De quando as instituiçons fam duma jornada de luita uma festa. Do Papa Pio XII, de Franco e da Marea Atlantica

Há certa contovérsia ao respeito de porque a data do 8 de março foi a escolhida como jornada de luita reivindicativa das mulheres:

Há quem aponta que a origem tem ilaçom coa efemérides da greve dum grupo de trabalhadoras do textil de New York que em 8 de março de 1857 foram reprimidas e queimadas vivas dentro da fábrica e que, na sua lembrança, Clara Zetkin (líder socialista alemana) propugera dita data na Conferência de mulheres socialistas de Copenhague. Esta é a teoria oficial da O.N.U. que estabeleceu legalmente tal data em 1975 como “dia da mulher” para amputar-lhe seu caráter revolucionário, como un dia festivo, um feriado mais, sem nenhuma reivindicaçom “molesta” para seus intereses.

Em contrapartida as libertárias falam de que foi em 1908 quando 40,000 costureiras de grandes fábricas textis se declararam em greve, demandando o seu direito a sindicar-se, milhores salários, jornadas mais curtas e a aboliçom do trabalho infantil. Nom pediam sufrágio universal, nem ser representantes políticas, nem poder parlamentar nos congressos, tampouco pediam ser m(p)atronas nem ocupar cargos jerárquicos; suas demandas eram claras: “Queremos o pam, pero tamém queremos as rosas!…” Durante essa greve foram brutalmente reprimidas pola polícia, quem prendera lume á fábrica onde se refugiaram as grevistas e a consequência da brutal repressom morreram 146 mulheres. 120.000 operárias assistiram á posterior manifestaçom-funeral. A maioria das grevistas eram filiadas do sindicato anarquista IWW, que se opunham ao socialismo autoritário, advogando por uma organizaçom libertária.

Seja como fosse, a jornada é comemorativa duma luita que ainda nom rematou, da que há motivos abondo para que tenha um carater reivindicativo e de ir em contra de todas as intituiçons que frenam suas demandas.

Na contra há quem quere dar a esta data um lustre festivo como se todo já estivera bem e agora é tempo de celebrar e festejar. Nom se me ocorre nenhum outro motivo para que o Concelho de a Corunha, governado pola Marea Atlántica, propugera já no 2016 tal data para faze-la festividade local a instâncias da sua concelheira de Igualdade, Rocío Fraga; proposta aprovada cos votos da Marea, PSOE e BNG. Além esta iniciativa desde arriba vêm a impossibilitar que as mulheres que labouram em A Corunha poidam sumar-se á greve convocada a nivel internacional e que nom me venham com que a festividade já vinha de antes, porque cada concelho pode escolher qualquer dois datas para marcar suas festividades locais e quando era tempo de escolher as deste ano 2018, já existia a convocatória de greve internacional para este 8 de março.

A mim esta atitude lémbra-me muito a do papa Pio XII quando em 1955 decidira apropriar-se do 1º de Maio para dar-lhe um contido religioso e desde entom tal data passou a ser a Festa de S José Artesám. Franco incorporou tal câmbio ao ano seguinte e se celebraram misas por toda Espanha em honra de quem passava a ser o santo patrom dos trabalhadores (em masculino).

Poida que ás atlantistas mareantes nom tenham tanta má fe como PIo XII e Franco, mas há que ser moi estúpidas para pretender fazer uma festa duma jornada reivindicativa e de luita. Como todas quantas iniciativas estám partindo de governos municipais e outras instituiçons para “celebrar” tal data quando nom estám a fazer nada para que as desigualdades mudem e as discriminaçons desaparezam.

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