Onde estám os terroristas incendiários de Feijoo? A filha do único detido denúncia que seu pai foi torturado pola Garda Civil

“Pido ás galegas que ajudem meu pai e que nom se deixem enganar”

Com este cabeçalho intitulava ontem Galicia Confidencial o artigo assinado por Alberto Quian no que dá voz á Sara Martínez, filha de Miguel Ángel Martínez Novoa, até hoje único detido depois da última vaga de lumes que asolou Galiza queimando mais de 35.500 hectáreas.

Miguel foi membro fundador do Movemento Ecologista da Límia (MEL) nos primeiros anos 90 e nestes momentos, como trabalhador dos julgados de Vigo, tem assessorado em numerosas ocasions sobre a incipiente normativa ambiental; além é poeta comprometido coa defessa da natureza. Assim o testemunham umha vintena de grupos ecologistas que tirarom um seu Comunicado conjunto no que dim que nom acreditamos que Miguel seja um delinquente, e menos ainda um perigo potencial para ter que priva-lo de liberdade” e que “todo indica que estamos ante um episódio de lume nom intencionado e rematam io Comunicado sinalando que: “em todo caso, foi um incêndio que ele mesmo ajudou apagar e a limitar o seu alcance até ficar em testemunhal. E cómpre considerar que se trata dumha pessoa que pola sua vontade e iniciativa cívica acudiu por duas vezes ao quartel da Garda Civil. Agardamos que em justiza nom se convirta a Miguel num chivo expiatório desta catástrofe ecológica, para desviar a atençom criminalizando ao movemento ecologista e assim eximir das suas responsabilidades a quem tem as competências sobre as políticas forestais, agrárias e de gestom do território.

Se já de “per se” é fodido ver-se envolvido num assunto judicializado em comandita, polos governos e falsimédios, como demonstra este caso; muito mais fodido é ir declarar no quartel da Garda Civil de ter feito de forma imprudente umha queima na sua leira no concelho de Os Blancos que provocou um incêndio de só 1 hectárea e ser TORTURADO: Assim relata ao Confidencial sua filha Sara o vivido polo seu pai: “contou-nos sua experiência, sim, e deu-nos a entender que o tratarom bastante mal. Nós estamos indignadas co trato que tivo a Garda Civil com ele que, sem explicaçons nem ordem de detençom, foi apresado e derrubado ao cham, retorcéndo-lhe seus braços; logo seria levado a um centro hospitalário para ser atendido durante seis horas e passou vários dias incomunicado em prisom”. Além Manuel García, un amigo seu, conta para Praza:  “No luns, recibiu umha citaçom para que se apresenta-se no mércores ás oito e meia no quartel da Garda Civil de Vigo. Assim fixo e ali foi detido por quatro gardas civís. Miguel, que trabalha no julgado, sabe que para deter umha pessoa há que ter uma ordem judicial, pola que perguntou. Ato seguido os quatro agentes lançárom-nse sobre el, reducírom-no, retorcérom-lhe os braços, tirárom-no ao cham e algemarom-no. Tiverom mesmo que leva-lo ao hospital, onde estivo seis horas ingresado”, e sublinha que “ele foi voluntariamente á Garda Civil e nom o podem tratar assim”. Manuel tamém relata suas impresons do passo de Miguel polo julgado: “Ao dia seguinte levárom-no ao julgado de Xinzo. O seu advogado di que nunca viu cousa igual: tivérom-no menos de dez minutos, nom lhe deixarom nem explicar-se, o fiscal berrando contra el coma se fosse um terrorista, e de imediato ditarom prisom incondicional, sem fiança e comunicada, que ao final, na prática, foi incomunicada. Estivo quatro dias incomunicado. Quérem-no fazer passar por terrorista“.

Sara tamém queixa-se do tratamento nos falsimédios “é moi duro ver como a imprensa, alguns médios, estám tratando a meu pai. Estamos moi indignados co trato que lhe estám dando alguns médios. Lim cada cousa sobre meu pai nalguns jornais que… Estou fatal” e das suas impresons de como está alevar seu pai o assunto da conta delo ao jornalista Marcos Pérez Pena no Praza: meu pai está moi mal, derrotado, moi triste. Chorou moito estes dias. E dá-lhe moita vergonha o que passou, porque sabe que por um erro seu, por umha imprudência, queimou-se sua leira e el está ai detido”.

E Sara e Manuel tenhem moi claro o que se joga aqui a Junta de Feijoo, que depois de lançar nos falsimédios sua teoria conspirativa de que som terroristas organizados quem prendem lume na Galiza e tras nom ter nada que demonstre tal teoria, querem fazer de Miguel um cabeça de turco. Assim denúncia Sara: “meu pai é um cabeça de turco puro e duro. Nom é normal que se ponha toda a atençom sobre meu pai por esta nimiedade quando arderom mais de 35.500 hectáreas e nom há responsáveis dos incêndios que de verdade queimarom Galizae denúncia que “ninguém da Junta pujo-se em contato com nós. Nom fam nada. Mesmo a investigaçom estamos a faze-la nós, porque eles, Governo, Justiza e Polícia, nom moverom um dedo. O mais doado é buscar um cabeça de turco. Isto é um linchamento público; paresce como um complot.

Ao mesmo tempo é de sublinhar que numha rolda de imprensa conjunta celebrada este venres passado em Compostela, bombeiros, brigadistas e agentes forestais que trabalharom na recém vaga incêndios, denunciam umha “total improvisaçom” por parte da Junta e umha “completa falha de cordinaçom” e acusam á Junta de inflar o número de pessoas que participaram nas tarefas de extinçom: “Nom houvo 5.000 como digeram; como muito éramos 500”. Tamém denunciam a “falha de estrutura e de homogenizaçom dos serviços públicos”, a sua profissionalizaçom total e políticas de prevençom claras e concretas e avissam: “Se a Junta nom o fai, pois tentaremos faze-lo nós”

E para rematar súmo-me á petiçom de Sara: “eu pido sobre todo ao povo galego, ao povo da nossa terra, que nos ajude, que ajude meu pai, que nom se deixe enganar e que luite pola nossa natureza, que é o que fixo sempre meu pai; os ecologistas luitamos sempre pola nossa natureza, por isso pido ás galegas que luitem para que se faga justiza, nom só co meu pai, senom com todo este problema dos incêndios, e que busquem aos verdadeiros culpáveis. Há que por-se em pé; o povo unido pode fazer muitas coisas”.

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