As Teles públicas, armas dos governos. Tese ou Evidência?

«Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade» Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista

A manipulaçom informativa nos médios públicos (que pagamos entre todas) ao respeito dos últimos sucessos na Catalunya e na Galiza venhem confirmar o que já sabia qualquer pessoa crítica e nom alinhada co sistema capitalista que domina o mundo. Se bem o anúncio de que o intrigante artigo 155 da Consti vai sinificar a toma e posse do governo espanhol dos estudos e canais da TVC engade um novo mátiz em quanto arma de assimilaçom e propaganda.

mesa-edicion A evidência na manipulaçom, da censura ou do silêncio informativo levou, de novo, a que a situaçom fosse denunciada mesmo polas suas próprias trabalhadoras, assim com motivo da (nom)cobertura do 1-O, jornalistas da RTVE figerom um plante diante da mesa de redaçom dos informativos em Torrespaña e umha concentraçom de protesto em S Cugat, além seu Conselho de Informativos publicou uma nota na que pede “a dimissom imediata de toda a Direçom”; do mesmo modo trabalhadoras da RTVG, declararam que chegaram a sentir vergonha e pedirom desculpas polo tratamento informativo da sua «Casa» e acusam á Direçom de manipulaçom; tamém estiverom presentes nas cabeçeiras dos protestos das ruas do dia 16 tras uma faixa, assinada polo seu Comité Intercentros, pedindo a dimissom de Sánchez Izquierdo, o seu direitista diretor.

sanchez_izquierdo_dimision Até agora de quanto conto «nada novo baixo o Sol» para qualquer pessoa com memôria que estivera na Galiza quando o Prestige e lembre o tratamento informativo da RTGV, que baixo meu parescer foi ingredente básico na resposta cidadá e a consigna de «Televissom, Manipulaçom» fora uma constante em todos os protestos e como verba da nossa gíria volveu ser coreada em todas as cidades e vilas nas que o povo saiu denunciar a política do governinho defronte os lumes.

Mas a ameaça da aplicaçom do 155, no que respeita á toma do poder das telecomunicaçons, e Comunicaçons electrónicas e audiovissuais públicas, o Acordo do Conselho de Ministros extraordinário de hoje, di que: (sic) «garantizará la transmisión de una información veraz, objetiva y equilibrada, respetuosa con el pluralismo político, social y cultural, y también con el equilibrio territorial; así como el conocimiento y respeto de los valores y principios contenidos en la Constitución española y el Estatuto de Autonomía de Cataluña»; além na rolda de imprensa, Rajoy respostou jornalista de TV3 que:(sic) «en los medios públicos de comunicación, las funciones que antes tenía la Generalitat ahora las tienen los nuevos gestores». O que traduzido á linguagem de combate quer dizer que «es va tancar la diversió independentista» e as independentistas catalás já poderám berrar sem pudor: «TV1, TV3, a mesma merda é!».

calimero Porque se algo tem de singular esta situaçom é o feito de que, boa parte do povo catalá, está a manifestar nas ruas sentir TV3 como sua própria televisom!! Ao igual que sucedeu cos Mossos d’Esquadra (*), semelha que o sentir independentista vai parelhado de jeito invitável duma enfermidade ou mal que tem visos de pandemia com efeitos preocupantes de amnésia coletiva. Nom sei se será tema de interés para Iker Jiménez, mas ao meu entender a situaçom assemelha-se a casos de sugestom hipnótica ou abduçom ovniologa múltiple. Porque se bem reconheço que tenhem bos programas como Polònia, Crackóvia ou Calimero, tenhem outros que poderiam soster minha tese: «Quan arribin els marcians» e avisso que, como qualquer televisom pública autoanémica, tem anúncios enganosos chamando ao consumo ou publicidade de entidades financieiras com muito ánimo de lucro que me lembram ás denúncias de censura da televisom catalá respeito dos casos de corrupçom de líderes catalanistas agora filiados do PDeCAT, membros da burguesia catalá e curiosos companheiros de filas de Ciudadanos (C’s) no Grupo dos Liberais europeios (ALDE) no Parlamento Europeio e sócios do 1º governo de Aznar em 1996 tras assinar CiU e PP o chamado «Pacte del Majestic»  segundo o qual, o partido que na altura regia Pujol, apoiava a investidura de Aznar em troque de milhoras na autonomia catalana e do apoio do PP a CiU no governo da Catalunya. E nom era a primeira vez que CDC e UDC, juntas ou por separado, davam alento aos governos centralistas espanholistas, á contra desde a morte de Franco, apoiaram Adolfo Suárez e ao Leopoldo Calvo Sotelo «o breve» e depois em 1993, quando mais o precisava, mantivo ao PSOE de Mr X no poder.

Em fim, nom sei se enviar-lhe este texto ao Iker.
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(*) Como já contei dos Mossos no meu artigo «Que drogas lhes derom?? Ao respeito da violência policial ontem em Catalunya» : «de feito desde que existem como taia (antes eram polícias nacionais espanhois na Catalunya) acumulam numerosas sentências condenatórias por torturas, lesons graves, detençons ilegais, violaçons de domicílios, contra a integridade moral e maus tratos, além de várias mortes por violência; casos denunciados polo Conselho de Europa, organismo que tacha de “lamentável” que tra-las suas vissitas ás comissarias dos Mossos, índa segam recibindo “constantes denúncias de maus tratos ás detidas”. Ontem passaram á história como valedores do povo, mesmo como humanos que som quem de chorar na defessa dos seus» .

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