Arquivo mensal: novembro 2017

De taxis, farmácias, estancos, lotarias e outras remoras do franquismo

In illo tempore da transaçom da ditadura franquista á “monarquia parlamentária a la española” houvo uns quantos detalhes nada nímios que permitirom que se prolongaram sine qua nom, certos privilégios concedidos durante o Franquismo a pessoas fieis aos mandados dos golpistas; quando nom a viuvas de guerra e outras familiares desses golpistas. Falo das concessons personais hereditárias de licências para exercer baixo monópolio certas atividades como as farmácias, estancos, loterias e tamém taxis.

Estes monopólios privativos protegidos polo Estado som invento antigo: os grémios medievais ou mesmo a “Compañía de Indias Orientales” som bos exemplos, mesmo os ferrocarris de case toda Europa foram construidos a base de concesions ao milhor postor. Mas no caso que nos ocupa nom primarom as subastas senom simples concessons digitais (a dedo) para pessoas fieis ao Ditador e com uma duraçom ilimitada pois é prolongada á sua descendência in omnem vitam (para toda a vida).
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“Happiness” a nova cortametragem animada de Steve Cutts que fai furor na rede

Em maio passado dava pulo nesta minha bitácora á genialidade de Steve Cutts, ilustrador e animador inglês e sua obra “Man”, entrada que intitulei “Escravos da Tecnologia” e que adicava em especial a aquelas pessoas que, abducidas pola tecnologia, nom vêm mais lá dos dois palmos de distância que separa seu olhos do seu telemóvil.

Agora colo acá sua nova obra “Happiness” que, publicado nos canais de vídeo na rede há 5 dias, já supera com creces mais de 1 milhom de vissualizaçons:


Um filme que, em algo mais de 4 minutos, sumariza habilmente os males da nossa sociedade de consumo e do trabalho assalariado: Uma cortametragem encarnada na história da busca implacável dum roedor (humanizado) da sua suposta felicidade e plenitude. Um filme que deveria dar para pensar.
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Ana Botella estragou dinheiros públicos para nada. Se nos roubam que seja para algo!!

Ontem dou-se nos mass média a nova de que a trama da Púnica tamém afeta a Ana Botella, a ex-alcaidesa de Madrid que ninguém escolheu (foi eleita dentre as conselheiras da capital das españas depois de ser nomeado seu titular, Gallardón, Ministro de Justiça).
Seica Ana e seu home, Jose María, a sazom e na altura expresidente das Españas todas, preocupadíssimas pola má imagem de Ana que se estava a refletir, dia sim dia tamém, nas redes sociais com muitas risas e chanças a quantas iniciativas tomava como alcaidesa, reuniram-se em agosto de 2013 em Marbella com o empresário Alejandro de Pedro Llorca (*), um dos principais imputados do caso Púnica, para tratar de ver como milhorar sua penosa imagem na Internet mediante a difusom de notícias favoráveis á alcaidesa a través da sua rede de médios digitais (ou seja manipulando, tergiversando e mentindo). E isso segundo conta a Garda Civil, que nom me estou eu a inventar nada, pois foi a Unidade Central Operativa (UCO) deste corpo armado quem entregou em 2 de novembre ao juiz da A.N. Manuel García-Castellón um seu informe sobre os trabalhos realizados entre 2013 e 2014 polas empresas de Alejandro de Pedro para milhorar a deteriorada imagem política de Ana Botella.
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Já está disponível na rede o Disco debute de NORTEMPO

Tal como anunciaram há dias -ver acá nesta entrada desta minha bitácora a notícia que colaborei a espalhar- desde o passado venres 24 de novembro já está disponível o trabalho debute de NORTEMPO (equipa formada por Jandro Pérez “Black Dahlia”, Adrián Barros “Naipe” e Kike Porto “Kazike” a cargo das Líricas e Oscar “Selektah” nas Instrumentais).
Vos colo acá este vídeo com a 1ª das 3 cançons produzidas por Vúmetro Récords que venham ser a Carta de Apresentaçom deste Grupo de artistas da contorna de Compostela que todos juntos sumam um feixe de anos no mundo do Hip Hop e da criaçom e atuaçom musical com o Rap como bandeira, e que adianta parte do que será o seu primeiro LP, previsto para o próximo ano 2018. Mentras aguardamos expetantes, desde Nortempo convídam-nos a escutar este trabalho que fica disponível á venda em distintas plataformas ás que teredes acesso a través desta ligaçom: https://lnk.to/nortempoEM Continuar lendo

Sábado 2 – Jornada Solidária frente á Repressom Policial no CS A Gentalha do Pichel

Colo o cartaz desta Jornada na que os quartos recaudados irám para sufragar os gastos da defessa das pessoas encausadas a raiz da frustrada okupaçom do antigo colégio Peleteiro e mais para o pago das multas impostas por se manifestar nesse dia e por receber dos impositores da lei, uniformados ou de camuflagem, umas boas doses da sua “democracia a la española”. Será este vindouro sábado, em sessons de manhã, tarde e noite, e como colofom das Jornadas Antirrepressivas organizadas desde os Centros Sociais de Compostela e que estám a ter lugar desde o 21 de novembro nesta cidade (podedes consultar acá as atividades programadas).
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Rafael Nahuel, “peñi” mapuche de 22 anos, assassinado pola polícia argentina

Todas as notícias que nos chegam estes dias da Argentina polos medios oficiais e oficiosos do Gram Capital, falam em exclusiva dos 44 militares profissionais que morrerom no fundo do mar a consequência dum acidente do seu submarino. Uma morte trágica com muito morbo de 44 pessoas branquinhas de cara e de profissom pro-sistémica, herdeiras daqueles que assassinavam anarquistas e outras disidentes no casino de oficiais da “Escuela de Mecánica de la Armada (ESMA)” que funcionara durante a última ditadura cívico militar (1976-1983) como centro clandestino de detençom, tortura e extermínio de arredor de 5 mil pessoas. E digo herdeiras porque a transaçom da ditadura á democracia foi um plágio da espanhola a efeitos de nom ter feito nos estamentos políticos, militares e judiciais, nenhuma limpeza de elementos fascistas das suas filas.
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“La Manada” somos nós…

Colo e traduzo (com permiso) do blogue Estrabismo Ilustrado:


O caso da violaçom múltiple de S Fermines tem-me perturbado. Sinto angústia, moita tristura, ráiva e confusom. Nom fum quem de “repostear” as fotos dos cinco violadores. Nom sei moi bem porque. Crio que nom queria ter essa barbárie tam perto, ponher-lhe cara, pensar que pode ser real. Coma se quiger negar o mau ou afasta-lo e pensar que nom forma parte de mim e que é menos real. Passarom uns dias e crio que me dá medo pensar no que poida haver de mim nas caras desses moços. Dá-me vertigem.

Este caso é tam simbólico porque eram um grupo de 5 rapaces novos. Quando é um só o violador, inconscentemente é mais fácil de abstraer-nos e pensar nele como um perturbado, como algo que está fóra do normal, algo que está longe e nom forma parte da nossa realidade. Pero com “La Manada” é mais dificil abstraer-se e pensar que é algo que nom nos toca de perto. Porque som cinco moços novos, aparentemente normais e sans (filhos sans do patriarcado). Este caso demóstra-nos que isto é um problema coletivo nom pontual.
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Black Friday e Açom de Graças. A falsificaçom da história

O “Black Friday”, espanholizado como “Viernes Negro”, é uma costume consumista nos EEUU que vêm de quando, no dia depois do de “Açom de Grácias”, havia rebaixa de preços nos mercados de escravas para que os branquinhos europeios afrontaram a tempada de inverno. Esta história que está a correr como certa polas redes nom é tal; de feito costa imaginar-se a um escravista fazendo rebaixas num dia especial dos séculos obscuros da dominaçom europeia do território amerciano, de quando, uma vez dizimados os povos originários, traziram de África milheiros e milheiros de pessoas escravizadas, as que faziam cruzar o Atlántico encirradas com grilhetes nas bodegas dos barcos.

                                                   O mito que ainda domina no dia de tal festa

Mas nom por nom ser certa nom deixa de ter uma referência com outro dia sinalado no norte de América que sim triunfa como uma das maiores mentiras da história da humanidade; porque nom é causal que o “Black Friday” se celebre justo no dia da ressaca do que os descendentes dos invasores europeios celebram como “Dia de Açom de Grácias”, que se celebra no quarto joves de novembro nos fogares dos EEUU e Canadá.
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De nazis, franquistas, ministros e alcaidesa…

Iñigo Pérez de Herrasti, um dos nazis da Blanquerna que nom entrará em prisom é cunhado do Ministro de Educaçom e portavoz do governo espanhol Íñigo Méndez de Vigo e curmão do exministro de Defesa Pedro Morenés Eulate.

Esta filiaçom entre Iñigo Pérez de Herrasti, velho conhecido ultra fascista e dirigente de Alianza Nacional, e ministros e exministros do PP nom é algo casual nem estranho; mesmo eu seria quem de atrever-me a dizer que, em todas as famílias de dirigentes do PP há alguém com laços moi afetivos com membros da ultradireita (como prova disso bastaria sinalar o muito que se querem a si mesmas essas dirigentes). Pese a isso é interesante lêr a crónica do jornal ElNacional.cat que pom este singular (ou mais bem plural) detalhe no olho do furacám do porqué a Sala 2ª do Tribunal Constitucional determinou que nom terám que entrar em prisom os 5 fascistas (eram mais pero só foram condenados Herrasti e 4 mais) tras ser sentenciados a 4 anos de prisom polo Tribunal Supremo polo assalto violento do Centro Cultural Blanquerna em 11 de setembro de 2013.
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100 anos depois da Contrarrevoluçom Bolchevique: Memória Histórica sobre a destruiçom das nossas luitas

Meu amigo e parceiro “tuga”, Pedro Morais, remitiu-me via e-mail este texto -que ele mesmo traduziu do inglês ao português a pedido de um amigo- editado no sítio da Crimethinc no Apartado Especial que figeram em seguimento da celebraçom dos 100 anos da Revoluçom Russa e como exercício de desmotagem do que realmente foi a intervençom bolchevique na Revoluçom. Se bem e tal como apontam no site Crimethinc, o texto apareceu em origem no moi recomendável site em catalám “Segadors al carrer” da Editorial Segadores (“pola difusom de armas teóricas contra o colonialismo, o patriarcado e o Estado”) fiel herdeira do site da distri anarquista Josep Gardenyes (“arquivo digital de fanzines, brochuras e panfletos que se podem descargar gratis e sem permiso”). O seguinte texto oferece uma detalhada cronología da repressom bolchevique contras das correntes revolucionárias na Rússia, denantes da que se deu em chamar como a Revoluçom de Outubro e do Tratado entre Stalin e Hitler. O Pedro di-me que “se puderem, publiquem em sítios que conheçam”, ao que dou feliz cumprimento nesta minha bitácora e coa mesma animo a espalhar, tanto em português, como em inglês ou catalám; porque -tal como apontam as compas da Editorial Segadores no colorário deste artigo- recuperar esta memória histórica é importante, antes de mais, para lembrar as mortas, para que estejam sempre connosco e para derrubar os tronos que os seus assassinos construíram em cima das suas sepulturas; para deixar de homenagear como heróis aqueles que traíram revoluções e atuaram como verdugos do povo oprimido.

(Avisso: O texto é longo e intenso como deve ser e aconselho para quem, coma mim, já temos a vista algo deteriorada pola idade ou por outros motivos e mesmo ás que nom gostam de lêr nos computadores textos que superem os carateres dum twitter, que o imprimam e o leam em pápel):
CEM ANOS DEPOIS DA CONTRARREVOLUÇÃO BOLCHEVIQUE
MEMÓRIA HISTÓRICA SOBRE A DESTRUIÇÃO DAS NOSSAS LUTAS

Este texto é somente um resumo, uma pequena recordação de um desastre histórico que ainda tem repercussões nas nossas lutas de hoje. Neste outubro de 2017, cem anos depois, cabe-nos a nós lembrar a apropriação bolchevique da Revolução Russa, que constituiu um desastre para a classe trabalhadora, um desastre para o povo russo e para todos os povos submetidos ao Império Russo, um desastre para os movimentos anticapitalistas à escala mundial, um desastre para quem procura liberdade, um desastre para a humanidade. Continuar lendo