Arquivo mensal: maio 2018

Despedida e feche. Até breve!

Este gajeiro, farto de ve-la vida vir desde tam altas miras, acordei comigo mesmo baixar da minha solitária gávea e abandonar á deriva esta bitácora da minha derrota de mais de 27 meses polos mares revoltos, ou mais bem revoltados, do anarquismo galego em rede.

“Quiero llevar este canto amigo a quien lo pudiera necesitar“… Roberto Carlos

Como di esta estrofa desta cançom coa que anos há tentei revalidar meu éxito frugal que tivera coa versom em castelám do tema “Il giardino proibito” de Sandro Gaicobbe na minha 1ª atuaçom nos cenários horteras da Rádio Kalimera; ao criar este blogue nom pretendia, nem pretendo agora, ser a voz de ninguém (nom sendo de mim mesmo), nem tampouco nunca busquei (nem agora busco) aplausos, nem que se enchiram meus textos de “eu gostos” ou de emoticonos sorrintes chiscando um olho e nem sequer andei na procura dum “coro de pajaritos” nem de ter “um millón de amigos y así más fuerte poder cantar”.

Já estou numa idade na que pouco (ou nada) me importa o que de mim opinem minhas detratoras; nem essas que buscam o enfrontamento entre “irmás” por um tira-me lá essas palhas”  nem muito menos com quem ditam sentências de como temos que comportar-nos as anarquistas neste mundo cheio de merda e de missérias nas que malvivemos.

Só quis continuar alçando minha voz como veículo das minhas impressons, cavilaçons e quimeras e contra das manipulaçons e mentiras dos mass merdas e, iluso de mim, tamém cri positivo opinar e tratar de fomentar debates e confrontaçom de ideias entre compas; mas da-me a mim que só conseguim profundizar nas desavenças porque o debate só se da nas mal chamadas redes sociais, entre vozes ocultas tras mascaradas que só buscam fazer camarilhas e desprezar camaradas que nom concordem cos planejamentos maioritários em boga ou de moda.

“Nom se tem uma revoluçom quando se ama o inimigo; nom se tem uma revoluçom quando se está implorando ao sistema de exploraçom para que ele te integre. Revoluçons derrubam sistemas, revoluçons destroem sistemas” – Malcolm X

O que sim nunca procurei é buscar um espaço de conforto onde fugir das realidades. Cicais peque de ingênuo ao crêr que o anarquismo militante deve ir muito mais lá do que acada cada uma coa sua vissom periférica, que de nada vale andar na procura de sentir-nos seguras nos “nossos espaços liberados” e arrodeadas só de gente perfeitas e 100% consequentes, quando no mundo de afora, lá onde nom alcança nossa vista, seguem a morrer gente por causa de guerras criadas polo Sistema que dizemos combater.

Deconstruir-me para seguir aprendendo

Declaro minha imperfeiçom desde o convencimento de viver num mundo imperfeito e a sabendas de que, por razom de berço, som um privilegiado. Nessa onda manifesto minha intençom de continuar minha deconstruçom como home europeio e de “face pálida”; nom como jeito de expiar culpas históricas das minhas semelhantes pois nom me sinto delas responsável, senom como pessoa que entende que outros olhares mirem a mim com desconfiança e até com medo.

Determino meus anceios em compreender realidades ás que, até nom há muito, me sentia alheio, na procura de nom voltar cair no erro de pretender ensinar sem saber das suas histórias e seus contos. E o farei sem renunciar a minha galeguidade e, coa nossa língua como veículo, seguirei berrando polo direito do nosso povo a viver sua idiossincrasia e luitando contra quem seguem tratando de uniformizar-nos a base de leis, de mentiras mediáticas e de medos.

Nom é uma retirada senom um ponto e à parte

E termino este prego de intencionalidades co convencimento de que meu propósito poida trazer-me mais desavenências que concordos, até comigo mesmo, pois ainda é muita minha inhorância.

Quero deixar claro que nom marcho por injúrias ou desprezos dessas neo-anarcas que se passaram da verticalidade do comunismo autoritário á praticar a farsa horizontal desde a que tratam de opacar mesmo vozes discordantes com muitos anos de luita e de pratica anarquista nas suas costas.

Nom é uma retirada senom uma reviravolta, um pincha-carneiro, dado que além do meu já anunciado re-enrole como tripulante de Abordaxe!, buque insígnia da informaçom anarquista em galego; vou retornar ás minhas origens na contrainformaçom e utilizar a minha voz como veículo das minhas impressons, cavilaçons e quimeras. Mas abandono de jeito definitivo a minhas críticas a atuaçons que nom compartilho das minhas supostas compas de luita; é claro que nunca forom bem recebedas nem debatidas. Por isso canalizarei minha raiba só para desmontar as mentiras do Sistema e tratarei de seguir informando daquelas luitas que nom soem ter acolhida em terras venturadas do ocidente desenvolvido.

Assim que, tras um tempo prudencial, voltarei com novos folgos e uma nova bitácora onde colar os aúdios e disponibiliza-los na rede para quem tenha ouvidos e queira ouvir.

Até pronto!! 

O Gajeiro Comochoconto

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Vídeo resumo de como as exploraçons mineiras afetam as águas e vida dos nossos rios.

A vizinhança de Cornado, uma das paróquias de Touro, deitarom em 13 de maio na sua página duma rede social virtual o seguinte vídeo e texto que colo acá para ajudar a dar-lhe pulo:

Aqui deixamos-vos um pequeninho resumo de como afeta a minaria as águas dos nossos rios.

Vídeo explicado por gente que nom cobra por dizer o que estudou durante muitos anos (em clara referência a outros que andam por certos falsimédios trantando de enganar ao povo sábio e dando bola á empresa mineira a câmbio de emulumentos): Francisco Díaz Fierros, catedrático em Edafologia e Química Agrícola e Jesús Santamaría, doutor en Ciências Biológicas; ainda que a gente do lugar, nom precisa que lho diga ninguém.

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Um curioso “zasca” que me remitirom co galho do Dia das Letras

No ano passado publiquei por estas datas uma crítica ao Depor pola sua peculiar jornada na que, na data festiva do Dia da Letras Galegas, junta equipas de futebol de crianças de toda Galiza e fai do castelám o idioma único da mesma. A minha intençom nom ia tanto em criticar só a nefasta política lingüistica das equipas desportivas senom a perda de falantes entre as crianças e a hipocrasia desta jornada.

Neste ano nom estivem ao tanto do que se passou mais que nada por estar longe da Galiza e das ondas da RTVG; pero ve-se que alguma resentida polo meu escrito tivo a bem enviar-me um comentário á notícia antes mentada (e que venho de publicar ao retomar esta minha bitácora) com um curioso cabeçalho em perfeito castelám: ZAS!!! Entoda la boca!!! e a ligaçom a este vídeo que colo:

Por curiosidade fum mirar á página do clube por se era uma mudança na sua política lingüistica e coa mesma assumir o “zasca” recebido como correspondia. A verdade é que tinha esperanças de que assim fosse e mesmo estava ilusionado por tal envio e por publicar uma rectificaçom e meu apaluso a tal câmbio. Mas para meu desgosto todo meu gozo num poço:

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“ANTIPERSONA” 1º LP de “Tempo Norte” já disponível para sua descarrega na rede

Dou pulo ao correio do meu bo amigo Adri, um dos componentes de Tempo Norte, que venhem de apresentar na Sala Moon de Compostela este seu primeiro disco de longa duraçom (LP), espectáculo que este gajeiro perdeu-se por nom ter o dom da ubiquidade e estar nessa data a algo mais de 1000 kms de distância física; se bem moi perto no meu coraçom.

Tempo Norte, para quem ainda nom saiba delas, é uma formaçom recém afincada em Compostela pero, com tudo, seus componentes som músicos experimentados e referentes do underground galego desde tempo atrás. O projeto nasceu na primavera de 2017, e desde entom a banda já publicara um Maxi/Single que tivo moi boa acolhida; e agora já temos o privilégio de contar com seu LP Antipersona.

Black Dahlia, Kazike y Lil Naipe nas líricas. Óscar Selektah e DJ Tips na produçom e DJ Larock nos scratchs e cuts, apresentam ANTIPERSONAEste trabalho que tamém conta com as colaboraçons de Crespo, Broder Chegar e Salem Blair, é a primeira referência de longa duraçom de Tempo Norte.

Descarrega ANTIPERSONA aqui

Escuita ANTIPERSONA acá
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Do dito ao feito há um gram treito!!. De cuidados descuidados e de “feministos” violentos.

Brais Borrajo, comunista e “feminista”. agressor e acosador

 Tempo há, mas nom tanto, jurdera uma polémica mediática e social porque um home colhera do braço a uma moça para quita-la a bailar num pub da noite compostelã. Este home conhecido nos ambientes da protesta lúdica, no desenho artístico e no ativismo pola língua, entroutras várias fazetas, foi assinalado como objectivo duma campanha orquestrada co galho de eliminar toda expressom ou ato machista dos espaços noturnos que, algum grupo de mulheres, entende como seus. Para quem isto escreve foi uma “caça de brujo” com resonância ampliada e amplificada nas mal chamadas redes sociais polo feito de que esta pessoa se sinificara e participara da cantidatura eleitoral de esquerda nacionalista que ganhara a alcaldia de Compostela. Nom vou entrar no manido debate de se sua atuaçom (ao colher do braço uma moça para convida-la a dançar num local de copas noturno) meresce ser tratada de machismo ou de micromachismo, mas insistirei em que, ao meu entender, tal ato nom é constitutivo de nenhuma agressom; e que tal atitude nom dista nadinha de outras que eu tenho presenciado em vários dos “feministos” que assinaram o tal Comunicado denúncia contra a atuaçom do “susodito”.

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“Como enfrontar o caso de “La Manada” desde um transfeminismo antipunitivista” x C.A.M.P.A.

Recolho, traduzo e cópio do seu blogue:

Desde o Colectivo de Apoio a Mulheres Presas em Aragón (C.A.M.P.A.) queremos fazer uma reflexom a propósito da sentença do juízo a “La Manada”:

Desde nossa perspectiva antipunitivista esperavamos com certo medo o resultado da sentença, que fosse uma condena de mais de 20 anos e, esta, fóra aplaudida desde o movemento feminista e desde a sociedade em geral. Temiamos tamém que, como sucedeu há apenas umas semanas, se reabrira o debate sobre a prisom permanente −ainda que esta só poida imponher-se em assassinatos onde haja alguma circunstância específica agravante− num momento de especial enfado e frustraçom.

Nós definímo-nos como transfeministas e abolicionistas do cárcere, do sistema penal e penitenciário. Isto léva-nos ás vezes a gerir debates e repensar as contradiçons que agromam.

Quando conheces de perto o cárcere, es consciente de que serve única e exclusivamente para castigar, tanto á pessoa condenada como as suas familiares e amizades. O armaçom penal só gera mais violência. Nada nos fai crêr que tras um, nove ou cinquenta anos de prisom estes homes nom vaiam volver violar uma outra mulher com igual ou mais violência coa que já o figeram.

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[Grécia] Áudios revelam estreito vínculo entre Amencer Dourado e as Cúpulas Policiais

Na Grécia da SYRIZA como na Espanha de Rajoy

Por momentos estivem por colar tal sugestivo encabeçamento nesta entrada para fazer ver a similitude entre o que se passa por estes lares e o que se vêm de destapar no lento juízo (*1) contra 69 membros de Amencer Dourado na Grécia da SYRYZA, essa Coaligaçom que viste do eufemista título de “Esquerda Radical” e na que PODEMOS pugera em miras para copiar tal trunfadora ideia eleitoralista.

Recolho esta informaçom (e traduzo) de KaosenlaRed, o artigo assinado por Revolución Real Ya e mais do artigo “Amanecer Dorado: la noche que lo cambió todo” autoria de Leonidas Oikonomakis no jornal El Salto

Uma série de chamadas telefónicas e intercâmbios de mensagens de texto, apresentados no juízo, revelarom uma vez mais os laços e a cordinaçom entre partidárias de Amencer Dourado e membros da polícia, incluidas as unidades antiterroristas e antidistúrbios.

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