Arquivo mensal: abril 2018

Sentência do Caso “La Manada”: Nom é uma aberraçom jurídica; assim é a Justiça democrática que temos

Quem segue mantendo este Sistema com seus votos, que saiba bem o que está permitindo e mantendo: Juízes, Militares e Forças Policiais nom vivirom nenhuma “transçom” á “memocracia”; nem sequer figeram um paripê de limpeza e os mesmos que estavam na elite de ambas estruturas do Poder sob o franquismo seguirom estándo-lo com a “merdocracia” (como mínimo 10 dos 16 juízes que tiveram praça titular no Tribunal de Orden Público franquista, o temível TOP, foram ascendidos e se passarom a ser magistrados do Tribunal Supremo ou da Audiencia Nacional; e os que nom o forom foi porque lhes chegou sua hora de jubilaçom ou de criar malvas nom porque fossem repressaliados por protofascistas, dado que todos o eram posto que juraram obediência ás leis franquistas, tal como tamém figera Juan Carlos I rei emérito); depois e agora som suas milhores alunas e alunos as que agora ditam estas sentências tam favoráveis para os intereses da doma e castraçom do povo e de anulaçom das suas faculdades para pensar e analisar a realidade circundante por se mesmas.

A sentência do caso de “La Manada” NOM É ALGO ÚNICO NEM INSÓLITO
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Sobresseído o caso do insubmisso a Audiência Nazional, o jornalista alternativo Rubén Ollo “Olazti”

Em 13 de março publicava nesta minha bitácora a detençom deste moço indundarra “Olatzi”, colaborador dos médios alternativos La Haine Ahotsa.info, , tras declarar-se insubmisso a Audiência Nacional que pretendia julgar-lhe polos presuntos delitos de “enaltecemento do terrorismo” e “humilhaçom ás vítimas” por comentários nas redes sociais. Algo mais de um mês antes tamém dera conta da sua decissom de declarar-se insubmisso a justiça espanhola ao considerar com moi bo critério que “a Audiência Nazi-onal é um tribunal franquista e de excepçom para com meu povo e nom tem legitimidade para atuar como órgano jurídico nem comigo nem com nenhum pessoa de Euskal Herria, nem tampouco com nenhuma das pessoas dos diferentes povos aos que o reino de Espanha oprime.

A Fiscalia da Audiência Nacional vêm de estimar que as mensagens que Rubén Ollo publicara numa rede social entre 2012 e 2016 nom som constitutivos de delito de enaltecimento do terrorismo porque “nom propiciam ou alentam, inda que seja de maneira indireita, uma situaçom de risco para as pessoas ou direitos de terceiros ou para o próprio sistema de liberdades”.
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Convocatórias Urgentes para Mulheres co galho da sentência de “La Manada”

Noxo de sentenza!!! A condea non é por violación, condénanos por abuso sexual… NON é NON o demais é violación!!! #EuCreote A encher as rúas para pedir xustiza de verdade! Non se pode permitir! #XustizaPatriarcal

Se tocan a unha, respostamos todas! Convocatorias do #FeminismoGalego:
– Bertamiráns: Praza da Mahía 19:30
– Compostela: Praza 8 de marzo 20:00
– Lugo: Concello 20:30
– Vigo: MARCO 20:30
– Coruña: Obelisco 20:00
– Pontevedra: Audiencia Provincial 20:00
– As Pontes: 20:30 Concello
– Ourense: Castañeira 20:00
– Noia: Concello 20:00

[Caso Altsasu] Vídeo que desminte a versom da Garda Civil e da fiscalia

Colo acá este vídeo que foi admitido coma prova depois de começado o juízo, dado que o tribunal se opusera a elo até agora, um vídeo que ETB difundiu ontem mesmo:

No vídeo gravado polo procesado Iñaki Abad com seu telemóvel na madrugada do 15 de outubro de 2016 no exterior do bar Koxka fica demonstrado sem dúvida alguma que a Garda Civil planificou uma montagem para que uma simple lea de bar passara a ter consideraçom de ataque terrorista. Co vissionado deste vídeo -julgade vos mesmas- fica patente que houvo um claro interés por parte de quem na altura era Director deste corpo, Cuco Fdez de Mesa, em convencer aos gardas implicados na lea entre borrachos para que mentiram e construir uma montagem nas que se figeram passar por vítimas do entorno da ETA (??).

O sargento da Garda Civil declarou que foi malhado “brutalmente” no chão por numerosas pessoas. Com tudo, nas imagens gravadas o sargento aparece com uma camisa branca impóluta, sem rabunhadas nem manchas de sangue; e mesmo ve-se como este indivíduo pega um lapote ao moço Iñaki Abad quando este está a gravar entanto ele, o “macho garda”, sérve-se de estar protegido polas forças da polícia foral par atacar a traiçom. De feito som as presuntas agressoras as que nesse momento acusam de violência ao sargento: “A ese que ha hecho de todo, a ese sí le dejáis”.

Doutra banda, na sessom de ontem tamém declararom duas médicas citadas pola defessa. Ambas coincidirom em sinalar que as testemunhos oferecidos polos gardas civis e as suas parelhas nom se correspondem coas lesons recolhidas nos diferentes partes médicos. Os quatro declararam durante o juízo que na agressom participaram “entre 20 e 25 pessoas”, que foram golpeados “brutalmente”, ocasionándo-lhes feridas de gravidade e a ruptura dum nozelho ao tenente.
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De Mestras e Gardas, de Humilhaçom e Adoutrinamento

Eu como filho dum militar profissional nunca ocultei minha filiaçom, um dado que nunca ocultei á gente que fum conhecendo ao longo da minha vida, assim como o feito de que meu pai era um bom home, um militar atípico de quem sempre estivem orgulhoso. Quando crio era algo que sabiam todas minhas companheiras de aulas e nenhuma, que eu lembre, valorou-me por este feito que me veu implícito por razom de berço. Suponho que, na mesma medida, as alunas filiadas de gardas civis do instituto El Palau de Sant Andreu tampouco ocultaram sua filiaçom nem denantes nem depois dos feitos da jornada do 1-O em Catalunya. Dito isto, fágo-me esta pergunta:

Se desde os meios que estám a provomer a judicializaçom das profissoras pedindo castigo exemplar para elas, sempre se defendeu como boa e necessária a “intensa laboura” das gardas civis durante essa jornada do referendum catalám pola independência, como é que consideram uma “humilhaçom” que ao dia seguinte se lhe perguntara ao alunado por quem era filiada do “corpo”?
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NOS TEMPOS DA PROTESTA DOMESTICADA x Pedro García Olivo

“Senom se reinstala a criatividade, a imaginaçom, a fantasia, o jogo, o dom recíproco, o gratuito, a poesia e a tolémia extraordinária no seio da resistência contra o estabelecido, podemos morrer de repetiçom, fosilizándo-nos nas eucaristias do esquerdismo tontorrom, como quere a lógica da conflitualidade conservadora”.

Meu amigo Pedro com quem além de ideologia, compartilho lugar e ano de nascemento, segue a ser uma das minhas referências na minha derrota desconstrutiva como home branco europeio com tudos os privilégios por razom de nascemento, sexo e cor de pel. Agora que ele mora em Buenos Aires segue fazéndo-me pensar cada vez que escreve e publica. Recolho co seu permiso do seu blogue “¿Eres la noche? Para perdidos y reinventados”, este seu texto onde trata sobre alguns dos assuntos que abordou recém no C.A.S.O. “La Sala” de Buenos Aires co galho das “Jornadas Anárquicas” desta cidade do além do Atlántico:

NOS TEMPOS DA PROTESTA DOMESTICADA
O anarquismo existencial como resistencia sem regras, dissidência criativa e poética da luita

O panorama da contestaçom social e política nas sociedades democráticas contemporâneas é, literalmente, desolador.

Reivindíca-se o que o Sistema está disposto a conceder, o que de feito anela estabelecer, ainda que prefire que lho pidamos acaloradamente: aumentos de soldo, privilégios corporativos, serviços públicos, reformas benestaristas, regulaçom da vida,…

Protésta-se do jeito que a Administraçom desenhou para gerir desobediências e permitir ás gentes desafogar a sua indignaçom com menos perigo que quando passeiam os domingos polo parque.

Acóde-se a todas as misas, a todas as homilias, a todos os rituais da Consciência Comprometida; e logo regréssa-se ao posto de adaptaçom social, para reproduzir de modo optimizado, mediante a servidume voluntária e o consumo maciço, aquilo que se denega cínicamente nas faixas das manifestaçons legais e das greves autorizadas.
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[Ourense] Falo em galego “por que me peta!“. Festa homenagem no Dia das Letras as nenas e nenos que falam galego contra vento e maré

Colo da web “porquemepeta.gal” criada a tal efeito:

O idioma galego está em perigo de extinçom. Por toda a parte, cada dia, as novas geraçons desconhecem e deixam de usar a língua que é fundamento e veículo da nossa identidade colectiva, o idioma que contra vento e maré foi mantido e transmitido através dos séculos, mas que hoje nengumha criança fala… Nengumha?? Nom!!

No nosso país ainda há nenas e nenos que vivem em galego, no mais difícil dos contextos, protegendo com o seu pequeno exemplo de imensa dignidade a semente da nossa língua. Frente a maioria das crianças, frente a TV e o cinema, frente o mundo que as rodeia, frente muitas hostilidades abertas ou veladas… na Galiza do século XXI há pequenas e pequenos galegofalantes, a quem a Galiza enteira deve, talvez, a sua última possibilidade de futuro.
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