Chamado Urgente: Situaçom Crítica em Efrîn!! Rachemos Nosso Silêncio Cûmplice!!

Queima de embaixadas e consulados turcos, sabotagem de empresas armamentísticas e açons militantes massivas contra os símbolos do capitalismo e o governo imperialista, romperám o silêncio e farám com que as atrocidades do fascismo turco sejam impossíveis de ignorar.

Recolho da A.N.A. (Agência de Notícias Anarquistas) a traduçom deste Chamado feito desde a web italiana Fight4Afrin e assinado pola “Cellule radicali nel ventre della bestia” para agir desde hoje 12 de março, quantas açons solidárias com Efrîn se vos ocorram co manchete: “Se Efrîn cae, será demasiado tarde!!”:

[Fazemos um chamado na segunda-feira 12.3.2018 para começar com esta campanha militante em qualquer lugar, que possamos golpear aos governantes. Tomemos partido de maneira radical, criativa e valente. Organizemos ações locais como prelúdio de uma resistência que mostrará aos poderosos deste mundo que Efrîn não está só. Como dizem em Rojava, nós também dizemos: “Lutaremos juntas, perderemos juntas ou venceremos juntas”.]

Situaçom urgente crítica em Efrîn:

Há confrontos violentos que ocorrem neste momento em Efrîn. Os jihadistas e mercenários do Erdogan estám a dous kms da cidade de Efrîn.

Milhares de combatentes das SDF-YPG-YPJ luitam para salvar a cidade e ás civis, mas continuam os bombardeos turcos sobre a cidade e as áreas civis.

Somos responsáveis polo nosso silêncio, e o nosso silêncio tem consequências sobre a vida real. Se nom tentamos para-la seremos responsáveis da limpeza étnica com o apoio da OTAN. Se nom protestas agora, quando ?

Durante mais de 6 semanas vimos o ataque e a ocupação de Efrîn, o cantom ocidental de Rojava, por parte do Estado turco junto a grupos islâmicos vinculados a Al-Qaeda e ao ISIS. Nesta campanha de extermínio, os invasores nom se amedrontam em usar bombardeios deliberados contra a populaçom civil e, inclusive, armas químicas. Os mercenários islâmicos e os fascistas soldados turcos deixam um rastro de devastaçom, saqueio, violaçom e assassinato, praticam uma limpeza étnica no território curdo. Até o dia de hoje mais de 300 civis e muitas militantes deram suas vidas, dezenas de aldeias foram destruídas e centenas de milhares de pessoas tiveram que abandonar seus fogares.

Apesar da resistência decidida da gente de Efrîn e das unidades de defesa YPG / YPJ / SDF, o exército turco consegue ganhar mais terreno a cada dia. Enquanto que a ofensiva turca estava estancada na área fronteiriça do cantom durante o primeiro mês, nos últimos dias importantes cidades como Raco e Shera foram conquistadas polos invasores. Seu destino é a cidade de Efrîn, o lugar onde até agora encontraram refúgio as civis que fugiram das aldeias e dos pequenos povoados que foram conquistados.

Isto é possível graças ao uso massivo da tecnologia moderna da OTAN, como avions de combate, artilharia, tanques e drones. A guerra fascista-islâmica contra Efrîn nom é só a tentativa de Erdogan de destruir o movimento de libertaçom curdo. Enquanto a Rússia abre a porta às forças aéreas turcas o regime sírio de Assad se mantém de feito inativo. A OTAN apoia esta guerra de maneira ativa com informaçom de inteligência, tecnologia militar, armas e muniçons das fábricas ocidentais. As mensagens hipócritas dos palácios do poder nom podem ocultar o feito de que esta guerra nom é nada mais que o enfrontamento dos governos contra a Revoluçom de Rojava. É um confronto com a tentativa de contrariar o Sistema Capitalista com uma alternativa autodeterminada de democracia radical, liberaçom das mulheres, verdadeira igualdade de gênero e ecologia social.

A esquerda radical em todo o mundo devemos ser conscientes da histórica importância destes dias. O ataque a Efrîn é uma tentativa de destruir o projeto revolucionário mais promissor de nossa geraçom. A revoluçom de Rojava nom é só a única perspectiva emancipadora significativa no Oriente Médio, é também um dos últimos raios de esperança que ficam para tornar possível outro mundo.

Como nenhuma outra revoluçom das últimas décadas, Rojava nos inspirou e nos mostra quam radical e bela pode ser a luita pola liberaçom da sociedade. A heroica resistência das YPG e YPJ em Kobane e a auto-organizaçom da populaçom, sob a iniciativa de mulheres liberadoras encantam a milhares de esquerdistas, anarquistas, socialistas e feministas. Em todo o mundo esta revoluçom é discutida, admirada e motivo de solidariedade; centenas de pessoas percorreram seu caminho a Rojava e participaram na resistência contra o ISIS e na construçom de uma nova sociedade. Apesar de todas as contradiçons, o movimento de Rojava, com sua determinaçom, sua conexom com as pessoas e a implementaçom concreta de nossas utopias, converteu-se no mais importante foco da luita global contra o capitalismo, o patriarcado e o racismo.

Hoje, este projeto atópa-se entre a espada e a parede. A guerra em Efrîn é uma luita entre a existência ou nom-existência para a revoluçom em Rojava. Se Efrîn cai, Minbij cairá tamém. Com uma vitória para o Estado turco a oeste do Eufrates, o imperialismo estadunidense também reformulará sua estratégia regional e considerará entregar o norte da Síria às milícias islâmicas filiadas a Turquia, sob a etiqueta de FSA – novo aliado do ISIS – e Al-Qaeda / Al-Nusra. Isto seria nom só o início de uma limpeza étnica e o sangrento final da revoluçom de Rojava, mas também o começo de uma nova fase no desenvolvimento do fascismo turco como fonte do islamismo mundial: os sonhos de Erdogan sobre o novo Império Otomano, com ele como Sultám à cabeça, já nom teria nenhuma contrapartida. A ditadura interna se consolidaria durante décadas, a expansom colonial se estenderia ao exterior. O Oriente Médio seria conduzido mais profundamente no caos da guerra e a aniquilaçom sem uma força que possa desenvolver uma alternativa emancipatória.

O feito de que os acontecimentos no Oriente Médio tenham um impacto direto em processos políticos e sociais também na Europa e outras partes do mundo, foi demonstrado nom só polos ataques do ISIS nos últimos anos. Tamém o aumento do racismo, do sexismo e do antissemitismo nas sociedades europeias, do novo militarismo e dos crescentes chamados ao Estado autoritário com o regresso da direita radical, estám diretamente relacionados. Devemos ser conscientes que as condiçons sob as quais nós, a esquerda radical, estamos luitando nos centros de poder, tamém estám afetados em grande medida polo equilíbrio internacional de poder. Assim como também as condiçons políticas nas metrópoles do capitalismo, influem nas condiçons sob as quais nossos amigos luitam em Efrîn.

As pessoas de Rojava seguem em pé, YPG / YPJ / SDF se opõem a estes desenvolvimentos. E até agora esta resistência teve êxito só porque as pessoas decidiram dar tudo por isso. No entanto, Efrîn nom poderá defender-se contra a brutal superioridade dos ataques do exército turco e seus colaboradores islâmicos sem apoio internacional. Mas apesar de semanas de protestos em todo o mundo, os Estados da América do Norte até a Rússia, passando pola Europa, aferram-se a sua cruel decisom de pôr fim a esta revoluçom, e parecem ter selado o destino das pessoas em Rojava. A resistência em Efrîn só terá êxito se estamos prontas para dar tudo, inclusive se é o mais valioso.

Nom continuaremos contemplando passivamente esta injustiça. Nom deixaremos sós as pessoas em Rojava e a nossas camaradas na luita, porque a guerra contra Efrîn é uma guerra contra nós. O ataque turco em Efrîn é o impulso político, econômico e militar da OTAN no coraçom de nossas luitas revolucionárias, nossos sonhos e esperanças. Vamos devolver esta guerra onde foi aprovada, respaldada, legitimada e produzida. Elevaremos os custos para aqueles que se beneficiam desta guerra. Faremos que prestem contas os que apoiam o assassinato de civis, o legitimam como uma suposta “guerra contra o terror”. E faremos que o ensurdecido público europeu escute, recordaremos a nossas sociedades que todas nós somos responsáveis daquilo que os governos estám fazendo em nosso nome.

Neste sentido, fazemos um chamado às forças emancipadoras de todo o mundo a romper o silêncio, e dar voz às pessoas de Rojava para que ninguém mais possa ignorá-la. Se nom somos nós, quem mais poderá reclamar responsabilidades a nossas sociedades? A situaçom em Efrîn é uma ameaça existencial a todas nossas perspectivas revolucionárias. Quando, se nom agora, é a hora de arriscar tudo? Se Efrîn cai, será demasiado tarde. Só se damos tudo, poderemos ganhar tudo.

As açons de solidariedade passadas com a resistência em Efrîn foram corretas e acertadas. Saudamos a todas as camaradas que estiveram organizándo-se, manifestándo-se e levando a cabo açons diretas durante semanas. Estes foram momentos importantes, mas nom som suficientes. Na situaçom atual, o silêncio assassino e o apoio do fascismo Turco por parte da comunidade internacional obríga-nos a outros meios. Devemos exercer o direito à autodefesa de nossas esperanças.

As açon diretas podem nom só ser uma intervençom concreta na guerra e máquina de propaganda do Estado turco e seus apoiadores, pois tem muito mais potencial para chamar a atençom da extraordinária urgência da situaçom. Queima de embaixadas e consulados turcos, sabotagem de empresas armamentísticas e açons militantes massivas contra os símbolos do capitalismo e o governo imperialista, romperám o silêncio e farám com que as atrocidades do fascismo turco sejam impossíveis de ignorar. O sistema na Europa se nutre de nós para fazer-nos dependentes e aturdir-nos, para pacificar conflitos e contradiçons. Deixemos que a iluson de paz social se consuma polas chamas. Demostremos aos governantes que resistiremos aos ataques com as pessoas de Rojava e defenderemos tudo o que significa a revoluçom em Rojava, que é tamém nossa revoluçom.

Fazemos um chamado na segunda-feira 12.3.2018 para começar com esta campanha militante em qualquer lugar, que possamos golpear aos governantes. Tomemos partido de maneira radical, criativa e valente. Organizemos açons locais como prelúdio de uma resistência que mostrará aos poderosos deste mundo que Efrîn nom está só. Como dizem em Rojava, nós também dizemos: “Luitaremos juntas, perderemos juntas ou venceremos juntas”.

Efrîn nom cairá!

Biji Berxwedana Afrin

Viva a solidariedade internacional!

 

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