu nom estava certo de se era independentista. Agora já sim

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2 ideias sobre “Que drogas lhes derom?? Ao respeito da violência policial ontem em Catalunya

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