Nem jovem nem pescador; o imprudente belga e outras mortes no Mediterráneo

Andavam os falsimédios todos contentes coa ciclogêneses explosiva que ameaçava com causar graves destroços nesta finde passada e que por vez primeira recebia um nome para referir-se a ela; e para nom perder a costume da falsa galantaria de quem designa a ordem alfabética paritária, derom em chantar-lhe um nome fiminino: ANA. E digo que estavam todos os mentireiros contentes porque sabiam que ia ser uma fonte inagotável de sucessos com muito morbo tanto para jornaluchos locais de baixa estofa -que assim enchirom suas páginas de fotos de árvores caidas e outras desfeitas urbanas- como para todas as televisons públicas ou privadas que dispugerom suas cámaras e jornalistas em situaçons idôneas para que suas pasivas espetadoras fliparam coa força do vento. É ponher-lhe um nome a um fenómeno atmosférico -que de sempre manifestou-se por estes lares durante o inverno- e ganhar um feixe de importância nos falsimédios. Nom sei se é porque pôr-lhe um nome duma pessoa humaniza os ventos, ou só por puro papanatismo e alimento do morbo.

E quando semelhava que o que foi-se co vento ia ser peccata minuta, vai e salta a notícia da caida ao mar dum belga na costa malhorquina. Olá e olé!!

Agora é coisa de dar-lhe morbo e tergiversar e manipular um tanto a notícia para dar-lhe essa peculiaridade de trato que require a morte quando léva-se por diante um europeio branquinho de pel no mar Mediterráneo. Nada que ver com pateras, nem jihadistas, nem negros, nem tratas e toda essa calanha que está enchindo de cadáveres nossas privilegiadas costas para desespero de banhistas autoctones e turistas.

Assim que há que vender a moto de que o imprudente belga de 34 anos é um moço pescador que caeu ao mar: Eu a primeira vez que ouvim a notícia numa tele (e digo ouvim porque nom estava mirando para ela) falavam de que desaparecera quando faenavam em augas malhorquinas e eu crim que estavam contando a caida dum marinheiro ao mar quando ia a bordo dum barco pesqueiro; será porque por acá, nos nossos mares galaicos, estamos irremediavelmente afeitas a ouvir e viver isso; mas a segunda vez que mirei a notícia já davam conta da caida ao mar dum jovem pescador de origem belga que fora a pescar com cana desde as rochas com um seu amigo (tamém belga e que foi quem deu a alarma) e que fora arrebatado por uma onda durante o passo da ANA por essa ilha. Ah, Caráfio!! ou seja que o moço belga de 34 tacos (ve-se que nestes tempos índa es novo com essa idade) nom é pescador (nom por ir pescar ás rochas e presumir de se-lo) e o que foi, tanto ele como seu acompanhante que zafou da morte de miragem, tem um nome: Imprudente, aínda que tamém poderia dizer estupidez ou idiotez.

Apontam os medios malhorquinos que a zona onde foram pescar os belgas é uma explanada á que soem acodir com frequência os pescadores afeiçoados da localidade. Claro está, esse domingo de borrasca nom estavam mais que eles dois e pese a isso lançarom suas canas na procura da morte.

Desde entom um feixe de médios marítimos, aéreos e terrestres andam á busca do imprudente belga e índa seguem, pese a que o tempo passado aponta a que seus restos estarám no fundo do mar ou forom pasto de peixes. Pero é um belga, um turista, mesmo há médios que apontam que tinha residência na ilha, é um branquinho europeio e há que esgotar todas as possibilidades de atopar seu cadaver ainda que sinifique gastar ingentes quantidades de dinheiro em barcos e helicópteros de salvamento e mergulhadores da Garda Civil que nunca se gastarom com tanto esforço para resgatar gentes vindas da África ou Oriente; nom há comparativa posível e todas sabemos que a morte dum branquinho europeio no mar vale mais que a de centos ou miles de negros ou moros, onde vai parar!!… É mais a nossa benemérita Garda Civil sempre estará disposta a seguir impedindo sua chegada ás nossas praias, mesmo disparando contra as perigosas migrantes como figeram quando a praia de Tarajal

Além e já para rematar e só como exercício especulativo pergúnto-me:  É o home belga alguém a quem nossos governantes consideram imprescindível seguir buscando e gastando recursos quando há nulas possibilidades de atopa-lo ? E uma derradeira índa mais especulativa: Fai-se tal inútil gasto em compensaçom por ter exiliado em Bélgica a Puigdemont?

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