Venezuela e as anarquistas

Eu, do tema de Venezuela, de se entre Maduro e os Xanquis (se para a RAG os ionquies som xonquis…) ficarei sempre com o Povo; e mais com esses povos originários que lutam contra do extrativismo brutal do petroleo e do gas que está a acabar com suas costumes e maneiras de viver em comuniom com o resto da natureza.

Para as fanáticas esquerdistas chavistas só lembrarei que em 2013, ainda vivo Chaves, morrera assassinado polas suas moi leais tropas revolucionárias, o chefe yukpa Sabino Romero, conhecido pola defessa dos direitos do seu povo e em particular pola luita contra da expansom da megamineraçom desde que Hugo Chavez anunciara a triplicaçom da exploraçom de carvom em 36 milhons de toneladas métricas anuais nos territórios habitados polas diferentes etnias aborígenes.

Recordar-lhes que a luita de Sabino Romero desenvolvia-se, no fundo, contra o modelo de desenvolvimento baseado na extracçom e na comercializaçom dos recursos petrolíferos, de gas e minerais para o mercado mundial, papel atribuído à Venezuela pola globalizaçom económica. Por isso a resistência de Sabino era uma resistência ao modelo económico. Por isso havia que tirá-lo dali, de qualquer maneira. Por isso 13 yukpas foram mortos e todos ficaram impunes até hoje. Sabino juntára-se a uma lista de luitadores assassinados durante o governo bolivariano por defenderem seus direitos, tais como tamém se passara com, entroutros, Mijaíl Martínez, Luis Hernández, Richard Gallardo e Carlos Requena.

Dise moi doadamente que a atual situaçom de Venezuela é uma ingerência dos EEUU para roubar o petróleo, pero a verdade é que EEUU já tinha e mantém o poder sobre o petróleo venezolano, dado que abondam os negócios coas transnacionais norteamericanas e doutras potências, em especial em matéria petroleira. A figura preferida polo chavismo-madurista é a das empresas mixtas, resultantes da suma dos capitais da empresa pública venezolana PDVSA e das de empresas petroleiras internacionais moi privativas e moi capitalistas, entre as que destacam:

Petroboscán, S.A.= PDVSA + Chevron (EE.UU.)
Petroregional del Lago, S.A.= PDVSA + Shell (Reino Unido-Países Baixos)
Petroquiriquire, S.A. = PDVSA + Repsol (España)
Petrodelta, S.A. = PDVSA + Harvest-Vinccler (EE.UU.)
Petroindependiente, S.A. = PDVSA + Chevron (EE.UU.)
Petrolera Sino-Venezolana, S.A. = PDVSA + CNPC (China)

Isto se passa num pais rico em petróleo, onde, este produto cancerígeno, cobre o 80% das expotaçons venezolanas (por certo os EEUU som o seu 2º comprador), e no que a diferência entre a élite económica -a antérior a Chavez que apenas veu mermadas as ganâncias e a élite chavista, que se passou a dispôr de cárregos públicos nestas empresas extrativas com grandes benefícios personais- e as “miseráveis”, nom parou de medrar durante tudos estes anos de chavismo e madurismo.

Além, os governos venezolanos de Chaves e Maduro foram sempre moi efetivos contra das dissidências de qualquer tipo, nom só em contra da oposiçom manipulada e partidista, senom tamém contra os movementos sociais que reivindicam direitos ambientais ou laborais e tamém contra as indígenas que luitam pelos diretios das nativas, á vez que as criminalizam e acusam de traidoras. E este descrédito a qualquer luita social, adoita beneficiar ás transnacionais, de qualquer indústria e país. E contrasta com a permisividade que seguem mantendo as multinacionais extrativistas e os grandes capitalistas que nunca virom mermados seus direitos de exploraçom e espólio das riquezas naturais e da destruiçom da natureza.

As anarquistas conscientes devemos estar ao carom do povo nas luitas entre governantes e governadas, entre poderosos e fracas, entre patrões e trabalhadoras, ou seja entre vitimizadores e vítimas. Elegir entre o mau e o pior nom é coisa nossa, deixemos nas suas incongruências a essas esquerdistas que seguem presumindo de que desde o Poder podem-se mudar as coisas para o povo.

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Acá, um anarquista venezonlano, Rafael Uzcategui, compartilha no seu blogue (em castelám) as respostas que deu para uma entrevista recém solicitada por um meio esloveno, por se serve para a comprensom do que lá sucede:

https://rafaeluzcategui.wordpress.com/2019/01/28/respuesta-para-un-cuestionario-sloveno/?fbclid=IwAR1gIl3tuJZ4SaJzx3qeT-dF0JPCjqRsu9lFr7MAZNsMylxomMQpSV0zwx0

No mesmo blogue, Rafael da conta do Comunicado assinado por até 235 organismos autónomos venezolanos no que dim ser conscientes de que “un sector de la opinión pública internacional ha simplificado el conflicto como una tensión entre el gobierno de Nicolás Maduro y el gobierno de Donald Trump” e aclaram entroutras coisas que “quienes nos movilizamos masivamente en 60 ciudades y pueblos de Venezuela, al igual que en 230 ciudades del mundo el pasado 23 de enero, lo hicimos por la firme convicción de que el actual gobierno nos empobrece, viola nuestros derechos, nos obliga a irnos del país. Cuando queremos expresarnos ignora nuestra voz, nos encarcela y nos asesina, como lo demuestran las 29 personas asesinadas en una semana en el contexto de manifestaciones por la policía y grupos paramilitares”.

https://rafaeluzcategui.wordpress.com/2019/01/28/235-organizaciones-sociales-y-de-ddhh-de-venezuela-a-sus-colegas-de-la-region-no-ignoren-la-voz-del-pueblo-venezolano/?fbclid=IwAR0QFHypp-ExbzSsbIOncUkS3Ww7tp4WrTdwhMso-xLr9qHWpgen5MqrMHQ

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