Arquivo mensal: abril 2018

[A Corunha] Quitade vossas sujas mãos do “Germinal”

Venho de saber graças ás minhas compas envolvidas no projeto informativo anarquista “A Irmandade da Costa” que o concelheiro mareante da cultura institucional da cidade herculina, José Manuel Sande, conhecido ex-okupa e ex-ativista sócial, vêm de ofertar, em 19 de abril, 120.000 euraços das arcas munícipes para sua nova linha de subvençons para que as artistas de vanguarda compitam entre si por quantiosas subvençons de até 3.600 €. Sande sinala que tal competiçom será em regime de concurrência co galho de “apoiar ao tecido local vinculado ao âmbito das artes cénicas, da música, do livro, da audiovisual ou outro tipo de manifestaçons artísticas”.

As compas de “A Irmandande” no seu artigo anónimo (dado que ninguém assina tal), qualificam Sande de “Caradura”, polo feito de que, a dita linha de subvençons, decidiu ponher-lhe o nome de “Plano de Apoio á Criatividade Grupo Germinal, em suposta deferência e em especial homenagem ao Centro de Estudos Germinal (*), do primeiro terço do século XX, e que estivera relacionado com a cultura operária, o movimento libertário e a história política e cultural da cidade de A Corunha. Eu teria tirado dum qualificativo menos generoso para definir a quem apresenta esta linha de subvençons no mesmo dia no que seu chiringo político aprovava a ordem de despejar o CSO A Insumisa e davam um seu ultimatum de 8 dias a contar desde já para que as ativistas culturais envolvidas nesse projeto marchem polas boas das dependências da antiga Comandância de Obras, depois de tudo quanto figeram para acondicionar este espaço e dotar de vida social a umas ruinas, ou senom ameaçam com tomar as medidas necessárias para botar-lhes á brava.

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Detido Roberto Mesa, ativista canário. Uma outra atuaçom jurídica-policial contra a liberdade de expressom

A Polícia detem ao ativista tinerfenho Roberto Mesa por escrever em Facebook “Los Borbones a los tiburones”

Tal qual é o cabeçalho que diversos médios estám difundindo ao respeito da detençom deste ativista a mãos da polícia nacional espanhol ontem, 19 de abril ás 8 da manhã (hora canária). Tamém sinalam que Roberto está acusado dum presunto delito de ódio e injúrias por comentários vertidos na sua conta de Facebook, co galho da vissita que o rei Felipe VI figera á ilha de Tenerife em 7 de março passado:  “Me cago en la monarquía, en el rey y en todos sus cuerpos represivos”.
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[Síria] Meninho filmado durante ‘ataque químico’ em Douma revela o que aconteceu na realidade

M. Rajoy, seguindo os passos do seu antecessor nas Açores, apontou-se entusiasta ao ataque dos mais de 100 mísseis disparados na madrugada de 14 de abril por forças de EEUU, Grã-Bretanha e França contra território sírio, coa participaçom estelar das bases americanas instaladas no submisso Estado espanhol, tanto a de Zaragoza como a de Rota; tudo moi ilegal tendo em conta o aprovado no referendum da OTAN, dado que incumpre um por um os 3 presupostos ou condiçons da entrada com que enganaram ao povo para que votara sim.

No site Spuknik news dam voz ao meninho sírio Hassan Diab, que apareceu no vídeo da ONG “Cascos Brancos”, do que vos falei nestoutra entrada deste blogue, como uma suposta “vítima” do ataque com armas químicas em Douma, quem revelou o que aconteceu na realidade:

“Estávamos no porom. Minha nai disse-me que nom temos nada para comer hoje. Comeríamos só amanhã. Entom ouvimos gritos na rua – todos deveríam ir até o hospital. Corremos para o hospital e, assim que chegamos, fui agarrado e começaram a jogar água em cima de mim. Depois nós colocaram na maca, junto à outras pessoas”.
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Que é terrorismo? E tu mo perguntas? x Borroka garaia da!

Recolho e traduzo de Borroka garaia da! este seu artigo publicado ontem mesmo, co galho do “Caso Altsasu”:

A palavra terrorismo inventou-se em 1794 durante a revoluçom burguesa na França. Terrorista (terroriste em francês) era um termo que designava a certas facçons dos jacobinos em control do Estado. Terrorismo por tanto foi considerado a açom repressiva do Estado que começou a medrar na persecuçom incluindo o uso da guilhotina em execuçons maciças.

A origem do termo terrorismo por tanto corresponde á legalidade da repressom dum Estado burguês. Choveu muito desde entom. Tanto que hoje em dia som precisamente os Estados burgueses, tamém desde a sua legalidade, os que empregam esse termo, pero nom para identificar-se.

Quando se começou a distorsionar a origem e sinificado de terrorismo? Pois precisamente quando esses Estados burgueses, a propósito da terrível cárrega emocional que ainda perdurava associada ao termo, começaram a emprega-lo contra dos seus adversários. E um dos pontos de inflexom nessa distorçom foi a açom contra o Tsar Nicolas II da Rússia co galho de associar terrorismo com anarquismo e um outro foram as açons da Irmandade Republicana Irlandesa para assim associar terrorismo com o independentismo anti-imperialista.
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“Cuco” Fdez de Mesa, ideólogo instigador do Caso Altsasu??

“Arsenio Fernández de Mesa es un tipo que lee un versículo de la biblia y, cuando la cierra, dice que es teólogo”. Palavras dum seu contrincante no PP

Segundo publicava ontem Naiz o tenente da Guarda Civil que, tras a lea entre borrachos durante as festas de Altsasu na noite do 15 de outubro de 2016, sofrera a mais grave lesom -uma fratura de nocelo da que foi operado e dado de alta apenas umas horas depois, segundo a agência Europa Press, que tamém sinala que as outras tres pessonas afetadas sofreram policontusons e maçaduras de caráter leve- nom lembrou no juízo porque nom declarara diante da Polícia Foral a pesar de que fora requerido para elo. «Estava aturdido» sinalou; mas tampouco souvo dizer porque só compareceu diante dos seus companheiros do instituto armado, nem porque quatro dias depois dos feitos, realizara uma declaraçom complementária. O que sim lembrava com claridade é que ao dia seguinte domingo, estando recuperándo-se da operaçom no hospital, recebera a vissita de quem, na altura, era Diretor “General” da Guarda Civil, (e escrevo “General” porque pese a que nom se conhecera ainda seu espetacular retrato cheinho de medalhas, sempre gostou de presumir do que nom era) Arsenio Fernández de Mesa, “Cuco”, quem, segundo Comunicado publicado nessas datas pola delegaçom do Governo espanhol em Nafarroa, nom era a primeira vez que se reunia com os guardas civis do posto de Altsasu.

Andava eu nestes dias, co galho do escándalo do Master de Cifuentes, lembrándo-me desta personagem polo feito de ser dos primeiros maquilhadores do seu próprio curriculum vitae que fora descoberto polos medias, pois já em 29 de dezembro de 2011 prévio a ser nomeado máximo responsável político da Guarda Civil, no blogue “La caja debajo de la cama” faziam dele um “bo exemplo do que é um curriculo adornado”. Anos depois, em fevereiro de 2014, quando os disparos da Guarda Civil na praia do Tarajal contra migrantes, sendo Cuco já seu diretor geral, Ignacio Escolar publicava seu artigo “Del Prestige a la Guardia Civil” e dizia que Fernández Mesa mentira durante a Maré Negra do Prestige e volvia fáze-lo agora, com a tragédia de Ceuta.

Mas tamém “Cuco” Fdez de Mesa figera méritos abondo para que eu mesmo lhe adicara vários artigos nos anteriores blogues de Abordaxe, e agora, tras ter conhecemento desta circunstância de Altsasu, da sua vissita ao picolo no hospital que poidera ser a razom pola que o guarda realizara depois uma declaraçom complementária que bem montada poidera ser a razom fundamental pola que, uma simples liorta dum bar, está a ser julgada na Audiência Nacional como um ato de terrorismo quando, tal como aponta Isabel Pouzeta, nai dum dos acusados, durante 2016 o ministério de Interior espanhol contabiliçou 9571 casos de altercados de vizinhos contra membros das polícias e guardas civis e só esta liorta está a ter esta categorizaçom. Mais de 26 liortas diárias e só 1 é julgada como terrorismo, dá para pensar.

Recupero da hemeroteca de Abordaxe, o seguinte artigo que escrevera ao respeito desta figura, artista da mentira descarada e das montagens mediáticas, a quem tivem o desgosto de conhecer e sofrer na minha mocidade em Ferrol:
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[Curdistám Sírio] Internacionalistas de Rojava denunciam os bombardeamentos da NATO contra o território sírio

Recolho do IndymediaPortugal a traduçom de “Face oculta” do artigo publicado em origem na web das Internacionalistas de Rojava assinada em 14 de abril, e no que, além de denunciar este brutal ataque sob a escusa da utilizaçom de armas químicas por parte do exército de Bachar el Asad (feito nom demonstrado e moi questionado com várias denúncias de montagem por parte dos chamados “Cascos Brancos” (*), especialistas na matéria), denunciam o feito de que, em contrapartida, o uso demonstrado e constastado de armas químicas em Efrîn, tais como o cloro gasoso usado polos bandos jihadistas que luitavam ao lado do exército turco, nom provocaram qualquer resposta dessa autodenominada comunidade internacional:

A partir da Comuna Internacionalista de Rojava, na Federaçom Democrática do Norte da Síria, denunciamos os bombardeamentos das forças da NATO contra o território sírio esta madrugada. Estes ataques imperialistas liderados polos EUA, com a colaboraçom da França e do Reino Unido, som um novo exemplo da brutalidade e da sede imperialista das forças da NATO no Médio Oriente.
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Vídeo da Revoluçom das Mulheres contra o fascismo em Efrîn

Colo da web Rojava Azadi Madrid este vídeo (com legendas em castelám) autoria de Zozan Sima, membra da Académia de Jineoloji de Rojava, quem explica a visom sociológica de Jineoloji sobre Efrîn. Esta guerra está atacando a cultura e a revoluçom das mulheres, que é ao mesmo tempo a revoluçom social.

É momento de atuar. A campanha “Women Rise Up For Afrin – Mulheres erguémo-nos por Efrîn” entra na sua segunda etapa.
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Adiado o juízo ao jornalista alternativo “Boro” por incomparecência dum polícia

O juízo que se ia celebrar ontem contra Jorge Correa, mais conhecido polo seu alcume Boro foi suspendido pola incomparecência dum dos Polícias que tinha que declarar. Desconheço se é um desses que se autolesonaram durante a detençom deste jornalista de LaHaine e Kaos en la Red no transcurso duma manifa em Madrid. A nova data do seu juízo será em 3 de outubro ás 12h.

Colo acá o vídeo, autoria de Juan Carlos Mohr, no que Boro relata o adiamento do seu juízo:


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“Já é dia 15, já posso ferir sensibilidades alheias” Maria Castelo sobre a efeméride da 2ª República Espanhola

Colo acá esta opiniom de Maria Castelo numa das chamadas “redes sociais” , que compartilho gostoso:

    Cartaz patriótico da Republica com um ¡Viva España!

“Já é dia 15, já posso ferir sensibilidades alheias. Assim, a vulto e sem contar alguma honrosa exceção, a II República espanhola foi uma 💩 cravada em um pau que fez renegar dela até quem a tinha apoiado de partida. Esmagou experiências comunitárias, libertárias, socialistas, não fez senão perjudicar a mulher por mais voto que lhe dera, se lixou nas minorias, nos direitos nacionais, foi um despropósito político, um querer e não poder e, finalmente, um exemplo claríssimo do que é que acontece quando desde o poder não se percebe nada, absolutamente nada. Foi um regime profundamente machista, classista, elitista. Não me serve a desculpa de que classes populares e mulheres estavam alienadas pela igreja. S’il vous plaît, parem de insultar a inteligência de miles de pessoas que em um determinado momento disseram basta. Um regime mau não implica per se o sucessor ser melhor. A monarquia bourbonica foi, é e será uma aberração mas quem pretendeu a suceder fez muitos méritos para o asunto acabar em água de castanhas. Vai ti saber, se ainda vai ter razão a fábula aquela que diz que a mona embora se vestindo de seda…”
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