Arquivo mensal: março 2018

“A manta é repressom, pero Lavapiés é solidariedade” x Gloria Mbilla Sekor

Gloria Mbilla Sekor, jornalista que forma parte de Kwanzaa, organizaçom de afrodescendentes que apostam polo conhecemento da história desde um ponto de vista nom eurocêntrico; publicou nestes dias em Pikara Magazine o seguinte artigo que traduzo e colo:

Vender na manta é a opçom para aqueles inexistentes para o Estado, para os ninguém dos “concelhos do câmbio”; mentres, durante a concentraçom do venres puidemos ver a um bairro unido, um bairro que dizia nom ao racismo e a repressom, uma comunidade que se ajuntava para exiger um trato digno.

Protestos na praça Nelson Mandela no 16 de março pola morte de Mame Mbaye. / Foto: David Fernández (O Salto)

Dous mais. Duas vítimas mais da violência policial sobre os corpos racializados dos companheiros manteiros. Digo dous mais, porque a campanha de acosso e derrube sobre as pessoas negras leva anos, que digo anos, séculos existindo. Por isso é especialmente grave que, a estas alturas, tenhamos que presenciar como se castiga ás pessoas mais vulneráveis por ser negras e por ser pobres.
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“O MUNDO AO REVÉS” Feijoo reconheçe que o PP deve governar só para ricos

“Cada cam lambe o seu caralho” e Feijoo têm moi claro que a gente que de verdade lhe preocupa e para quem governa, som as gentes adinheradas e sem problemas económicos, a “sua gente”.

Assim se desprende das suas próprias palavras lançadas desde a tribuna na sua intervençom na sessom de control do Parlamento de Galiza, na passado quarta dia 21 de março quando, tirando de hipocrasia, dirigiu-se com estas palavras á oposiçom -En Marea, PSdeG e BNG- e em alusom a participaçom destes partidos nas mobilizaçons das pensionistas: O mundo ao revés, nós tirando polas rendas baixas e médias e vostedes polas rendas altas.
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Confirmado, o concelho progre e chachi guachi da Corunha já começou o processo de despeje do CSO A Insumisa

Colo da Irmandade da Costa este artigo que assina C.R. (mantenho sua grafia):

  Xulio Ferreiro planificando o desaloxo na xunta de goberno

Confirmado, o concello progre e chachi guachi da coruña comezou o proceso de desaloxo do Centro Social Okupado A Insumisa. Tras longos meses mareando a perdiz – que si, que non, que nunca che decides- finalmente decidiron cumprir co plan trazado polo Partido Popular para obrigalxs a desaloxar a okupa coruñesa. A reunión deste luns do equipo de goberno municipal aprobou, coa ausencia do alcalde pero coa participación dxs edís ex-okupas (Sande, Claudia, Xiao e Roci) a “incoación do procedemento para recuperar as naves de metrosidero”. Con este eufemismo aséptico e legalista pretenden agochar a crúa realidade: inician os trámites para un desaloxo puro e duro. Aproban a represión máis descarnada. Dan o primeiro paso para a destrucción “ manu militari” dun Centro Social autoxestionado plural, aberto e asembleario
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“Ni un solo rasguño” – Mi respuesta a los fanzines «Puñaladas al nacionalismo» (*)

(*) Qualquer que conheça minimamente este blogue, assombrara-se de ver esta entrada em castelám num blogue que presume de galego. E nom é para menos!! A explicaçom para tal excepçom fica ao final para quem lhe interese. Dizer que minha resposta originária e em galego (tal como já deitei aqui no seu momento) está acá na web de Abordaxe (projeto editorial anarquista em galego, do que este gajeiro volta formar parte).

«Ni un solo rasguño» .- Mi respuesta a los fanzines «Puñaladas al nacionalismo»

“El Estado no es la patria, es la abstración, la ficción metafísica, mística, política, jurídica de la patria. Las masas populares de todos los países aman profundamente su patria, pero es este un amar real, natural. No se trata de una idea: se trata de un hecho. Por eso me siento franca y constantemente el patriota de todas las patrias oprimidas” Mijail Bakunin (1)

Un site contrainformativo anarquista de la capital “de las españas todas” viene de hacer público el 2º fanzine recopilatorio de textos anarquistas contra el nacionalismo, con el subjetivo título de II Puñalada al nacionalismo. Tiempo atrás ya habían publicado el 1º que, según dicen, recibieron por correo (la autoría supongo que será del autodenominado “grupo tensión”, dado que es el contacto que facilitan para su distribución) y ya había llamado mi atención al ver que su objetivo, manifestado en su introducción, es presentar algo “muy chungo” contra de lo que hay que lanzar puñaladas a diestro y siniestro dado que posee poderes extraordinarios de camuflaje hasta el punto de hacerse tan “atractivo”  que “veamos anarquistas llamando a votar en un referéndum, o defendiendo la democracia”. Para ellas el independentismo es un invitado incómodo, una invención artificial que solo se puede explicar a partir de la irresistible capacidad hipnótica de la derecha catalana. Una percepción asentada en ciertos tópicos historiográficos que vinculan al catalanismo exclusivamente con la burguesía. De ahí su reacción, entre paternalista e irritada.
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[A Corunha] Sábado 24 ás 19hs Palestra sobre a situaçom no Curdistám no “Ateneo Libertario Xosé Tarrío”

Recolho a informaçom das minhas compas da Irmandade da Costa:
Este vindoiro sábado, 24 de março, ás 19 h, poderedes desfrutar no Ateneo Libertario Xosé Tarrío (rua La Paz 16 baixo, no bairro corunhês de Os Malhos) duma palestra-debate sobre a situaçom do Curdistám, a sua atualidade na guerra de Síria e a Revoluçom Social implementada em Rojava baixo o paradigma do Confederalismo Democrático.

Correrá a carrego dum compa de Rojava Azadí, colectivo pola Revoluçom Social em Rojava.
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Nom á Mina de Touro-O Pino: Vídeos e Contaminaçom

Começo esta entrada com o vídeo documentário realizado por Xosé Bocixa de Tingalaranga Audiovisual para Nos-Tv e que esta disponibiliçou recém na sua plataforma de youtube:

De seguinte vos convido á leitura do informwe cos resultados das análises encarregadas por ADEGA das augas dos rios Portapego e Pucheiras que drenam a antiga mina de Touro. Como era de esperar, existe contaminación por “uma importante carga de metais lixiviados”, como cobre, cinc e níquel que sobardam todos os límites e que pola sua natureza “som bioacumulativos e tendem a concentrar-se nos tecidos vivos ao longo de toda a cadeia trófica, polo que antes ou despois acabarám provocando alteraçons fisiológicas e genéticas”. E tudo isto se passa coa Mina parada…
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“Toma todas tuas trolas” x Gabriela Wiener . Excelente artigo sobre racismo policial e institucional

Recolho (e traduzo) de ElDiario.es este artigo de Gabriela Wiener, escritora, poeta e jornalista de origem peruano e que forma parte do coletivo autogerido “Vaciador 34”

Vim um home negro perseguido numa praça, tombado, algemado, baixo uma bota, que levava uma manta como leva a vida, aferrada.

Fixei-me tantas vezes na cordas das mantas que fam que seja possível envolver e levantar os perfumes, as sapatilhas fúcsias e verde fosforejante, em poucos segundos e sair fugindo coa vida ao ombro. A tecnologia para a supervivência, a estratégia para a fugida permanente, o aroma a falso lujo, a vida falsificada, a imitaçom barata da existência, que deixa atrás, ao passar perto de ti, a pobreça e o medo.

Andei de Sol a Lavapiés e sonhei que via a Rajoy perseguido pola polícia municipal. Corriam ao meu carom case roçándo-me e nem sequer alegráva-me, éra-me completamente indiferente, mera rotina, como uma mosca voando. Nesse sonho todos os dias havia redadas pero só no edifício de Génova.
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