A nacionalidade espanhola das mortas em conflitos ou tragédias, único requisito para que se fale delas

Desde sempre estamos habituadas a que desde os falsimédios em geral, e em maior medida desde as televisons, se nos informe quando morre uma pessoa com nacionalidade ou origem espanhola de grandes desastres naturais, de atos de terror maciços ou de massacres em guerras das que nada nos contaram até entom. Mesmo desde a era digital e dos satélites em órbita soem ser notícia quantos sucessos violentos aconteçam em paises em zona de privilégio norocidental, e mesmo em tudo o mundo no caso de “tragédias naturais” que conlevem a morte de muitíssimas pessoas. Em ambos casos uma voz informará de imediato de que, segundo fontes da embaixada, nom há compatriotas entre as vítimas e entom aos poucos dias aí remata o conto da notícia na imensa maioria dos casos; mas se há alguma vítima que tivera origem espanhol, entom o seguimento é morboso até à medula e durará vários dias estando en voga; sobretudo se a tragédia tivo lugar num pais irmão do ocidente.
E digo morboso porque estas notícias, tais como som tratadas nos mass merdas, só buscam isso; ir incordiar ás familiares e achegadas e fazer um curriculum vitae da vítima contando as razons que a levaram a estar nesse mal momento no sítio equivocado: que se estava de viagem de prázer ou de expediçom montanhosa ou se morava lá por razons de trabalho (e nada de sinala-la como migrante, que é um palavro moi feio para falar assim duma pessoa morta, porque já se sabe que as ocidentais nom migramos, só nos buscamos a vida noutros lugares por pura aventura nom por necessidade).

As vezes a situaçom em que morre essa compatriota fam-na converter em heroina por estar no médio do matogueiro, como sucedeu nom há muito com o ferrolám de nascemento que se deu a conhecer nos mentideiros como o “herói do monopatim” de London e outras mesmo alguma se passa de heroina a monstro, como sucedera com a barcelonesa que se figera passar por vítima das Torres Gêmeas e mesmo chegara a ser presidenta da Rede de Superviventes que se criara até que se descobreu o pastel de que ela nunca estivera lá naquele 11S; tamém há quem indaga entre cascalhos até atopar uma vítima que tenha laços remotos com Espanha, como a mulher com tripla nacionalidade (alemana e italiana além de espanhola) morta no atentado do aeroporto de Bruselas com nomes e apelidos de moi dificil pronúncia para qualquer de fala latina.

Agora todos os mentideiros falam do galego Samuel Prada León (com nome de guerra “Baran Galiza”) morto em combate em Efrîn (Curdistám sírio) numa guerra declarada polo pais que possue o 2º exército mais numeroso do mundo, Turquia (pais coaligado de Espanha na OTAN e que pronto formará parte da CEE) contra os territórios livres do Curdistám sírio. A nai de Samuel, migrante e residente em Andorra desde há uma porrada de anos, é agora objetivo das cámaras e das plumas das jornalistas espanholas que buscam só cobrir o morbo da morte do seu filho. Uns falsimédios que se mantiveram em silêncio desde o início da chamada operaçom “Rama da Oliveira” com a que, o fascista presidente da Turquia, Erdogan pretende eliminar toda oposiçom curda assim tenha que cometer um novo genocídio como já figeram seus predecesores há um século (desde 1915 até 1923) quando o chamado governo dos Jovens Turcos deportara de maneira forçosa e/ou exterminara entre 1’5 e 2 milhons de civis arménias, o que se deu em chamar o “Genocídio Arménio” e do que case ninguém sabe nada por estes lares pois ve-se que nom havia nenhuma espanhola entre as vítimas.
Mas o enfoque da notícia vai girar só em torno ao morbo e nada vam contar da situaçom de guerra, da invasom ilegal turca que vive a regiom de Rojava, das miles de pessoas mortas nos bombardeios dum aliado da OTAN contra povoaçom civil, dos destroços ocasionados a lugares emblemáticos para o povo curdo (claro que agora nom som os malíssimos do ISIS quem as destruem, senom uns simpáticos amigos aliados) ou dos intentos do exército e aviaçom turca de fazer voar o encoro que proporciona auga á povoaçom do lugar, legítima proprietária do terreo que pisa e habita. Além misturam situaçons bélicas na Síria e coa mesma passam de falar das milícias curdas para falar do ISIS ou das Forças Rebeldes num mare magnum caótico na sua informaçom que leva a nom saber bem que se passa lá, cumprindo assim seu objetivo de desinformar para nom ter que entrar em matéria.

O seu tratamento gira em converter a “Baran Galiza” num héroi, num moço moi caritativo que foi lá a botar uma mão a gente que precisava ajuda como se fosse membro duma ONG (dessas das que agora sábe-se que estám cheinhas de aproveitados violadores de crianças e de ladrons profissionais; inda que os falsimédios de seguido sairom com a teima de que som casos ilhados e contados, como quando falam dos membros das forças repressivas espanholas implicadas em máfias de drogas ou armas, em assassinatos de migrantes, ou que tenhem filiaçom fascista). E coa mesma silenciarám seu apego aos modos de enfrontar-se a vida escolhida polo povo curdo, e o feito de que já há centos de pessoas de diferentes origens e partes do mundo que estám já no Curdistám sírio, ou mesmo indo cara lá por Solidariedade, por Apoio Mútuo e porque estám convencidas de que concordam cos princípios do Confederalismo Democrático de Rojava (a regiom septentrional de Síria formada por tres cantons com amplo autogoverno: Efrîn, Jazira e Kobane). Nada contarám de que as YPG, das que formava parte Samuel som, como dim as pessoas envolvidas nos Coletivos solidários na sua Carta aberta á sua família e amizades, muito mais que uma milícia armada, som a defensa dum povo e dum sistema social que pretende desenvolver uma democracia enraizada nas comunidades, de abaixo a arriba, que levanta a bandeira da libertaçom da mulher num entorno arrodeado de fanatismos que a marginam e oprimem socialmente e que fai da consciência ecológica um jeito de vida em profunda sintonia coa natureza da que formam parte.
Para rematar incido em que se queredes seguir o que se passa lá em Efrîn podedes atopar a informaçom nos seguintes sites:

Rojava no está sola (site Anarquista em castelám)
Rojava Azadí (site do coletivo solidário de carater assembleário, plural e aberto, em castelám)
KurdisCat (site do Comitè Català de Solidaritat amb el Kurdistan, em catalám)
IndymediaPortugal ( onde recolhem o publicado por Guilhotina.Info no seu muro duma rede social, em português padrom)

Eu seguirei informando na medida em que poida.

pdt.- Os vídeos que acompanham este meu texto estám recolhidos de Rojava Azadî: no 1º conta sua experiência de participar no processo revolucionário curdo uma mulher de origem británico e que se define como internacionalista; e no 2ºe 3ª som dumas outras mulheres, ambas de origem italiano, quem contam porque se sumaram a esta Revoluçom curda e fam um chamdo a todas as pessoas e povos que se autoidentifiquem coa democracia e a liberdade a que nom fiquem caladas e se solidaricem com esta luita do povo curdo.

Por certo, volto perguntar: ONDE ESTÁM AQUELAS QUE BERRAVAM NOM A GUERRA!! ??

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