Mais sobre o Juíço á moça Violada.

Estivem mergulando na rede e atopei um texto que colgou Pablo Alvarez Fernandez na sua página duma rede social e mais umas quantas opinions, assim como imagens e vídeos, que considerei interesantes de recopilar, juntar e colar numa só entrada desta minha bitácora:

Nom eram humanos, nom eram animais, os animais jamais fariam algo semelhante, eles eram monstros, depredadores sexuais capazes de todo para satisfazer sua luxria. Ela saía de festa, a divertir-se, eles saíam de caça, a destroçar vidas alheias, e seus caminhos se encontraram para nom se separar jamais, porque a impressom de uma violaçom permanece, é uma lâmina que rasga o alma dia a dia, mês a mês, ano a ano, nunca se apaga. E nom o fai porque numa sociedade tam machista como a nossa protége-se mais ao violador que à violada.

Semear a dúvida é a táctica que sempre utiliza o machismo, mas para que funcione, para que cale, fai falha uma sociedade receptiva e a nossa o é.

Enganaram-na, meteram-na num portal, rodearam-na, despiram-na, tamparam sua boca para que nom berrara, penetraram-na oral, vaginal e analmente entre os cinco, gravaram a violaçom com o propósito de difundi-la, roubaram-lhe seu móvel para que nom pudesse pedir auxílio de maneira imediata e foram-se a seguir caçando, mas nom é suficiente. Nom é abondo porque nesta Espanha medieval é a donzela a que deve demonstrar sua honra.

E este contexto é o que aproveitam os violadores para pôr o foco sobre a vítima, porque “eles nom tinham necessidade”, “eles eram gente guapa que tinha muito sucesso com as moças”, porque já sabemos que som as mulheres as que incitam, as que provocam, as que saciam sua luxúria, as que se excitam quando som violadas. Por isso o juiz nom admite como prova as mensagens de whatsapp de “La Manada” e, em troques, admite o relatório de um detective, contratado por um dos violadores, que tenta desacreditar à vítima indagando em suas redes sociais, rebuscando em sua vida privada. Mas o relatório nom contará que para ela já nom há volta atrás, nom contará o que significa sentir-se vexada, nom falará de seus pesadelos, nem de sua angústia, nem de seu medo, nem de seu silêncio. Isso nom importa. Agora a julgada é ela, mas isso nom importa.

E nom é só ela, som muitas mais as que tiverom que passar pola vergonha de ver-se assinaladas, pola impotência de ter que ver a uma parte da sociedade defendendo aos violadores. Uma sociedade que, basta com ir de compras ou pôr a TV, tem convertido às mulheres em seres criados para o uso e o desfrute de qualquer monstro que passe a seu lado. Uma sociedade que lhe ri as graças ao Sostres, ao Motos ou ao Bertín de turno. Uma sociedade que legitima e encobre aos violadores.

Nom podemos seguir assim, nom podemos olhar para outro lado, temos que fazer-lhes fronte com os recursos que tenhamos a mão. Temos que assinalar-lhes, eles sabem o que figeram e pedem privacidade, pedem que nom se difunda sua imagem para, quando a justiça o permita, que visto o visto pode ser em qualquer momento, poder seguir com suas vidas como se eles nom tiveram roto a vida duma moça de 18 anos, como se nada tivesse passado. E nom, nom imos permiti-lo.

Muitas vezes compartilhamos cadeias contra o cancro sabendo que é um gesto estéril, espero que desta vez fagamos uma cadeia com a imagem destes monstros, porque este é outro cancro que há que exterminar e difundir suas caras vai ajudar a faze-lo. COMPARTILHEM, COMPARTILHEM E COMPARTILHEM!!!

Além deste texto de Pablo que acabades de lêr, isto tamém está a passar no juízo de La Manada:

O Tribunal Supremo (STS 16/X/2002) deixou claro que a pessoa afectada, com independência do modo que vive sua sexualidade, conserva a autonomia de sua vontade em ordem a dispor livremente de seu corpo e da sexualidade que lhe é própria.

Nom entendo como o juiz nom admite como prova os wasap nos que falavam de levar ao San Fermín drogas várias que anulam a vontade e no entanto sim aceite o informe dum detective privado contratado por a família dum dos violadores que alega que ela tem feito sua vida normal e que nom tem sequelas.

Imaginar-vos que um terrorista tivesse contratado um detective para seguir um sobrevivente de seu atentado, e nom só isso, senom que o juiz o admitisse a trâmite que seguiu fazendo uma vida normalizada? Imaginais-vos que esse mesmo juiz nom admitisse como provas umas conversas telefónicas prévias sobre a preparaçom do atentado?

No juízo dum caso de violaçom é irrelevante a conduta prévia ou posterior da pessoa denunciante, pois o que se julga nom é seu comportamento senom se se lhe obrigou a ter, num momento determinado, uma relaçom nom querida.

“… Apesar de que tenha existido um acordo prévio para manter relaçons sexuais, é indudável que a vítima mantém o direito a pôr limites… dado que… o acordo nom aliena sua condiçom de pessoa e, por isso, o autor nom pode trata-la como um objeto”.

Nom entendo que se lhe roubaram o telefone à moça para que nom pudesse pedir ajuda tenham alegado sexo consensuado.

A todos esses “Nom Entendos” poderia respostar-se com algo assim como este é o Sistema que nos rige, assim é sua Justiça e nom é exclusivo deste estado espanhol senom que é norma internacional deste mundo machista defendido pola elite e seus falsimédios. Ou acaso ninguém se lembra já de aquele juiz que lhe tirou a razom a uma vítima de maus tratos porque dizia que um ano após de deixar a seu marido maquilháva-se, usava lentes de sol e roupa decote? Ou naquele juízo na Itália na que o juiz absolviu ao violador porque a mulher levava pantalons vaqueiros, e por tanto “teve que colaborar para desabotoárse-los”!! ?.

É por se esquecedes baixo que Sistema e em que Sociedade vivemos que me decides deste cartaz que vêm de tirar estes dias prévios ao juiço o Ministério espanhol de Sanidade, Serviços Sociais e Igualdade? alguiém deveria avissar á Dolors Montserrat Montserrat de que nom existem relaçons sexuais nom consentidas, e que isso com o que quere preocupar ás nais das moças e a estas (e nom aos pais nem aos moços) tem um outro nome: VIOLAÇOM!!

Uma ideia sobre “Mais sobre o Juíço á moça Violada.

  1. Pingback: A sentência do juíço a “La Manada” conhecera-se esta 5ª feira, 26 de abril. | ogajeironagavea

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s