A colabouraçom da USC com empresas moi privativas. O caso da Mina de Touro-O Pino e outros

Felipe Macías Vázquez – Vozeiro defessor de ENCE e da mina Cobre San Rafael

Venho de saber graças a Xosé Bocixa (coautor do documentário “A Ameaza do Cobre” que se apresentou ontem em Compostela com muito sucesso) que em 21 de fevereiro passado houvo uma conferência na Fac de Químicas da USC impartida polo profissor de Químicas Felipe Macías Vázquez baixo o sugerente título “Touro: un novo proxecto de explotación mineira. Consecuencias ambientais” que convidava a pensar que se ia falar das repercusons da mina no meio ambiente; mas nada mais longe da realidade, o objetivo de tal conferência, tal como denunciam um grupo de estudantes assistentes á mesma, foi fazer apologia dos benefícios da mina que a empresa Cobre San Rafael quere reabrir em Touro-O Pino desde os altavozes dum aula dum centro público. Na sua denúncia o grupo de estudantes saca a reluzir a relaçom mercantil de Felipe Macías coa empresa Cobre San Rafael dado que, além de aparecer como colaborador do projeto no estudo de impacto ambiental da mina Touro-O Pino, este home tem um interés moi lucrativo na sua exploraçom dado que tem assinados contratos de colaboraçom com empresas como TEN, fabricante de tecnosoles (tecnologia para a recuperaçom de terreos danados polas minarias), ou Francisco Gómez y CIA e Explotaciones Gallegas, ambas tamém relacionadas coa exploraçom desta mina.

Em realidade, para quem conhecera de antemão ás atividades lucrativas deste home, nom poderia acodir enganado ao ato dado que Felipe Macías é conhecido como o máximo defessor de ENCE ou do lago artificial de As Pontes. Pero ve-se que o feito de ser anunciado como um ato da USC, animou a um grupo de estudantes a acodir esperando atopar-se uma crítica ambientalista contra do projeto; mas lá atopáram-se com o que consideram um “anúncio de teletenda” onde, o vozeiro feirante pretendia vender seu maravilhoso projecto e os benefícios da mina e para elo mesmo empregou fotografias de manifestantes contra a mina para mofar-se delas e fijo uma série de comentários despectivos e até insultantes cara jornalistas e médios comunicativos chamando mentiras a dados contrastados, muitos deles incluidos no próprio informe sobre o projeto da empresa”, tal como denúnciam num artigo publicado no Galicia Confidencial; no que tamém refletam a assistência como público de 2 pessoas (*) que se auto-identificarom como persoal da empresa mineira que, desde suas cadeiras, respostavam ás perguntas críticas dum dos assistentes, como quem fai isso com tudo o seu direito a faze-lo.

O que já nom compartilho co grupo crítico é na sua consideraçom do que lhes resultou mais abrainte dessa jornada publicitária: “que dita conferência tivera lugar numa instituiçom pública fazendo uso das suas instalaçons e das suas vias comunicativas para beneficiar um projecto e uma empresa privativa” e que “a USC, uma dessas promotoras e divulgadoras do conhecemento, uma instituiçom pública e polo tanto financiada por todas, utilice os seus médios e fundos para o benefício de empresas privadas, é um ato, xa nom só de irresponsabilidade, de vergonha”.

E digo isto como “trabalhador da Casa” com conhecemento pleno de que a atitude deste vende-minas é só a ponta do icebergue da colabouraçom entre a USC (e de todas as universidades públicas espanholas) com as empresas privativas; é mais atrévo-me a dizer que a programaçom das carreiras universitárias só está encaminhada a criar empregados e cárregos diretivos das empresas moi privativas; de tal jeito por ejemplo a carreira de Filosofia (uma das matérias que mais contribuiram, na sua origem, ao florecimento e expansiom das universidades polo mundo) está a piques de desaparecer dos planos de estúdio porque nom da réditos comerciais; e em troques as mais demandadas som todas carreiras focalizadas ao ambeto empresarial, como ADE, Marketing, Informática ou Turismo…

Outra prova impepinável é que o cartom de identificaçom do persoal e alunado da USC leva o logo do Banco de Santander; entidade privativa com muito ánimo de lucro que além, goça de espaços para seus negócios, em edifícios públicos da USC numa monstra de suam vassalagem á banca.

E nom só; na minha cotidianidade tenho que aturar que num edíficio público esteja instalada uma empresa moi privativa “Campus na Nube” que goça de extensons telefónicas da USC, serviço de correio interno debalde, coche com logo da USC e mesmo goça de promoçom das suas mercadurias e serviços de reprografia desde o mesmo reitorado; claro que essa empresa privativa está coparticipada por algum profissor da USC com muita mão no reitorado atual.

Isso por nom falar de quantas colaboraçons há na atualidade no campo da investigaçom médica, farmaceútica, química, engenharia,… De tal jeito que todas as saidas do alunado que queira investigar vam da mão de empresas moi privativas, onde além podem optar por trabalhar vários meses como aprendices sem direito a soldo.

Ou só basta com botar uma olhada ao espetáculo feriante que montam cada certo tempo nos campus empresas moi privativas de telefonia, de bedidas pretendidamente energéticas ou de comida lixo, com bancas ou com legions de vendedoras ocasionais que te assaltam cada dez metros para tentar meter-te uma lata, uma fiambreira plástica ou um simples papel publicitário a muita cor; umas cenas que a mim -que sendo ateu fum educado de cativo na religiom católica- lémbra-me invitável a uma das cenas que recordo com certo agarimo das minhas aprendizagens de crio, a de Jesucristo expulsando a base de hóstias (sem consagrar) aos mercaderes do templo; e dam-me ganas de prender lume aos postos de venda ao tempo que flagelo com um látego de sete colas a mercaderes e repartidoras de flayers.

O governo da USC já respostou ás críticas do grupo de estudantes saindo em defessa do profissor e dos seus próprios intereses, deixando claro que como instituiçom nom podem entrar a tomar posiçom em contra ou a favor da mina e que, ao respeito da conferência-anúncio publicitário, respeita a liberdade de cátedra de seus profissores e que, em tudo caso, averiguará se houvo “comentários despectivos e incluso insultantes” por parte do trabalhador público. Se bem, de imediato com uma rapidez pasmosa, o governo da USC indicou que “nom nos consta que houvere nenhuma clase de insulto ou humillaçom ás presentes nessa conferência, segundo o falado coas pessoas que assistirom a ela”; confirmando assim o corporativismo cûmplice habitual do reitorado da USC em quanto alguém pom em questom a atitude do seu profissorado (como já figera com o profissor homófobo Domingo Neira ou com o misógino Luciano Méndez); isso sim a equipa de governo da USC nom di nada sobre os possíveis insultos a médios e vizinhança, que é o que em verdade denunciam o grupo de alunas ás que, semelha que o reitorado despreza, dado que nom as inclue entre essas “pessoas que assistirom” e coas que falarom para saber que se passara.

Além tanto o profissor como a USC asseguram que sua conferência foi a solicitude da Decana da Facultade de Química (outra colaboracionista necessária) e esta por petiçom de muitas alunas; como se isso fosse seu salvagardas.

Engána-se quem sega olhando cara as universidades públicas espanholas como centros do saber e de investigaçom sem ánimo de lucro; o seu devagar desde a entrada de Espanha na CEE e mesmo antes é o mesmo que o do resto das universidades do mundo capitalista: criar especialistas ou altos ejecutivos de algo moi concreto que tenha fins comerciais e que sejam inhorantes no resto dos saberes, além de seguir sendo uma fábrica de paradas com muitos títulos e masters que colgar das suas paredes com um extenso curriculum laboral em hostalaria ou como dependentas de tendas de roupa, areas comerciais ou grandes almacens.

Entretanto eu vou seguir berrando alto e forte:————————————
(*) Semelha que isso de assistir uma parelha da empresa aos atos sobre a mina é uma táctica empresarial; e assim Xosé Bocixa destaca no seu comentário sobre o éxito de assistência á apresentaçom do documentário que “ate tivemos unha parella camuflada enviada pola empresa Cobres S Rafael!!!”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s