EU TAMÉM SOM RODRIGO LANZA. Comunicados

“Numa sociedade naturalizada e sã, exterminar o racismo e a xenofóbia seria uma prioridade absoluta de todas e quem finiquitara a quem pratica-se tais males mesmo seria considerado pouco menos que um herói e tudo um ejemplo a seguir. Pena de viver numa ditadura encuberta”. O gajeiro

Reproduz nesta entrada dois textos que recolhim e traduzim das redes; o 1º rula sem autoria conhecida e o 2º tem por cabeçalho Comunicado pola liberdade de Rodrigo Lanza por companheiras e amigas:

                                                       Faixa aparecida estes dias em Iruñea (Pamplona)

Imagína-te, saes um dia de festa, estás num bar cos teus colegas, de súpeto, um nazi que te saca 30 anos e 40 quilos começa a increpar-te por ser suramericano (ou vermelho, ou homosexual, ou negro, ou punky, ou independentista) e tu saes do bar para evitar problemas, quando saes, o nazi perségue-te coitelo em mão, chamándo-te sudaka de merda, como nom ves outra saida decides defender-te, coa mã sorte (ou boa no momento) que num dos golpes déixas-lhe inconsciente, foges do lugar para evitar mais problemas, já que viras como o nazi chamara polo móvil a mais amigos.

Dias despois a polícia apresénta-se na tua casa, venhem-te deter.

Passas 3 dias nos calabouços incomunicado, sem saber de que te acusam, índa que podes fazer-te á idea.

Pensas na tua nai.

Quando por fim descobres que delito te imputam, o mundo vénse-te enriba, e mais ainda quando catas-te já uns quantos anos á sombra, por um delito que tu nom cometis-te.

Volta empezar.

Pensas na tua nai, pensas na tua família e nas tuas amizades, uma das poucas cousas que te consola, é saber que vas ter a solidariedade dos teus.

Ou isso pensas.

Gente que na teoria compartilha barricada contigo está criminalizándo-te, com um pouco de sorte nom te decatas disto, nom te decatas de que há gente que está a crêr a versom dos nazis, dos assassinos de Carlos, de Lucrecia, de Jimmy, ect, ect.

Sabes que eras tu ou el.

Isto reconfórta-te um pouco.

Pero pensas na tua nai.

Foder, como o tem que estar a passar.

E ti nom sabes tudo, nom sabes como te está tratando a imprensa, nom sabes que están a sacar imagens da tua nai, informaçom da tua família, nom sabes o que conseguirom fazer crêr á opiniom pública, seguramente penses que vos estám ponhendo de volta e média aos dous, que se “enfrontamentos entre bandas”, que se “grupos radicais volvem assassinar uma pessoa”.

Esta vez nom é assim, esta vez o morto nom era um antifascista, esta vez o morto era um dos seus, dos do régime, fascista, nazi, falangista, legionário e diante todo espanhol.

Nom lhes interesa que a verdade saia á luz.

Os titulares som “okupa assassina um home por levar uns tirantes de Espanha”, tu nim vis-te esses tirantes, omitem em tudo momento que o morto era nazi, que era um moteiro duma conhecida e perigosa banda, que se adicam ao tráfego de drogas, de armas, ou seja o típico anjinho que se fosse antifascista abriria titulares índa que fora o morto.

A imprensa da a versom dos nazis, nada muda quando tua versom sae á luz, a versom dum antisistema nom lhes interesa.

O atestado policial fala da navalha que tinha o nazi, isso tampouco interesa.

Esta vez a imprensa omite todo isso, nada lhes interesa, só sacam os teus antecedentes, só limítam-se a dizer que ti deixaras tetraplégico a um polícia anos atrás (quando isso nom ficou demonstrado). Tampouco interesa falar de a quantos deixarom discapacitados a polícia antidistúrbios.

Gravas-te um documentário e a imprensa começa a difundir imagens de-le, no que tu falas de vingança.

Vingança aos que figeram que uma companheira tua se suicidara, sem que se figera nada; morte pola qual ninguém pagou.

Isso tampouco lhes interesa.

Sácam-no de contexto.

Relaciónam-te coa ETA, relaciónam-te co independentismo, relaciónam-te com Pablo Iglesias (quando a ti nom te simpatiza nada “El Coletas”), relaciónam-te com tudo o que cheire a esquerda.

Agora sabes o que se te vêm enriba, cárcere, cárcere e mais cárcere, quanto menos durante os próximos 10 anos da tua vida (se tudo sae bem).

Pensas em Carlos, pensas em Pavlos Fysas, pensas em Roger, pensas em Yolanda, pensas em Clement, pensas em Richard, pensas em Jan, pensas em Lucrecia, pensas em Dax, pensas em Aitor Zabaleta, pensas em Jimmy, foder, poderia ser eu um deles, eu só defendim-me.

Isso em parte reconfórta-te, sabes que do cárcere sáe-se, do cemitério nom.

E pensas muito.
E pensas na tua nai.
Foder mamá, se forte.


Comunicado pola liberdade de Rodrigo Lanza por companheiras e amigas

Diferentes companheiras e amigas de Rodrigo Lanza, unidas polas ideas antifascistas, queremos fazer público um comunicado sobre os recentes acontecementos que levarom ao nosso companheiro ao seu ingresso em prisom.

Tras dias de bombardeio mediático, com informaçons falsas e nom contrastadas, co intencionado interese de conseguir uma sentença pública prévia á declaraçom das partes, hoje por fim conhecemos a versom de Rodrigo e outras testemunhas.

A primeira “verdade oficial” construiu uma versom que pouco se ajusta aos feitos sucedidos na noite do joves, situando a Victor Laínez como uma passiva vítima do ódio á bandeira espanhola, e a Rodrigo Lanza como um agressor armado que atua com premeditaçom, por detrás e em grupo.

Essa noite nosso compa defendeu sua vida diante uma agressom fascista com arma branca, defendeu-se co seu corpo, nom utilizando nenhuma barra de ferro nem selim de bici.

O da camisola de Heil Hitler é quem começou a cantilena de “agredido por llevar tirantes con la bandera de España”.

Victor Laínez, é (era) um membro da extrema dereita aragonesa relacionado tanto com conhecidos neonazis como com Falange Española de las JONS, os quais, reconhécem-lhe como membro da sua organizaçom e afirmam publicamente: “Que sepan todos, que si la Falange Vasconavarra tiene que elegir entre los heróicos ejemplos de Victor Lainez y Josué Estébanez, ambos nos placen, pero que vamos a optar sin duda alguna por el de Josué. Antes prisión que cementerio”. Lembremos que Josué Estébanez de la Hija é um militar e neonazi que fai dez anos assassinara o moço antifascista de 16 anos Carlos Palomino, apunhalándo-lhe no seu peito.

Temos constância da sua participaçom em feitos violentos no passado (como no ataque levado a cabo junto com neonazis ao bar “Barrio Latino” há já mais de 20 anos) e de toda uma trajetória no movemento Falangista. Victor Laínez nom era um “patriota bonachom”, um cidadá do comum, um qualquer que amava ao seu pais; era um fascista com atitude ativa e abertamente racista.

A noite dos feitos, tras previamente insultar a Rodrigo (sudamericano e de estética punk) dizéndo-lhe “sudaka de mierda, vete a tu pais”, seguiu a Rodrigo, e quando este abandonava o bar, Victor Laínez sacou uma navalha e tentou apunhalar-lhe repetidas vezes. Esta vez sim, por detrás, e afortunadamente Rodrigo, avissado por uma das testemunhas, deu-se a volta e conseguiu repeler o ataque, golpeando a Victor Laínez e abandonando o local.

Graças a este legítimo exercício de autodefesa Rodrigo segue com vida, do qual nos alegramos, dado que noutras ocasons nom podemos dizer o mesmo.

Vémo-nos na necessidade de lembrar a quantidade de assassinatos políticos levados a cabo por membros de extrema direita no estado espanhol nos últimos 30 anos, assim como o atual auge de agressons nacionalistas. Existe um conflito entre o fascismo e as que luitamos contra el, que para nada é novo neste estado nem fóra del. O auge da extrema direita é uma realidade bem palpável ao redor de todo o globo.

O clima político atual que vivemos no estado espanhol nom poderia ser mais desfavorável, devido ao conflito nacionalista pola autodeterminaçom de Catalunya. Este caso foi evidentemente aproveitado para intereses partidistas e eleitorais coa cumplicidade da imprensa, exaltando o orgulho nacional e sinalando como inimigo social ao movemento okupa e ás pessoas migrantes em geral.

Doutra banda resulta evidente que existe uma clara intençom de aproveitar o sucedido politicamente para volver ponher em dúvida a versom da montagem policial do 4 F, polo que Rodrigo cumpriu 5 anos de prisom.

                                                                    “Fora fascistas do bairro de Torrero”

Gostaria-nos agradecer as monstras de apoio e solidariedade recebidas e reiterar que a luita por uma sociedade mais justa continua.

Liberdade para Rodrigo Lanza!

Companheiras e amigas de Rodrigo Lanza

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