O esperpento dos novos AVEs: Uma mistura de desvergonha, prepotência e injustiça

“Podemos qualificar o AVE como um instrumento de poder classista. Construe-se por pobres, com o dinheiro de pobres para beneficiar ás elites empresariais e políticas; só utilizam-no os ricos dado que o preço do bilhete é proibitivo para as classes populares, que ademais vam ser gravadas via impostos para financiar seu mantemento, entanto o trem convencional utilizado por pobres é condenado ao maior dos abandonos”. Mattin Hiriberri – jornal anarquista “Tierra y Libertad”

Os risos de M. Rajoy tras mete-la soca nas suas declaraçons tra-la inauguraçom do novo AVE Madrid-Castelló (índa que o tramo novo, a inaugurar, era só de València a Castelló) ao falar de “Aviom” em troques do “AVE”, demonstra o pouco que lhe importa aos Governos, Espanhol e Valenciá (ao PP e ao PSOE) seu rendimento coma infraestrutura viável (de feito poida que M. Rajoy estivera a cavilar sobre “el aeropuerto del abuelo Carlos Fabra”, símbolo de infraestrutura fantasma que, com um coste de 150 milhons de euros, na atualidade mantém só 7 voos semanais de Castelló cara Europa). A verdade é que suas declaraçons, seus risos, dam verdadeiro nojo:
E além sucede num momento no que, na cidade de Murcia, há uma luita vizinhal que, organizada como ​A​campada MURCIA SIN MUROS, leva meses exigindo que a chegada do AVE a esta cidade seja polo subsolo e nom tal como está projetado, pola superfície, inzando um muro que ilha tudo o bárrio de Santiago el Mayor do resto da cidade.

Uma luita que lamentávelmente nom vai encaminhada para rejeitar esta inecessária infraestrutura senom só para evitar o ilhamento do bairro pero que já leva uma boa dose de medicinha repressiva a mãos dos corpos armados da sua democracia e que, na semana passada e tal como denúnciam no blogue da Coordinadora Anti Represión Murcia, recebia um novo ataque repressivo coa detençom dum hombre de 55 anos acusado de danos e coaçons por fabricaçom de explosivos e de valer-se de minores para que estes os lançaram ás vias do trem e dum moço de 17 anos acusado de coaçons, que venhem a sumar-se ás mais de 70 pessoas sancionadas com multas desde 600€ a 2000€ desde que começaram os protestos de forma mais participativa e contundente ; e assim as fontes policiais sairam á palestra para amossar os supostos explosivos e relacionar estas novas detençons com o incêndio do passado 29 de dezembro que destruira a retroexcavadora que podedes ver na seguinte imagem:

E voltando á falácia da inauguraçom do tramo do AVE Valéncia-Castelló, é oportuno rebater as palavras de M. Rajoy ao seu partenaire de viagem, Ximo Puig (president da Generalitat Valenciana) no ato inaugural quando falou de que “a los españoles nos va bien cuando viajamos juntos en el mismo tren y nos va mejor porque vamos más lejos y con este nuevo AVE, además, reducimos distancias”

Pois tal como difundem diferentes meios, a inauguraçom deste AVE, que Renfe promociona como uma conexom mais de Madrid com outra capital e nom com o que na realidade é, um enlace entre Valéncia e Castelló, que nem sequer é por um vial de AVE, senom por um carril de ancho misto com terceiro fio que só tem capacidade para viajar a 160 km/h. Além com este novo serviço, os tempos de viagem entre València e Castelló vam-se ver incrementados, pois a conexom até ontem entre València e Castelló é de 38 minutos com o trem Euromed, e os da marca AVE vam tardar entre 42 ou 50 minutos (dependendo da hora) e no sentido contrário (Castelló-València), os tempos som índa maiores. Por suposto o preço tamém será maior (será que te cobram mais por estar mais tempo disfrutando da paisagem??)

Além disto e como anedotas, dizer que Rita Barberá foi convidada a participar da gira inaugural polo ministro de Fomento, Íñigo de la Serna e que o AVE estivo parado 22 minutos á altura de Sagunto, numa parada nom programada na que tivo que deixar passo a um trem de cercanias, por um falho técnico (algo já moi habitual em RENFE) e chegou com retraso de case meia hora!!

Em definitiva, um AVE presupostado em 22.000 milhons de euros, que nom vai ir por vias de ancho estándar ou internacional, que som as preparadas para suportar velocidades de 350 km/h; que vai tardar mais que o trem que havia até agora e que vai encarescer o coste da viagem; para que se precisa??

Que cadaquem resposte o que quiger, a mim só me da que o fam para repartir-se um novo pastel. E ainda há quem chora porque chegue o AVE a Galiza

pdt.- Recomendo a leitura do artigo 25 años de AVE… de rapiña de Mattin Hiriberri, publicado no jornal anarquista “Tierra y Libertad” de janeiro de 2018, de onde quitei a frase de referência coa que começei este artigo

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