Despedida e feche. Até breve!

Este gajeiro, farto de ve-la vida vir desde tam altas miras, acordei comigo mesmo baixar da minha solitária gávea e abandonar á deriva esta bitácora da minha derrota de mais de 27 meses polos mares revoltos, ou mais bem revoltados, do anarquismo galego em rede.

“Quiero llevar este canto amigo a quien lo pudiera necesitar“… Roberto Carlos

Como di esta estrofa desta cançom coa que anos há tentei revalidar meu éxito frugal que tivera coa versom em castelám do tema “Il giardino proibito” de Sandro Gaicobbe na minha 1ª atuaçom nos cenários horteras da Rádio Kalimera; ao criar este blogue nom pretendia, nem pretendo agora, ser a voz de ninguém (nom sendo de mim mesmo), nem tampouco nunca busquei (nem agora busco) aplausos, nem que se enchiram meus textos de “eu gostos” ou de emoticonos sorrintes chiscando um olho e nem sequer andei na procura dum “coro de pajaritos” nem de ter “um millón de amigos y así más fuerte poder cantar”.

Já estou numa idade na que pouco (ou nada) me importa o que de mim opinem minhas detratoras; nem essas que buscam o enfrontamento entre “irmás” por um tira-me lá essas palhas”  nem muito menos com quem ditam sentências de como temos que comportar-nos as anarquistas neste mundo cheio de merda e de missérias nas que malvivemos.

Só quis continuar alçando minha voz como veículo das minhas impressons, cavilaçons e quimeras e contra das manipulaçons e mentiras dos mass merdas e, iluso de mim, tamém cri positivo opinar e tratar de fomentar debates e confrontaçom de ideias entre compas; mas da-me a mim que só conseguim profundizar nas desavenças porque o debate só se da nas mal chamadas redes sociais, entre vozes ocultas tras mascaradas que só buscam fazer camarilhas e desprezar camaradas que nom concordem cos planejamentos maioritários em boga ou de moda.

“Nom se tem uma revoluçom quando se ama o inimigo; nom se tem uma revoluçom quando se está implorando ao sistema de exploraçom para que ele te integre. Revoluçons derrubam sistemas, revoluçons destroem sistemas” – Malcolm X

O que sim nunca procurei é buscar um espaço de conforto onde fugir das realidades. Cicais peque de ingênuo ao crêr que o anarquismo militante deve ir muito mais lá do que acada cada uma coa sua vissom periférica, que de nada vale andar na procura de sentir-nos seguras nos “nossos espaços liberados” e arrodeadas só de gente perfeitas e 100% consequentes, quando no mundo de afora, lá onde nom alcança nossa vista, seguem a morrer gente por causa de guerras criadas polo Sistema que dizemos combater.

Deconstruir-me para seguir aprendendo

Declaro minha imperfeiçom desde o convencimento de viver num mundo imperfeito e a sabendas de que, por razom de berço, som um privilegiado. Nessa onda manifesto minha intençom de continuar minha deconstruçom como home europeio e de “face pálida”; nom como jeito de expiar culpas históricas das minhas semelhantes pois nom me sinto delas responsável, senom como pessoa que entende que outros olhares mirem a mim com desconfiança e até com medo.

Determino meus anceios em compreender realidades ás que, até nom há muito, me sentia alheio, na procura de nom voltar cair no erro de pretender ensinar sem saber das suas histórias e seus contos. E o farei sem renunciar a minha galeguidade e, coa nossa língua como veículo, seguirei berrando polo direito do nosso povo a viver sua idiossincrasia e luitando contra quem seguem tratando de uniformizar-nos a base de leis, de mentiras mediáticas e de medos.

Nom é uma retirada senom um ponto e à parte

E termino este prego de intencionalidades co convencimento de que meu propósito poida trazer-me mais desavenências que concordos, até comigo mesmo, pois ainda é muita minha inhorância.

Quero deixar claro que nom marcho por injúrias ou desprezos dessas neo-anarcas que se passaram da verticalidade do comunismo autoritário á praticar a farsa horizontal desde a que tratam de opacar mesmo vozes discordantes com muitos anos de luita e de pratica anarquista nas suas costas.

Nom é uma retirada senom uma reviravolta, um pincha-carneiro, dado que além do meu já anunciado re-enrole como tripulante de Abordaxe!, buque insígnia da informaçom anarquista em galego; vou retornar ás minhas origens na contrainformaçom e utilizar a minha voz como veículo das minhas impressons, cavilaçons e quimeras. Mas abandono de jeito definitivo a minhas críticas a atuaçons que nom compartilho das minhas supostas compas de luita; é claro que nunca forom bem recebedas nem debatidas. Por isso canalizarei minha raiba só para desmontar as mentiras do Sistema e tratarei de seguir informando daquelas luitas que nom soem ter acolhida em terras venturadas do ocidente desenvolvido.

Assim que, tras um tempo prudencial, voltarei com novos folgos e uma nova bitácora onde colar os aúdios e disponibiliza-los na rede para quem tenha ouvidos e queira ouvir.

Até pronto!! 

O Gajeiro Comochoconto

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