Sim!! Eu teria votado si a Independência!!

“Todo lo que me gusta es ilegal, es inmoral o engorda…” Pata Negra

Índa que me considere anarquista e esteja em consonância com o sentimento de ser cidadá do mundo e posicionar-me em contra das fronteiras; nom posso deixar de sentir apego polo meu povo, pola minha língua e minha cultura, pola maneira que temos as galegas de tomar-nos a vida com retranca e porque cada vez que saio mais lá do Padornelo sinto que deixei atrás a minha terra, na que nom nascim pero na que moro desde que contava com 2 meses de idade.

Tamém quero aclarar que tampouco som quem de dar valor nem a governinhos autonómicos nem a parlamentos europeios nem mesmo as assembleias da ONU, e acho que odeio por igual e coa mesma força todos os corpos repressivos, sejam policiais, militares ou híbridos e tanto me tem o trapo que luzam nos seus uniformes, e que beixam com paixom jurando-lhe amor eterno.

Nunca deleguei em ninguém minha maneira de viver e suportar o Capitalismo e suas injustas leis e polo tanto a ninguém otorguei o direito a falar na minha representaçom e muito menos a quem nunca foi eleito para cargo algum e pese a elo arroga-se para faze-lo de nom sei que direito real sucessório com tingues misógenos. Mesmo preciso aclarar, por se alguém ainda o duvida, que advogo e fago apologia da abstençom ativa em todas quantas eleiçons de representontos e representontas a parlamentos e parlamentinhos tenho vivido desde que assumim que todos meus ideiais de vida convergiam no anarquismo e que eu nom era tam bicho raro como cria, ou sim.

Dito tudo isto hei reconhecer que na minha vida tenho cometido vários atos de participaçom eleitoral. Som culpável de ingenuidade em case todos eles pero nom me arrependo de tais feitos.

O meu primeiro delito cometim-no quando o referendum da OTAN depois de meses de participar e formar parte da cordinadora Anti-OTAN e tra-la derrota fiquei coa sensaçom de que o Poder tem as maõs moi longas e o Povo é moi doado de convencer a base de mentiras e de medos e de campanhas orquestradas nos médios. “Hombre blanco hablar com lengua de serpiente” que dizia Javier Krahe na sua cançom “Cuervo Ingenuo” referíndo-se a Felipe González quando prometeu que se ganhava as eleiçons ia quitar-nos da OTAN e depois quando ganhou enganou seu povo com um refrendum tramposo no que pediu permancer baixo 3 condiçonamentos que nunca se cumpririam. Depois viria o dos GAL e o “Hombre Blanco” passou a ser “Mr X”  No meu seguinte delito fum se cabe mais ingênuo que o corvo, pois cometim-no por partida tripla na mesma jornada. Foi no 10 de junho do ano 1987, data na que figeram coincidir as eleiçons municipais coas primeiras ao parlamento europeio e além coas autonómicas de diferentes lugares. Eu por circunstâncias familiares tinha residência na ilha canária de La Palma, ainda que morava em Compostela agás em feiras. Eram momentos de muita tensom em Euskadi depois de que “Mr X” criara os GAL, o que se deu em chamar a guerra suja e foi a razom que me impulsou a dirigir-me a umha oficina de correios para solicitar meus votos e dar-lhe meu respaldo á candidatura de HB; só por foder ao partido do maior traidor da história desta pseudodemocracia liberal capitalista; e nom fum o único, dado que dos 360.952 votos que recebeu HB, 110.000 foram logrados fora de País Basco e permitira-lhes conseguir um eurodiputado. O meu fora um voto de castigo ao Poder e já de passo pois tamém votei a representantes do concelho e autonómico canário; se bem neste caso valeram tanto meus votos como se os tivera tirado ao lijo.

O meu último delito, do que nom me arrependirei jamais, foi quando a campanha “Hai que Botalos” da que participei como membro da rádio Kalimera junto á gente da farándula envolvida na “Burla Negra” naquela campanha de “estimulaçom ao boto”. A minha única motivaçom ou estímulo fora colabourar em botar fora da presidência da Galiza á figura mais detestável da transaçom espanhola (que nom transiçom) e que me fazia sentir vergonha alheia cada vez que saia do Padornelo. Nom crio que necessite escrever seu nome. Longe do meu ánimo estava confiar na plataforma eleitoral á que lhe otorguei meu voto e por isso tampouco sentim-me defraudado depois dado que já nom esperava nada deles e delas.

Sempre entendim o voto como expressom de castigo a quem tem o poder de legislar e assinar leis como a da “patada na porta” (o lei Corcuera do PSOE) ou a sua filha heavy a “lei mordaça” (coisa do PP) e nom espero que ninguém me represente nem que “novos governantes” vaiam mudar o mal que outros figeram. Como ejemplo o rápido que no BNG esqueceram suas críticas ao “Mausoléu” e a celeridade com a que aposentarom suas cadeiras ao mando de tal engendro durante o bipartito galego.

É por isso que, sem ter pisado nunca terras catalás, eu teria votado no referendum da independência por um SIM rotundo. Ademais isso de que fosse considerado ilegal polos fascistas do PP, PSOE e C’s é um argumento válido mesmo para a mais abstencionista das pessoas e se, para rematar de perfilar o assunto, dias depois sae quem nunca foi eleito por ninguém a falar de que se quebrantaram os princípios democráticos; pois que podo dizer, que eu estaria nas ruas defendendo minha gente da violência desatada por esses energúmenos e suas forças da ordem.

A fim de contas neste mundo no que o Capital é o único que nom tem que cruzar fronteiras e na que muitas pessoas seguem tendo impedimentos para cruza-las e mesmo som sinaladas como possiveis terroristas mentras morrem no intento, o feito de que Catalunya seja independente nom vai suponher mais que um traço mais groso á hora de desenhar os límites num mapa.

Se o povo galego algum dia sae ás ruas a exiger sua autodeterminaçom como povo diferenciado do resto do estado e com o mesmo entusiasmo que sairam as catalás para despojar-se do tardofranquismo que nos governa; eu estarei lá seu carom como parte dele, como umha mais, e mesmo iria votar e nom me arrependeria, pois pese a que sei que pouco ia mudar na minha vida cotiá, seria um alívio deixar atrás essa españaunaynocincuentayuna da que tanto nojo sinto.

 

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