Comunicado do Sindicato de Manteros y Lateros de Madrid sobre a morte de Ousseynou Mbaye, 2º senegalês falecido em Lavapiés, e sobre a violência estrutural

Colo acá o vídeo da leitura do Comunicado e mais a traduçom da sua transcripçom. Nele denunciam os sucesos racistas e violentos vividos nestes dias e desde sempre; agradecem as mostras de solidariedade recebedas e denunciam o papel do “intolerante” Esteban Ibarra nos falsimédios negando o racismo institucional e que a Mbaye nom o perseguia ninguém e que esborralhou le sozinho; além de pôr o foco dos protestos de Lavapiés em radicales antisistema ao desvincular á comunidade negra dos mesmos, umhas opinions que nom compartilham as associaçons que assinam este Comunicado e no que acusam a Ibarra de prejudicar á comunidade migrante; e por último, fam uma série de exigências e reclamos:


“Tras a dolorosa morte de Mmame Mbaye Ndiaye tras uma persecuçom policial, confírma-se o recém falecemento dum outro irmão, Ousseynou MBAYE, no Hospital Clínica San Carlos de Madrid em venres 16 de março de 2018.

O nosso irmão Ousseynou Mbaye contava 55 anos e levava mais de 5 vivendo em Espanha com um cartom de residência permanente.

Por esta razom, junto com Sindicatos de Manteros, SOSRacismo, Movemento 12N, Diasporasunidas, Kwanza, ASPM, e toda aquela pessoa ou Asociaçom que decida sumar-se:

Uma vez mais, denunciamos estes atos inaceptáveis, uns atos inumanos que ilustram uma falha total de consideraçom cara á comunidade negra. Uma comunidade que está socialmente oprimida, machucada e pisada. Assim como uma comunidade doida por estes sucessos racistas e violentos de assassinato.

Margínam-nos, tortúram-nos, sinálam-nos, acósam-nos e perseguem-nos até as portas do nosso fogar (mesmo em moto, como se passou com Mmame Mbaye); o fogar onde nascerom e crescerom nossas crianças igual que as de qualquer pessoa. Nom se têm na conta a aquelas mais vulnerabilizadas e/ou fisicamente discapacitadas, realizando atos de violência e cargas policiais coa presença delas, assim como de anciás e minores.

Famílias inteiras da vizinhança estamos sumamente preocupadas polo presente e tememos polo futuro nada prometedor que albiscamos para as próximas geraçons de Lavapiés, que ainda se aferram a um chisco de esperanças e que se negam a ceder ou assumir estas opresons para sempre.

Devido ás redadas racistas, institucionalizadas e impostas para controlar ás comunidades racializadas e mais concretamente aos irmáns negros, dirigidas com uma duvidosa profissionalidade e carentes de legalidade, dum mal proceder e um uso da força sumamente desmedido em anteriores e nestas atuaçons da Polícia, exigemos:

– Que se cumpram as responsabilidades civis, administrativas e penais por parte do Estado.

– Que levem a cabo as investigaçons correspondentes, garantindo a transparência destas.

– Que se apliquem as correspondentes sançons aos agentes culpáveis, que no canto de velar pola seguridade de todos os individuos (sem discriminaçom de raza, gênero, condiçom, religiom ou outro), som uma total ameaça da nossa liberdade e direitos fundamentais inherentes a todo ser humano.

– Garantia pública e reformas que garantam que nom volverám ocorrer estes sucesos provocados polas forças de seguridade do Estado.

– Revisar, reestruturar ou em última instância derrogar a lei de estrangeiria, mediante acordos estabelecidos e considerados polas próprias afetadas.

Agradecemos a todos os Coletivos que estám connosco desde que começou isto até o dia de hoje que seguimos recebendo mensagens de pésame e apoio. Entendemos que esta loita é conjunta, sendo importante para todos os grupos de pessoas racializadas e migrantes que habitam no Estado espanhol.

Desde o Sindicato de Manteros de Madrid, SOS Racismo, Movemento 12 N Sen Racismo, Kwanzaa, Diásporas Unidas, Asociación dos Gitanos, ASPM, Asociación de Vecinos de Lavapiés, etc.

Dizímos-vos graças por arroupar-nos, apoiar-nos, compartilhar a dor com toda a comunidade, família e amizades das vítimas.

Aproveitamos para dizer-lhe a Esteban Ibarra que nom aceitaremos que ninguém fale no nosso nome publicamente, sem considerar a nossa realidade nem aquela de familiares e amizades. A sua condiçom nom lhe situa de igual maneira e nunca chegará a compreender ou sentir na sua pel tudo o que leva ser uma pessoa africana residente em Espanha. Precipitándo-se nas suas declaraçons está a prejudicar-nos e propagando mais confusom, ódio e denigraçom cara nossa situaçom.

Isto nom foi no aramado ou num CIES, onde se aplicam políticas de invisibilizaçom, isto foi um ato público, gravado nas redes, nos nossos telemóveis, nas cámaras de cada curruncho… Criárom-se assim umss provas irrefutáveis. Declaramos que seguiremos em pê de rua, seguiremos realizando os atos necessários para proteger nossa condiçom humana. Existem vídeos gravados desde Sol até a rua Oso, desde as 16 h até as 00 h, exigemos que estas provas se levem diante da justiça.

Neste momento apelamos ao Consulado de Senegal no Reino de Espanha a realizar as açons reclamadas polo povo.

Déve-se exiger ao estado Espanhol um respeito pola comunidade, pola memôria das vítimas e o cese imediato das vejaçons tanto ás compas negras como aos irmãos manteros

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2 ideias sobre “Comunicado do Sindicato de Manteros y Lateros de Madrid sobre a morte de Ousseynou Mbaye, 2º senegalês falecido em Lavapiés, e sobre a violência estrutural

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