Anselmo A. Vilar, o faroleiro galego antagonista do franquista Salvador Moreno admirado por Rajoy

Recolho esta informaçom (e traduzo) do jornal El Progreso de Lugo, quem fai lembrança deste herói, luguês de orige, num dos episódios mais cruentos da mal chamada “Guerra Civil espanhola”, e da que já falei na minha entrada na que falava de Rajoy e os militares deslocalizados no Golfo da Guiné; ao respeito do ensalzamento de Mariano do almirante Salvador Moreno, quem dava nome á rua da sua infância, e de quem Rajoy apontou que “ahora no sé por qué le han quitado el nombre a la calle, yo le sigo llamando así” . Nessa entrada falava deste militar franquista como máximo responsável do bombardeio da estrada que unia Málaga com Almería quando, em fevereiro de 1937, estava ao mando do couraçado “Canarias” e seus canhonaços desde o mar, provocaram entre 3.000 e 5.000 civis mortas, num dos episódios mais sanguinheiros da Guerra que lhe valeria a Salvador Moreno para ascender a almirante e ser ampliamente condecorado e nomeado 1º ministro da Marinha do franquismo.

Esse sanguinheiro episódio dos falangistas atacando á povoaçom civil indefessa passou á história com o nome de “La Desbandá” e coa mesma colo a informaçom ao respeito da fazanha de Anselmo A. Vilar, quem seria assassinado polos falangistas pouco depois: Sim por esses assassinos que atuavam como Victor Lainez, o falangista morto em Zaragoza:

                                                                         Anselmo Antonio Vilar

Anselmo Antonio Vilar, o faroleiro lucense que apagou a luz para salvar miles de vidas durante A Desbandá

As mais de 120.000 pessoas que integravam a caravana humana que em fevereiro de 1937 fugia das tropas franquistas cara a Almería, num episódio conhecido como A Desbandá, atoparom ao seu passo por Torre del Mar um aliado: o faroleiro que apagou a luz e que salvou com isso miles de vidas.

Neste núcleo de povoación de Vélez-Málaga, no que se concentraram as pessoas que fugiam desde Málaga e as que procediam do interior da comarca da Axarquía, nom se produzirom bombardeios nem ametralhamentos por parte da aviaçom italiana e a armada do bando nacional.

A culpa disto a tivera Anselmo Antonio Vilar, o faroleiro de Torre del Mar, natural de Lugo e filho de quem fosse á sua vez primeiro faroleiro desta povoaçom, que durante dous dias mantivo apagado o farol, o que dificultou que os avions e os barcos puideram situar-se e localizar ao povo que fugia neste ponto da costa.

Vilar salvou a moitas pessoas das metralhadoras e as bombas, pero a sua decisom custou-lhe a vida, dado que poucos dias depois da entrada das tropas nacionais foi fusilado, segundo explicou Jesús Hurtado, vizinho de Vélez-Málaga e investigador deste sucesso.

Hurtado, que publicou vários escritos sobre este feito, apressentou uma iniciativa impulsada polo grupo municipal de IU para homenagear e distinguir ao faroleiro e que sua gesta nom fique no esquecimento. Assegurou que Vilar foi “um herói”, que ao incumprir a principal obriga da sua laboura e deixar sem referência aos avions e barcos salvou ás miles de pessoas que se ocultavam na zona na que se atopava o antigo Farol de Torre del Mar, na atualidade encaixado entre uns edifícios na avenida Toré Toré.

Ante a falha de referência, os barcos utilizarom o farol de Torrox, que sim funcionou nos dias nos que se produziu A Desbandá e situárom-se fronte a este ponto do litoral, que recebiu o groso dos bombardeios, segundo os partes de guerra estudados por Hurtado.

O portavoz de IU, Miguel Ángel Sánchez, explicou que Vilar tivo o arrojo de apagar a luz do Farol de Torre del Mar e de “dar luz á povoaçom”, que se refugiava neste ponto da costa, “mentres fugia da barbárie”.

A intençom de IU é que a homenagem vaia mais lá do município no que Vilar desempenhara sua laboura e onde acabaram seus dias e, neste sentido, Sánchez precisou que o seu homólogo no Concelho de Lugo conseguiu o consenso da corporaçom municipal para reconhecer ao faroleiro na cidade galega.“Queremos conseguir o máximo consenso, como já se passou em Lugo, e que este gesto supremo de humanidade fique nos anais da história”, insistiu.

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