Arquivo mensal: dezembro 2017

Kropotkin e Papá Noel.- Uma história de apoio mútuo

Colo da A.N.A. este artigo autoria de Ruth Kinna¹, meu desejo para estas festas e aproveito para despedir-me de todas as siareiras deste blogue até o ano vindouro 2018:

“Enterrado sob o Natal está o princípio solidário do apoio mútuo”. Piotr Kropotkin “O Príncipe”

Nom é surpresa alguma descobrir que o teórico anarquista Kropotkin estava interessado polo Natal. Na cultura Russa, S. Nicolau (Николай Чудотворец) é reverenciado como defensor das oprimidas, das fracas e das desamparadas. Kropotkin compartilhava desses sentimentos.

Mas há também uma ligaçom familiar. Como todo mundo sabe, Kropotkin poderia rastrear sua ancestralidade a antiga dinastia Rurjk que governou a Rússia antes do advento dos Romanovs e que, a partir do século I dC, controlavam as rotas comerciais entre Moscova e o Império Bizantino. O ramo da família de Nicolau foi enviado para patrulhar o Mar Negro. Mas Nicolau era um homem espiritual e procurou fugir da pirataria e banditismo pola qual sua família vikinga russa era famosa. Entom, ele se estabeleceu com um novo nome nas terras do sul do Império, hoje a Grécia, e decidiu usar a riqueza que ele tinha acumulado de sua vida de crime para aliviar os sofrimentos das pobres.
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Anselmo A. Vilar, o faroleiro galego antagonista do franquista Salvador Moreno admirado por Rajoy

Recolho esta informaçom (e traduzo) do jornal El Progreso de Lugo, quem fai lembrança deste herói, luguês de orige, num dos episódios mais cruentos da mal chamada “Guerra Civil espanhola”, e da que já falei na minha entrada na que falava de Rajoy e os militares deslocalizados no Golfo da Guiné; ao respeito do ensalzamento de Mariano do almirante Salvador Moreno, quem dava nome á rua da sua infância, e de quem Rajoy apontou que “ahora no sé por qué le han quitado el nombre a la calle, yo le sigo llamando así” . Nessa entrada falava deste militar franquista como máximo responsável do bombardeio da estrada que unia Málaga com Almería quando, em fevereiro de 1937, estava ao mando do couraçado “Canarias” e seus canhonaços desde o mar, provocaram entre 3.000 e 5.000 civis mortas, num dos episódios mais sanguinheiros da Guerra que lhe valeria a Salvador Moreno para ascender a almirante e ser ampliamente condecorado e nomeado 1º ministro da Marinha do franquismo.

Esse sanguinheiro episódio dos falangistas atacando á povoaçom civil indefessa passou á história com o nome de “La Desbandá” e coa mesma colo a informaçom ao respeito da fazanha de Anselmo A. Vilar, quem seria assassinado polos falangistas pouco depois: Sim por esses assassinos que atuavam como Victor Lainez, o falangista morto em Zaragoza:

                                                                         Anselmo Antonio Vilar

Anselmo Antonio Vilar, o faroleiro lucense que apagou a luz para salvar miles de vidas durante A Desbandá
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Podemos e sua hipócrita máscara de “as de abaixo”.

Quando sairam a caverna mediática, as e os podemitas mais vissíveis foram conhecidas pola sua relaçom académica coa Universidade Autónoma de Madrid (curiosa coincidência com os chamados “7 pais da constituiçom espanhola” dado que 3 deles, Pérez Llorca, Peces Barba e Fraga, tamém tiveram fortes laços com esta universidade). Suas primeiras declaraçons nos falsimédios na busca dum eleitorado, foi a de que eram uma equipa de gente que nom se definiam nem de esquerdas nem de direitas (seguindo a mesma teima que José Antonio Primo de Rivera) senom de abaixo para luitar cos de arriba, sob aquela patética consigna de “Somos o 99%!!”.
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[Zaragoza] Nazis saem escaldados e escoltados pola polícia do bairro de Torrero

Tal como informou Ara.info este sábado passado estava convocada um protesto nazi pola morte do seu compa Víctor Láinez, a proposta era ir diante da okupa Kike Mur com ánimo vingança; mas tal como conta este jornal, foi um fracaso de convocatória e apenas uma vintena acodiram; de fronte compas de Rodrigo Lanza e vizinhas do bairo enfrontarom-se aos nazis ao berro de: “Fora fascistas do bairro de Torrero”. Colo acá a traduçom da notícia publicada em Ara.info que recolhim da A.N.A.:

A chamada nas redes por diferentes grupos nom teve o efeito desejado pola extrema-direita e pouco mais de duas dúzias de fascistas se concentraram ante o Centro Social Okupado Kike Mur no bairro de Torrero, em Zaragoza

Grupos de peso da extrema-direita, como a Alianza Nacional, ou Somatemps, tinham chamado nas redes sociais para participar da concentraçom diante do CSO Kike Mur em protesto contra a morte de Victor Lainez, mas apenas duas dúzias de fascistas se concentraram na Praça da Memoria Histórica, do zaragozano bairro de Torrero [no dia 16/12].
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EU TAMÉM SOM RODRIGO LANZA. Comunicados

“Numa sociedade naturalizada e sã, exterminar o racismo e a xenofóbia seria uma prioridade absoluta de todas e quem finiquitara a quem pratica-se tais males mesmo seria considerado pouco menos que um herói e tudo um ejemplo a seguir. Pena de viver numa ditadura encuberta”. O gajeiro

Reproduz nesta entrada dois textos que recolhim e traduzim das redes; o 1º rula sem autoria conhecida e o 2º tem por cabeçalho Comunicado pola liberdade de Rodrigo Lanza por companheiras e amigas:

                                                       Faixa aparecida estes dias em Iruñea (Pamplona)

Imagína-te, saes um dia de festa, estás num bar cos teus colegas, de súpeto, um nazi que te saca 30 anos e 40 quilos começa a increpar-te por ser suramericano (ou vermelho, ou homosexual, ou negro, ou punky, ou independentista) e tu saes do bar para evitar problemas, quando saes, o nazi perségue-te coitelo em mão, chamándo-te sudaka de merda, como nom ves outra saida decides defender-te, coa mã sorte (ou boa no momento) que num dos golpes déixas-lhe inconsciente, foges do lugar para evitar mais problemas, já que viras como o nazi chamara polo móvil a mais amigos.

Dias despois a polícia apresénta-se na tua casa, venhem-te deter.

Passas 3 dias nos calabouços incomunicado, sem saber de que te acusam, índa que podes fazer-te á idea.

Pensas na tua nai.

Quando por fim descobres que delito te imputam, o mundo vénse-te enriba, e mais ainda quando catas-te já uns quantos anos á sombra, por um delito que tu nom cometis-te.
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