Morreu Efraín Ríos Montt e eu alegrei-me imenso!!

Coa tranquilidade que me dá saber que o general Ríos Montt nom tinha ascendência espanhola alguma de nobre linhagem (inda que foi embaixador em Madrid de 1974 até 1977), e que nem sequer tinham-lhe apego os fascistas desta beira do Atlântico; lanço acá meu berro sem ataduras nem temores a ser levado a juízo por manifestar o que penso diante da morte deste militar que encabeçara a brutal ditadura em Guatemala tras o Golpe de Estado dado em 1982 e, como tal, máximo responsável do genocídio ―os militares ao seu mando durante sua Ditadura assassinaram 1771 ixiles, violaram sistemáticamente ás mulheres e raparigas e muitas delas foram obrigadas a ser suas escravas sexuais- contra do povo ixil:

VIVA A MORTE QUE NOS IGUALA!!

Se bem para ser sincero, gostaria de que nom tivera morto de velho na sua cama, como algum outro de aciagas lembranças por estes lares; gostaria de que sofrera todas as torturas e vejaçons que incentivou e mesmo gostaria que morrera sofrendo os mais terríveis padecimentos.

Colo acá o poema que Mario Benedetti escreveu e publicou em 1963 em referência a um outro crápula doméstico.

OBITUARIO CON HURRAS

Vamos a festejarlo
Vengan todos
Los inocentes
Los damnificados
Los que gritan de noche
Los que sufren de día
Los que sufren el cuerpo
Los que alojan fantasmas
Los que pisan descalzos
Los que blasfeman y arden
Los pobres congelados
Los que quieren a alguien
Los que nunca se olvidan

vamos a festejarlo
vengan todos
el crápula se ha muerto
se acabó el alma negra
el ladró
el cochino
se acabó para siempre
hurra
que vengan todos
vamos a festejarlo
a no decir
la muerte
siempre lo borra todo
todo lo purifica

cualquier día
la muerte
no borra nada
quedan
siempre las cicatrices

hurra
murió el cretino
vamos a festejarlo
a no llorar de vicio
que lloren sus iguales
y se traguen sus lágrimas

se acabó el monstruo prócer
se acabó para siempre
vamos a festejarlo
a no ponernos tibios
a no creer que éste
es un muerto cualquiera

vamos a festejarlo
a no volvernos flojos
a no olvidar que éste
es un muerto cualquiera

vamos a festejarlo
a no volvernos flojos
a no olvidar que éste
es un muerto de mierda.

Mario Benedetti

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