(Atualizaçom) 4 pessoas mortas na vaga de lumes e nosso inoperante Governinho galego á busca de culpáveis alheios

Antontem tivem vissita dumha boa amiga; entre das nossas distendidas conversas saiu o tema da perigosa vaga de lumes que tinhamos enriba nossa quando ela contou-me que, motivada por outra razom que nom vêm ao caso, estivera olhando na web da RTVG os informativos da semana e constastara que apenas falaram dos incêndios que já estavam arrasando Galiza e que adicavam muitos mais minutos, já nom só a falar do monotema Catalunya, senom para dar conta de paparolas, festas e festinhas e do “bo clima” do que desfrutamos nesse estranho vrão outonal que estivemos a viver. Isso foi o sábado, quando ainda nom morrera ninguém.

Ontem domingo, chamado pola curiosidade, acendim o televisor para assistir ao noticiário do mediodia da RTVG. As lapas dos diferentes lumes já eram de tal calibre e quantidade que, á contra do que me contara minha amiga, o telejornal começou com a notícia dum Domingo complicado na loita contra o lume. Isso sim, na sua tónica normal de desinformar e buscar culpáveis alheios aos nossos governantes e sua nefasta política forestal e anti-lumes; seguem na teima de considerar esses lumes como claramente intencionados, mesmo culpam a brigadistas, num momento no que há altas temperaturas e os fortes ventos dificultam o traballhos dos médios de extinçom. Isso sim nada dim, nem na Junta nem na RTVG, de que Médio Rural desactivara a finais de setembro o dispositivo de reforço dos serviços contra incêndios e isso pese a que já era evidente de que a falha de chuva e as altas temperaturas que se estavam dando no começo do outono nom só é que poideram causar grandes lumes, senom que muitos nom deixaram de estar ativos.

De tal jeito umhas 500 brigadistas especializadas no combate de lumes deixaram de estar operativas o dia 12 de outubro quando a empresa pública Seaga nom lhes renovou seu contrato e tampouco o figeram o persoal de terra de Tragsa, nem o dos concelhos. Tampouco nada contaram na RTVG, e o mesminho de que, ao dia seguinte de ser despedidas, muitas dessas brigadistas competentes e conscientes da gravidade da situaçom climática, organizaram um seu protesto em Compostela para denunciar que se prescindira delas «pese que está a arder medio país» e na que um seu delegado já advertia premonitório que “se agora mesmo começa a rolar o aire pode haver um caso moi grave de vaga de lumes” e denunciava que esse mesmo dia 12 no que foram despedidas, houvera bastantes pessoas afetadas por inalaçom de fume e até ardera um coche dumha brigada da Junta. Além o presidente do comité de Pontevedra engadiu que ás oito horas do dia 13 nom havia nenhuma brigada disponível e que “iniciou-se um lume ás cinco da madrugada e havia só um agente e umha motobomba para atender um lume em Baiona e outro em Salceda”: Entanto a realidade deixa ver a incompetência do governinho do PP; na Junta buscam botar de riba suas responsabilidades e para elo volvem lançar sua campanha orquestrada na RTVG focalizada em culpabilizar a brigadistas interesados dos lumes intencionados.

Seguirám a obviar o que já denunciaram especialistas no combate do lume ao respeito destes novos incêndios causados nas plantaçons de árvores pirófitas e alinheadas e coa mesma altura que provocam autênticas tormentas de lume.

Hoje nos noticiários da manhá algum paisano falava de que viam-se bolas de lume voando que quando aterravam originavam um novo foco. Isso é o que acontece quando umha pinha arde (ao estar comprimida converte-se numha granada que sae disparada ardendo a vários metros de distância) ou quando fai-no a cortiça do eucaplito (que tamém sae disparada a grande velocidade em quanto se desprende). Demonstraçom que abonda para desmentir que todo lume que tenha mais de um foco é intencionado; dado que basta que arda só um pino e que 4 pinhas saiam disparadas em diferentes direçons para ter 5 focos iniciais em poucos segundos. Já falei disto noutras entradas do meu blogue e nom vou repetir-me.

Notanto nom deixa de ser sintomático que no mesmo dia no que 500 brigadistas especializadas no combate de lumes deixaram de estar operativas, nosso presidentinho da Junta, Feijóo declarava falando de lumes possíveis em diante que (sic) “en la zona atlántica el riesgo ha bajado de forma evidente” e que “el riesgo es máximo” pero só no intérior da província de Ourense, para justificar que os esforços anti-lume se concentravam só lá. Nom sei que opinaram disto as amizades, familiares e vizinhas das duas mulheres mortas na paróquia nigranesa de Chandebrito e do home que morreu na paróquia viguesa de S. Andrés de Comesanha. Isso sim o presidentinho já se fai eco da propaganda orquestrada para “tirar balons fora” e sinala que há umha atividade incendiária com intencionalidade na que (sic) “están bordeando el homicidio”; e nom, nom se está a referir á nefasta política anti-lumes da Junta que preside, nem ao despido de 500 brigadistas quando mais falha faziam.

Tamém é curioso que a RTVG nom comentara nada da vaga de lumes nessa data sinalada no que se comemora o início do assassinato de milhons de seres humanos por parte dos colonialistas espanhois e começara seus informativos igual que o resto de televisons com a notícia da caida dos ceus e sem causa aparente dum caça Eurofighter Thypoon, nascido para matar, o 4º que cae sem entrar nunca em combate desde que foram comprados polo ejército do aire espanhol. Um aviom valorado em 118 milhons de € que vêm a ser umha quantidade semelhante á que Medio Rural adica a combater os lumes cada ano. Claro que nesse dia, mesmo o presidente de todas as espanhas e sua ministra do ramo militarista, interrumperam sua festinha da Hispanidade para ir chorar a morte do piloto do caça militar. As 4 pessoas mortas nos lumes desta vaga nom merecerom tanta honra.

Já para rematar quiger fazer umha reflexom ao respeito da pessoa que morreu em Carbalheda de Ávia (Ourense) quando tratava de extinguir as lapas que cercavam suas propriedades, segundo decalaraçons das suas vizinhas morreu quando quiger salvar do lume seus animais de granja. Nom sei se essas animalistas que se botam ao pescoço de qualquer gandeiro acusándo-lhe de maltrato polas suas práticas ancestrais e por criar animais para comer, terám algo que dizer diante da morte deste herói. Suponho que calarám.

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