[Tarajal, Ceuta] 5º cabodano do assassinato impune de 15 migrantes a mãos da Garda Civil (vídeos)

Republico este artigo que vira a luz há um ano no 4º aniversário deste assassinato e que, por suposto, segue impune.

Dizer que tudo isto acontecera baixo o governo de Rajoy e o PP mas nada mudou coa chegada de Schez e a suposta esquerda ao governo espanhol com respeito á chegada de gentes vindas doutros lugares em busca duma vida milhor que a que suportavam nos seus lugares de saida e fuga. Miles de homes, mulheres e crianças provintes de paises empobrecidos durante séculos polas máfias de escravas, polas guerras de interés das colónias imperialistas europeias e norteamericanas e polo expólio orquestrado mesmo desde organismos internacionais para repartir-se de jeito descarado as riquezas naturais desses lugares. Só lembrar que quando Schez chegara ao governo soltara um seu oportuno discurso ao respeito do direito irrenunciável a salvar vidas no Mediterráneo por riba de tudo e recebera, em contra da opiniom do resto de governantes europeus, ao navio ‘Aquarius’ com honores e concedera aos migrantes que viajavam nele os papeis necessários. Mas só fora um gesto cara a galeria… Pura hipocrasia!! Pouco tempo depois, o mesminho governo de Schz, proibia atracar ao ‘Nuestra Señora del Loreto’, um barco espanhol que levava mais duma semana á deriva em pleno inverno e com temporal com doze migrantes recolhidos do Mediterráneo porque nenhum governo europeu se dignava a dar-lhe permiso de atraque. Em janeiro deste ano já se esquecera Schz daquilo do direito irrenunciável a salvar vidas e a ONG Proactiva denunciava que as autoridades espanholas impediam ao barco ‘Open Arms’ zarpar cara ao Mediterráneo central tras proibir-lhe sair do porto de Barcelona, onde está atracado e retido em consonância coa política migratória do resto de Europa.

“Nom entendo como uma história tam importante como esta, uma história que nos afeta tanto, pode ser tam desprezada” Hervé, sobrevivente do Tarajal

Tal dia coma ontem há 5 anos acontecera um dos momentos mais sinificativos da política migratória espanhola (e europeia) quando eram assassinados a tiros de balas de borracha, cartuchos de fogueo, botes de fume e paus, 15 das pessoas que tentaram cruzar a nado desde Marrocos até a colónia espanhola de Ceuta pola praia do Tarajal. Um tema que ja tratei no seu dia nos blogues de Abordaxe fazendo referência a quem na altura dos assassinatos era o diretor e responsável político da Guardia Civil, e como tal negara com rotundidade os feitos, o “camisa azul ferrolá” Cuco Fdez de Mesa aquele que se figera pintar um quadro onde luze uniforme militar cheio de medalhas para figurar no Panteom de assassinos com lustres da Benemérita e mais ao ministro hipócrita do ramo, o “opusino” Jorge Fdez Díaz, a quem vistas as evidências nom lhe ficou outra que admitir dias depois o uso de armas contra as migrantes pero só co galho de “disuadir-lhes” (1, 2, 3, e 4).

Assimesmo tamém figem seguimento das possíveis consequências, e pese a que houvera um picolo que denunciara nos média as ordens que recebem dos seus mandos políticos para que fagam uso da força indiscriminado e realicem quantas práticas ilegais sejam precisas nos valados de Ceuta e Melilla para evitar que entrem as migrantes (5); as únicas açons foram o arquivo e sobresemento da causa aberta contra 16 gardas porque ao entender da juiza que levou o caso, Carmen Serván, a culpa foi das migrantes dado que, as circunstancias que se produciron ese día no Tarajal “lexitimaron o uso de material antidisturbios” e os agentes viram-se “obrigados a emprega-lo”. Mesmo em maio no ano passado publiquei, já nesta minha bitácora, sobre a espeluznante notícia da condecoraçom de 8 gardas civís que malhara num migrante no valo de Melilla e rematava o artigo dizendo que “com esta justiça e estes ministros, nom é de estranhar que, em breve, tamém sejam condecorados os 16 picolos do Tarajal”.

Ontem soubem de que o primeiro sobresemento da juiza fora recorrido por várias ONGs e que depois de ser admitido tal recurso, e de dar voltas polos julgados e mesmo pola Audiência Nacional, voltou de novo a mãos da mesma juíza Carmen Serván quem volveu arquivar a causa de novo, e declarou o seu sobresemento livre dado que “de lo actuado, no aparece debidamente justificada la perpetración de los diferentes delitos que han dado motivo a la formación de la causa” (sic). e porque di que nom há porvas novas. Dizer que ainda cabe recurso contra decissom desta tipa.

Engadir tamém o feito de que os corpos recuperados das 15 pessoas assassinadas nesse dia, ainda nom foram entregues ás suas familiares para desesperaçom destas. O Ministro de Assuntos Exteriores e Cooperaçom espanhol, Alfonso María Dastis, negou-lhes o visado para viajar a Ceuta e identificar seus corpos e nom dam explicaçom alguma para tal desprezo. Nada raro num ministro que, pese ás evidências, rejeitou numa entrevista internacional que houvera brutalidade policial durante o 1-O na Catalunya e defendeu que algumas fotos e notícias difundidas eram falsas.

Pois bem, como di o refraneiro espanhol “¡Que si quieres arroz, Catalina!”, ai fica o vídeo que começa esta entrada, que recolhe as declaraçons de Hervé, um dos supervivintes dessa tragédia que na altura dos feitos contava com 22 anos, e que vem a deixar patente como os picolos dispararam botes de fume com gas lacrimôgeno e bolas de borracha desde moi perto ás pessoas que já estavam na auga e mesmo que uma lancha da Grada Civil achegára-se a um grupo e começaram a golpea-los com paus.

Como remate desta entrada colo acá o documentário TARAJAL- desmontando la impunidad en la frontera sur, dirigido por Xavier Artigas e Xapo Ortega, autores de “Ciutat morta”:

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