Black Friday e Açom de Graças. A falsificaçom da história

O “Black Friday”, espanholizado como “Viernes Negro”, é uma costume consumista nos EEUU que vêm de quando, no dia depois do de “Açom de Grácias”, havia rebaixa de preços nos mercados de escravas para que os branquinhos europeios afrontaram a tempada de inverno. Esta história que está a correr como certa polas redes nom é tal; de feito costa imaginar-se a um escravista fazendo rebaixas num dia especial dos séculos obscuros da dominaçom europeia do território amerciano, de quando, uma vez dizimados os povos originários, traziram de África milheiros e milheiros de pessoas escravizadas, as que faziam cruzar o Atlántico encirradas com grilhetes nas bodegas dos barcos.

                                                   O mito que ainda domina no dia de tal festa

Mas nom por nom ser certa nom deixa de ter uma referência com outro dia sinalado no norte de América que sim triunfa como uma das maiores mentiras da história da humanidade; porque nom é causal que o “Black Friday” se celebre justo no dia da ressaca do que os descendentes dos invasores europeios celebram como “Dia de Açom de Grácias”, que se celebra no quarto joves de novembro nos fogares dos EEUU e Canadá.

Conta-se como anedota oficial e verídica que os milhons de estadounidenses que se sentam juntas na mesa nessa noite, fam-no para celebrar a unidade entre os povos, o amor, os valores humanos e a família. Que bonito soa!! É caseque como o nosso hipócrita natal!! E tanto se asemelha que havia que incluir-lhe o consumismo desatado e sem razom que nós mesmas aplicamos nas datas navidenhas, nos agasalhos de papa noel (outro estrangerismo assimilado) ou de reises, e mesmo nas rebaixas de janeiro que tanta sona tinham antes como sintoma da espanholidade consumista de corte inglês.

O chamado “Dia de Açom de Grácias”  é uma festa caseira em lembraça dum acontecemento falsiado, segundo o qual uns supostos pelegrinos imigrantes fameados foram socorridos por nativos indígenas que lhes deram sementes e lhes ensinaram a pescar e que, depois juntas celebraram tam feliz irmandade. Pero esse conto nom é nem remotamente cercano ao que aconteceu em verdade, pois a realidade conta que esses pelegrinos emigrantes se impugeram pola força aos nativos, torturaram aos homes, violaram ás mulheres e, como colofom, exterminaram todo um povo num dos episódios mais sanguinários do genocídio que sofreram os Povos Originários Americanos.

O fito histórico fala do assassinato de mais de 700 homes, mulheres e crianças da tribu Pequot em 1637, perto da atual Groton, Connecticut, quando estando reunidas para celebrar seu festival anual do milho verde foram arrodeadas por mercenários ingleses e holandeses e os homes foram mortos, fusilados ou a golpes, entanto mulheres e crianças eram queimadas vivas. Ao dia seguinte, o governador da Colónia da Baía de Massachusetts declarou o “Dia de Açom de Grácias” para celebrar a morte destas 700 homes, mulheres e crianças desarmadas. Um día que, se por algo deveria ser lembrado, seria como o do genocídio caucásico contra os povos nativos do norte do continente americano; na mesma medida em que o 12 de outubro deveria ser o da lembrança do início de tal genocídio em todo o continente.

Temos que reescrever a história e deixar claro que o que viverom os Povos Originários por parte dos invasores europeios foi um genocídio: o pior da história da humanidade.

Nesse caminho foi colocada e erigida esta placa na cidade de Plymouth, Massachusetts, que vêm a dizier que desde 1970, a gente nativa reúnem-se ao meio dia nessa data na colina de Escola em Plymouth para comemorar um dia de dó. Para elas, o Dia de Açom de Grácias é uma lembrança do genocídio de milhons de sua gente, do roubo das suas terras e do implacável assalto a sua cultura. As participantes no dia de dó honram a suas ancestras indígenas e às luitas dos povos originarios para sobreviver hoje em dia. É um dia de lembrança e conexom espiritual, bem como um protesto polo racismo e a opressom que as nativas continuam experimentando.

E assim, como ato do dia da resaca, jurdeu o Black Friday na que os descendentes dos branquinhos europeios dam graças aos seus deuses por permitir-lhes aniquilar aos povos originários até fáze-los desaparecer ou obrigar-lhes a assimilar as costumes alheias.

Agora é nossa quenda de seguir assimilando como próprias essas costumes alheias, mesmo fazendo-las coincidir com festas nossas tradicionais que estám a esmorecer graças a invasom do Capitalismo internacional e dos nossos falsimédios que clamam polo consumo irresponsável de banalidades que nom necessitamos. Já se passou com o Hallowen, mesmo com o Papa Noel ou Santa Claus, e mesmo há quem no Entroido vai de salseiro bonarense a ritmo de samba, mesmo esquecendo ou inhorando que nessas datas no Brasil estám no vrão e aqui padecemos o frio inverno. Pero nada, consumide, consumide, malditas…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s