Loquillo: “Me importa un pepino lo que haga un rapero”

Nom lhe bastou a esta personagem passar á história da música espanhola polo seu gram ego, quando junto ao Sabino Méndez protagonizaram uma das pelejas mais sonadas da década dos oitenta que rematava em 1989 quando o cantante prescindia do seu compositor, letrista, guitarrista e amigo, ou seja da alma mater do éxito de quem só punha a sua voz. Se bem anos depois voltaram juntar-se e reconheceram ambos que: «Todo fue un choque de egos»

Agora vem de sair a palestra mediática tras a entrevista publicada o domingo passado no jornal El Periódico sob o cabeçalho LOQUILLO: “ME IMPORTA UN PEPINO QUE UN RAPERO ENTRE EN LA CÁRCEL”

Tras o escándalo que provocou dita sentência e outras perlas ególatras do tipo “Nos han censurado a todos veinte veces. ¿Qué? Hombre es que si tú te arriesgas te parten la cara. Esto va así. Y siempre ha sido así. Nos lo han hecho a nosotros,..” ou outras saindo pola tangente Tabarnia C’s: “Me preocupa mucho más que amenacen a Coixet y Serrat. ¿Me entiendes? Eso me preocupa muchísimo más” agora vem de tirar um seu Comunicado feito público nas redes sociais na que tanto o cantante como sua oficina de imprensa manifestam entroutras coisas  que o titular publicado por El Periódico é capcioso e falso e nom se corresponde com as suas manifestaçons, nem na sua forma nem no seu sinificado, como demonstra uma gravaçom que Loquillo aporta (justo a sua trascripçom literal) para exiger do jornal uma rectificaçom e resservam-se o direito a tomar quantas açons fossem necessárias para reparar o evidente perjuízo causado a sua imagem (e nom se refirem a sair junto a Butanito numa foto).

Aqui tendes a gravaçom que Loquillo difundiu e podedes julgar vos mesmas o que conta:

Mas se nom queredes perde-lo tempo em escuitar-lhe esta é a transcripçom das suas palavras ao respeito de que os rapeiros entrem em prisom:
P. ¿A ti qué te parece que un rapero entre en la cárcel porque las letras de sus canciones…?
L. Me importa un pepino LO QUE HAGA el rapero.
Para rematar dizendo: Hay cosas más importantes. <

Dito isto fica tam ancho. Mas como aponta uma pessoa nos comentários do seu Comunicado de imprensa:

¡Censura = Ir a la cárcel!

Una cosa es que te censuren unas letras y otra es que te metan en la cárcel por ellas. Es en estos momentos de persecución a artistas (poetas, raperos, titiriteros, cantantes…) cuando más se necesita la solidaridad de los compañeros. Una decepción.

Mas que se pode pedir a quem nom tem reparos em sair em anúncios publicitários do Banco Sabadell ou de Gas Natural Fenosa numa insólita porta giratória na que passou de ser a imagem dum falso rockeiro rebelde a ser um autêntico defessor a ultrança do Capitalismo mais agressivo. De ai que lhe importe um pepino o que se passa com os rapeiros.

Eu tenho a mesma idade que este vividor (bom a dizer verdade ainda me falham uns dias para cumprir 57) e vivim em Ferrol desde os 2 meses de vida até os 18 anos e soubem em primeira pessoa do assassinato de Amador e Daniel e tamém do de Moncho Reboiras nas ruas desta cidade. Mas na altura tinhamos em fronte uma Ditadura fascista reconhecida polo mundo enteiro.

Depois vinheram tempos onde a hipocrasia trunfara e muitos vividores como Loquillo aproveitaram-se do governo dos seus, PSOE de Mr X dos GAL, para falar de democracia entanto outras mudávamos o de correr diante de grises ou marrons a correr diante de azuis; ao tempo que assistiamos a uma falsa transiçom onde nom se depuravam nem polícias nem militares franquistas (é mais seguirom escalando até o mais alto dos escalafons), onde os juízes do franquismo nem sequer mudavam de toga, onde se nos impunha um rei que ninguém votou ou onde os políticos e sindicatos da oposiçom ao franquismo que iam mudar tudo o único que mudavam era seu posto nas cadeiras de mando do Sistema Capitalista.

Agora e desde a morte de Franco se nos vende que estamos em democracia pero desde entom, nunca sofreramos tanta repressom da liberdade de expressom com resultado de cárcere; nunca houvera tanta gente no cárcere acusada de terrorismo sem ter cometido nenhum ato que motivara essa consideraçom; nunca vivim tantas Operaçons repressivas contra do Anarquismo e pola contra assistim a múltiples atos cometidos por fascistas que saem de rositas dos nossos julgados (se é que chegam a eles) como o assassinato de Jimmy.

Loquillo, que agora gosta mais de C’s que de nenhuma outra opçom partidista; é moi lógico que diga que ele nom vê fascistas, é simples a razom de tal cegueira, porque ao estar tam pegado a eles se lhe passa como ao dito esse de que as árvores nom lhe deixam ver o bosque. Igual deveria mirar-se a vista.

A mim a verdade é que tamém me importaria um pepino que Loquillo morra e cale para sempre sua bocaça capitalista.

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