De Mestras e Gardas, de Humilhaçom e Adoutrinamento

Eu como filho dum militar profissional nunca ocultei minha filiaçom, um dado que nunca ocultei á gente que fum conhecendo ao longo da minha vida, assim como o feito de que meu pai era um bom home, um militar atípico de quem sempre estivem orgulhoso. Quando crio era algo que sabiam todas minhas companheiras de aulas e nenhuma, que eu lembre, valorou-me por este feito que me veu implícito por razom de berço. Suponho que, na mesma medida, as alunas filiadas de gardas civis do instituto El Palau de Sant Andreu tampouco ocultaram sua filiaçom nem denantes nem depois dos feitos da jornada do 1-O em Catalunya. Dito isto, fágo-me esta pergunta:

Se desde os meios que estám a provomer a judicializaçom das profissoras pedindo castigo exemplar para elas, sempre se defendeu como boa e necessária a “intensa laboura” das gardas civis durante essa jornada do referendum catalám pola independência, como é que consideram uma “humilhaçom” que ao dia seguinte se lhe perguntara ao alunado por quem era filiada do “corpo”?

Se se houvera dado o caso de que umas gardas tiveram atuado como heróis salvando duma tragédia a miles de pessoas em perigo (uma situaçom simulada pois nom tenho dados para dar uma referência real); que se teria passado se as mestras ao dia seguinte figeram tal enquérito? Nom seriam mesmo aplaudidas por esses mesmos meios que nom veriam proselitismo nem humilhaçom alguma nessa pergunta?

Entom, onde é que radica neste caso a humilhaçom? Nom será que esses mesmos meios consideram que em realidade a atitude dessas gardas durante a jornada do 1-O nom foi como para repartir medalhas? Nom será que nom tenhem jeito de justificar a violência despregada com tanta sanha contra gente em atitude submissa?? Que o que realmente lhes motiva a falar de humilhaçom é o feito de que essas mestras cargaram contra as filhas do corpo as culpas da bárbarie cometida polas suas progenitoras??

Porque entom sim entenderia que, na denúncia do fiscal Miguel Ángel Aguilar que cárrega com dureza contra nove docentes desse instituto público barcelonês, figure que se dirigieram “em termos despectivos e humilhantes” ás alunas filhas de gardas civis, as quais é evidente nom tinham culpa nenhuma dos atos de violência desmedida cometidas polo seus pais.

Uma outra coisa é que o fiscal aduza que as mestras vulneraram as leis educativas, que impedem “qualquer tipo de proselitismo ou adoutrinamento” nas aulas; mas entom como é que se come que sega sendo uma sinatura escolar as ensinanças da religiom católica nas escolas públicas e que as mestras que impartem tais aulas sejam eleitas polo bispado dessa igreja, mas sejam pagadas com os quartos de todas?Uma igreja que segundo suas próprias palavras persegue adoutrinar na “verdadeira fé” a quantas infieis se crucem na suas misons evangelizadoras.

Ou mesmo, porque se permitem as vissitas das forças armadas e policiais nas escolas com demonstraçons que raiam o proselitismo da violência, com disparos de fogueo, armando a crianças de moi pouca idade como se fossem corpos antirrepresivos para ensinar-lhes a golpiar ás suas companheiras ou muitas outras monstras que nom incitam precisamente á paz e a concórdia; valores a transmitir ás novas geraçons ao entender de qualquer defessora desta democracia e dos seus métodos de ensino.

Eu que me criei em vivendas militares nunca vim arma alguma na casa; meu pai nom gostava delas, alertáva-nos até do perigo de jogar com escopetas de balins, já digem que era um bo home e quiçás por isso e outras muitas razons nenhuma da sua numerosa prole seguimos seus passos profissionais, é mais, nom há muito soubem que meu pai desanimara a uma das minhas sobrinhas, sua neta, que sendo moça ilusionáva-lhe segui-los, felizmente ela fixo-lhe caso.

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