Insubmissom á Justiza espanhola. Um passo adiante fronte a repressom

Nestes dias os falsimedios tudos recolhem a jogada desde a bancada da Audiência Nacional do rapeiro comunista Pablo Rivadulla, alcumado “Hasél”, aquele que se figera coa fama tras ir ao carom desses professores (e professora) de Universidade que, aproveitando o 15M, trairam ás ingénuas partidárias de que tudo muda ganhando umas eleiçons e que desde entom engabelam crédulas votantes baixo o mandado de “Podemos!”. Pablo já caeu em si e agora já nom da nenhum creto a Podemitas e suas Confluências, na entrevista recém publicada por “El Salto” di que som “títeres de la OTAN”, que “no llegan ni a reformistas”, eu que “son de chiste para el régimen que los tiene bien pagados a cambio de que no les den serios problemas”. Tarde pias-te, pero bem-vindo ao mundo real.

Hasel aproveitou sua sona nos falsimédios para dizer quantas verdades queria e suponho que ficaria bem a gosto á espera da sentência da A.N. e suponho que, no caso mais que provável de ser condenado a prisom, apresentará recursos tras recurso, como está a fazer Miguel Arenas Beltrán, “Valtonyc”, outro rapeiro da corda podemita que, nom tendo tanta sona como Hasel, há um ano fora condenado pola AN a 3 anos e 6 meses de prisom por injurias graves a Coroa e ensalzamento terrorista pola sua cançom “No al Borbó”, que segundo as declaraçons deste rapeiro maiorquino, foi um encargo de Pablo Iglesias para seu programa de televisom “La Tuerca” co galho da semana da República.

Mas nom era sobre isto que eu queria profundizar, já tenho contado noutras entradas o que opino destas perseguiçons das ideias destes ataques contra a dissidência política, contra toda pessoa que se organice para acadar uma mudança social; senom na atitude de quem, sendo judicializada por este Tribunal herdeiro fiel do TOP franquista (Tribunal de Orden Público), aposta ou apostou pola INSUBMISSOM aos tribunais. Nom som famosas mediáticas mais sim contaram com apoios incondicionais dos seus círculos de amizades e/ou de ativismo e por isso merecem este artigo nesta Gaveira.

A primeira atuaçom que quero destacar foi a tomada em abril do ano passado por 5 anarquistas de Barcelona e Madrid que estiveram imputadas tanto na Operaçom Piñata como na Pandora (de ingrata lembrança pero já arquivadas ambas por falha de provas) e que, em troques de nom entrar em prisom preventiva, eram obrigadas a apresentar-se a assinar nos julgados cada mês (além doutras proibiçons e/ou obrigas) e decidiram deixar de faze-lo como jeito de confrontar a repressom e a imposiçom destes castigos preventivos que buscam desmovilizar a um entorno sobre o que pende de jeito constante a ameaça de ser as seguintes em cair graças, entroutras coisas, á lassitude do conceito de terrorismo. Tal como contavam na altura na web Colze a Colze: “Com isso declarámo-nos insubmissas a sua chantagem”.

Mas em verdade nom foram as primeiras em declarar-se, nestes últimos tempos, insubmissas á A.N. Já em outubro de 2016, Joan Coma, concelheiro da CUP em Vic, practicara a desobediência civil e nom acudira a declarar como investigado por um delito de incitaçom á sediçom por umas palavras num pleno e tras ser denunciado polo partido de extrema direita de Josep Angladas (esse que agora pede o voto para Arrimadas e o C’s). Joan Coma numa entrevista de ElDiario.es declarava que “nom reconhecemos a autoridade de nenhum tribunal por riba dos direitos fundamentais como a liberdade de pensamento e expressom, e em última instância, nom imos declarar por dignidade”. Joan Coma seria detido a finais desse ano por ordem do juiz Ismael Moreno (o mesmo que encarcerara aos titereteiros) e ao dia seguinte levado a declarar ante a A.N. e aproveitou para defender a sua atitude: “É um exercício de reivindicaçom da desobediência civil como instrumento de câmbio e gerador de justiça”. Ficou em liberdade com cargos e sem passaporte e a primeiros de abril o juiz Moreno decide inibir-se da causa e passa-la ao julgado de instruiçom de Vic por se tivera cometido delitos de desobediência e prevaricaçom. Joan Coma ao saber a notícia declarara: “a desobediência civil e a solidariedade som a milhor arma contra a injusta justiça espanhola”

E o 3º caso é o mais recém, e afeta a Rubén Ollo, “Triguillo”, tamém conhecido como “Olazti”, jovem iruindarra e colaborador de La Haine e de Ahotsa.info, quem foi detido no passado 7 de setembro por agentes da Gardia Civil acusado dum delito continuado de “enaltecemento ao terrorismo” e “humilhaçom ás vítimas” por comentários a través das redes sociais e que determinou nom fazer ato de presência no juizo que tinha previsto a A.N. para o 19 de janeiro deste ano 2018. “Olazti” fijo públicas numa sua carta enviada a vários médios as razons que o levaram a tal ato de insubmissom, que podedes lêr nesta ligaçom da página PreS.O.S e das que destaco estas suas palavras: “a audiência nazi-onal é um tribunal franquista e de excepçom para com meu povo e nom tem legitimidade para atuar como órgano jurídico nem comigo nem com nenhum pessoa de Euskal Herria, nem tampouco com nenhuma das pessoas dos diferentes povos aos que o reino de Espanha oprime”.

E já para rematar e como contraste do tratamento judicial, dar conta de que a Fiscalia Provincial de Madrid vem de pedir ao juiz de Instruçom que nom admita a trámite tres querelas contra o torturador do franquismo e ex-inspetor da Brigada Político Social da Polícia Antonio González Pacheco, alcume ‘Billy el Niño’, porque nom houvo delito de lesa humanidade nas suas atuaçons e que os delitos de tortura e detençom ilegal estám prescritos. Diante disto eu só podo rematar esta minha entrada tal qual remata “Triguillo” sua carta:

           AUDIÊNCIA NACIONAL STOP!!!

                                          DESOBEDIÊNCIA!!!

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