Rajoy e os militares deslocalizados no Golfo da Guiné – Que fam lá, além de louvar franquistas assassinos?

Oportunistas falsimédios, desses que buscam vender mais dissimulando sua adesom inquebrantável ao Regime Capitalista com disfarces de esquerdistas, ponhem o tilde da notícia da vissita de M. Rajoy ás tropas imperialistas espanholas deslocalizadas em augas do Golfo da Guiné, nas esperpénticas declaraçons do atual Presidente “de las españas todas” a bordo do navio de guerra espanhol “Infanta Cristina”, nas que di -dirigíndo-se aos militares do barco com um sorriso irónico nos seus beiços- nom saber porquê quitarom-lhe o nome a rua de Ponte Vedra, donde ele viviu durante muitos anos, e que ubicada ao carom da Escola Naval de Marim, levava o nome do almirante franquista Salvador Moreno Fernández (ao que M. Rajoy de seguido aponta que “ahora no sé por qué le han quitado el nombre a la calle, yo le sigo llamando así“).

A mim, mais que destacar as palavras de M. Rajoy, que ao meu entender só confirmam que Rajoy é um rebento, um gomo, um botom ou renovo do franquismo, eu destacaria outras pérolas:

Os acenos dos chefes militares do buque de guerra que estám detrás de M. Rajoy, ríndo-se cûmplices da bravata de apologia franquista do seu superior.

                         Franco conversando com Salvador Moreno

M. Rajoy nom é parvo, á contra é moi consciente de a quem se está dirigindo para fazer essa mençom honorífica dum dos maiores assassinos de civis durante a guerra espanhola. Sabe moi bem porquê lhe retiraram o nome desse franquista a rua da sua infância. Conhece de sobras a história de Salvador Moreno Fernández quem, sendo capitám de fragata, e tras fazer-se com o mando do cruceiro “Almirante Cervera” ao trunfar a sublevaçom fascista em Ferrol, saira á mar nos últimos dias de Julho de 1936 com destino Gijón, e bombardeou esta cidade sem miramentos assassinado a numerosas civis. Depois seria o máximo responsável do bombardeio da estrada que unia Málaga com Almería quando, em fevereiro de 1937, estava ao mando do couraçado “Canarias” e seus canhonaços desde o mar, provocaram entre 3.000 e 5.000 civis mortas, num dos episódios mais sanguinheiro da Guerra que lhe valeria para ascender a almirante e ser ampliamente condecorado e ser nomeado como o 1º ministro da Marinha do franquismo desde agosto do 1939 até julho de 1945, cargo no que depois recuncaria desde julho de 1951 até fevereiro de 1957.

As risas dos chefes do barco de guerra espanhol “Infanta Cristina” diante as declaraçons de M. Rajoy som boa monstra de que durante a transaçom democrática nom houvo limpeza alguma nos estamentos militares, por muito que nos queiram vender a moto de que sim houvera tal quando o Golpe de Tejero. Sei do que falo, minhas vivências como filho dum militar da marinha de guerra dam-me para assegurar que nom som casos ilhados os dos altos mandos do exército com simpatias franquistas, á contra, som uma imensa maioria e de ai que M. Rajoy rajara sem pudor essas palavras e recebera como resposta risos e sorrisos cúmplices.

Que hóstias fai um buque de guerra espanhol em águas africanas?

   GOLFO da GUINÉ

O relato oficial do governo espanhol é que está lá para pôr freio á pirataria no golfo da Guiné,  para dar apoio a militares de Cabo Verde, Mauritánia, São Tomé e Príncipe, Senegal, Gana, Camarões, Angola, Gabão e Costa do Marfim, co galho de reforçar a capacidade militar desta zona, mediante a realizaçom de exercícios de adestramiento conjuntos, dos que tamém participam buques e tropas de Estados Unidos, Alemanha, Itália, Portugal, Reino Unido, Fráncia, Bélgica ou Dinamarca.

As potências do 1º mundo querendo ajudar??

Se alguém ainda crê em contos de ogros, igual dará creto a tal mentira; pero a pouco que olhemos que há nessa zona que poidera interesar a tantos paises capitalistas, atopamo-nos, coma nom, com o petróleo e mais o gas natural e tras isto já temos a razom real de tanta presência militar na zona: Seguir roubando todas as riquezas de África, tal coma figeram quando a colonizaçom europeia deste continente e tal como seguem fazendo desde entom. Tal despregue de armadas só tenhem como objetivo a defessa das multinacionais energéticas e para elo mesmo foi ampliada a base americana ubicada em Rota para a posta em marcha do comando dos EEUU para África, o AFRICOM.

Tal como contam as autoras do livro “Qué hacemos con las fronteras”, os sucessivos governos espanhois levam uma política africana  atravesada por intereses geoestratégicos e comerciais. O chamado Plano África, do que sua 1ª ediçom foi aprovada em 2006 durante a chamada “crisis de los cayucos” é o exemplo mais sinificativo; pois o Plano era na realidade uma ofensiva diplomática, económica e comercial para que o capital espanhol ganhara, quanto menos, uma pequena porçom do reparto do pastel africano na nova carreira polos recursos deste continente,

REGANOSA?

Entre os objetivos desse Plano África está “nossa seguridade energética e as oportunidades de negócio no seitor hidrocarburos para as empresas espanholas”. Ao ano seguinte entrava em funcionamento a regasificadora ferrolá; simples coincidência?. A entender das autores do livro citado “ao longo dos últimos anos poidemos comprovar a penetraçom do capital espanhol em África, portegido pola diplomacia e o exército: desde intereses pesqueiros en toda a costa do continente, até concesons de servizos privativos, empresas turísticas e monocultivos de exportaçom, som alguns dos negócios promovidos.

A sua escusa para tal presência é tamém a de luitar contra os temíveis Piratas do Golfo da Guiné. As crónicas mais estúpidas dos jornais mais simples falam de que a pirataria africana se deslocaliçou do Corno de Oriente com os piratas somalies á fronte, até o Golfo da Guiné!! Seguem a considerar a pirataria como nos filmes de aventuras: navigantes da mar tuda; assim podem ilhar a trágica realidade da continuaçom do expólio da riqueza africana a mãos de capitalistas europeios e ianquies e desfarza-la de épica luita contra barbudos piratas de pata de pau e parche num olho.

Em fevereiro deste ano um dos pseudojornais feito na Galiza  e com muitas boas relaçons com Reganosa encabeçava assim uma notícia: “Los piratas atacan un metanero de Gas Natural en el golfo de Guinea” e no corpo da mesma especificava: “El buque metanero, operado por Knutsen OAS Shipping, perteneciente al consorcio noruego Trygve Seglem y NYK, fue construido en Corea del Sur y entregado el verano pasado. El armador firmó con la compañía Gas Natural Fenosa un convenio de explotación para los próximos 20 años”.  Em 16 de agosto saia da sua base naval de Cartagena o “Infanta Cristina” com destino lá, e índa haverá quem pense que nom há relaçom entre um feito e outro.

Rede Interregional para o Golfo da Guiné. Uma iniciativa da UE para seguridade marítima da África Ocidental??

A conhecida como COGIN, polas suas siglas em inglês, é um programa aprovado em 8 de junho deste ano que, valorado em 9,2 milhons de euros, tem coma missom combater a pirataria, o tráfego de pessoas e matérias primas e a pesca ilegal nos mares da África Ocidental durante os vindouros quatro anos. O programa é resultado do acordo ao que chegaram, em 2013, vários chefes de Estado dessa regiom africana e está financiado pola UE e o Governo danês. Quem considere que os chefes de estado dessa zona tenhem os mesmos intereses que o povo a quem dim representar, é que desconhece a realidade. E se alguém crê que a UE nom persegue com isto só obter seus próprios benefícios é que é uma ingênua.

Políticas imperialistas, práticas esquilmadoras

Como prova só basta lêr este estrato duma crónica de El País, o jornal progovernamental por excelência, intitulada Los piratas cambian de orilla: “De una forma u otra, la falta de voluntad política de los países del Golfo de Guinea y las conexiones que en algunos de ellos este crimen pude tener con políticos, altos funcionarios y fuerzas de seguridad, parecen estar detrás de la proliferación de la piratería en la zona y la dificultad para acabar con ella”. A causa da pirataria para este panfleto diário está na falha de vontade dos governos africanos e é por isso que os governos europeios e ianqui mandam lá suas tropas.

Falha falar das praticas esquilmadoras dos pesqueiros galegos e andaluces que, na sua maioria, som buques feitoria que estragam as riquezas marinhas utilizando técnicas destruitoras. Em agosto de 2016 um pesqueiro com base em A Guarda era retido polas autoridades de Santo Tomé por pescar tintoreira (tiburão azul) tras uma má interpretaçom do acordo pesqueiro entre ambos paises e porque os inspetores de Santo Tomé estuvam acompanhados por homólogos de Gabom, onde nom se podem capturar estes peixes. Porque assim é como funciona este esquilme, a base de acordos entre governos corruptos e o Capital. Pero para nossos falsimédios a culpa do que lhes passe a nossos paisanos deslocalizados na África para roubar e esquilmar seus recursos, sempre será do povo africano.

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Uma ideia sobre “Rajoy e os militares deslocalizados no Golfo da Guiné – Que fam lá, além de louvar franquistas assassinos?

  1. Pingback: Anselmo A. Vilar, o faroleiro galego antagonista do franquista Salvador Moreno admirado por Rajoy | ogajeironagavea

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