[Tarajal, Ceuta] 4º cabodano do assassinato impune de 15 migrantes a mãos da Garda Civil (vídeos)

“Nom entendo como uma história tam importante como esta, uma história que nos afeta tanto, pode ser tam desprezada” Hervé, sobrevivente do Tarajal

Tal dia coma ontem há 4 anos acontecera um dos momentos mais sinificativos da política migratória espanhola (e europeia) quando eram assassinados a tiros de balas de borracha, cartuchos de fogueo, botes de fume e paus, 15 das pessoas que tentaram cruzar a nado desde Marrocos até a colónia espanhola de Ceuta pola praia do Tarajal. Um tema que ja tratei no seu dia nos blogues de Abordaxe fazendo referência a quem na altura dos assassinatos era o diretor e responsável político da Guardia Civil, e como tal negara com rotundidade os feitos, o “camisa azul ferrolá” Cuco Fdez de Mesa aquele que se figera pintar um quadro onde luze uniforme militar cheio de medalhas para figurar no Panteom de assassinos com lustres da Benemérita e mais ao ministro hipócrita do ramo, o “opusino” Jorge Fdez Díaz, a quem vistas as evidências nom lhe ficou outra que admitir dias depois o uso de armas contra as migrantes pero só co galho de “disuadir-lhes” (1, 2, 3, e 4) .

Assimesmo tamém figem seguimento das possíveis consequências, e pese a que houvera um picolo que denunciara nos média as ordens que recebem dos seus mandos políticos para que fagam uso da força indiscriminado e realicem quantas práticas ilegais sejam precisas nos valados de Ceuta e Melilla para evitar que entrem as migrantes (5); as únicas açons foram o arquivo e sobresemento da causa aberta contra 16 gardas porque ao entender da juiza que levou o caso, Carmen Serván, a culpa foi das migrantes dado que, as circunstancias que se produciron ese día no Tarajal “lexitimaron o uso de material antidisturbios” e os agentes viram-se “obrigados a emprega-lo”. Mesmo em maio no ano passado publiquei, já nesta minha bitácora, sobre a espeluznante notícia da condecoraçom de 8 gardas civís que malhara num migrante no valo de Melilla e rematava o artigo dizendo que “com esta justiça e estes ministros, nom é de estranhar que, em breve, tamém sejam condecorados os 16 picolos do Tarajal”.

Ontem soubem de que o primeiro sobresemento da juiza fora recorrido por várias ONGs e que depois de ser admitido tal recurso, e de dar voltas polos julgados e mesmo pola Audiência Nacional, voltou de novo a mãos da mesma juíza Carmen Serván quem volveu arquivar a causa de novo, e declarou o seu sobresemento livre dado que “de lo actuado, no aparece debidamente justificada la perpetración de los diferentes delitos que han dado motivo a la formación de la causa” (sic). e porque di que nom há porvas novas. Dizer que ainda cabe recurso contra decissom desta tipa.

Engadir tamém o feito de que os corpos recuperados das 15 pessoas assassinadas nesse dia, ainda nom foram entregues ás suas familiares para desesperaçom destas. O Ministro de Assuntos Exteriores e Cooperaçom espanhol, Alfonso María Dastis, negou-lhes o visado para viajar a Ceuta e identificar seus corpos e nom dam explicaçom alguma para tal desprezo. Nada raro num ministro que, pese ás evidências, rejeitou numa entrevista internacional que houvera brutalidade policial durante o 1-O na Catalunya e defendeu que algumas fotos e notícias difundidas eram falsas

Pois bem, como di o refraneiro espanhol “¡Que si quieres arroz, Catalina!”, ai fica o vídeo que começa esta entrada, que recolhe as declaraçons de Hervé, um dos supervivintes dessa tragédia que na altura dos feitos contava com 22 anos, e que vem a deixar patente como os picolos dispararam botes de fume com gas lacrimôgeno e bolas de borracha desde moi perto ás pessoas que já estavam na auga e mesmo que uma lancha da Grada Civil achegára-se a um grupo e começaram a golpea-los com paus.

Como remate desta entrada colo acá o documentário TARAJAL- desmontando la impunidad en la frontera sur, dirigido por Xavier Artigas e Xapo Ortega, autores de “Ciutat morta”:

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